Alienação Parental

A alienação parental é um crime que causa interferência na formação psicológica da criança ou adolescente. Pode ser gerada por pessoas que exerçam autoridade, guarda ou vigilância sobre a criança ou adolescente, como no caso de pais, avós, tios ou pessoas próximas que se tornam alienadores ao prejudicar o vínculo afetivo da criança com outros parentes, podendo ser pais, tios, avós, padrinhos ou irmãos que, assim como a criança, se tornam vítimas da alienação parental.

A alienação parental é movida pela raiva e pelo ódio que o alienador sente em relação a outros parentes e transfere esses sentimentos ruins para a criança, fazendo de tudo para separá-los e impedir um relacionamento parental saudável. A criança ou adolescente é utilizada como ferramenta de agressividade e vingança, como forma de puni-la em relação à família alienada.

Logo num momento de perda e conflito, em que a criança ou adolescente precisa de segurança, apoio e deveria estar sendo cuidada, protegida e amparada, a criança acaba sendo uma vítima nesse processo de alienação parental causado pelas pessoas que mais confia, mesmo que essa não seja a intenção do alienador, pois o alvo dos ataques é sempre a família alienada.

Trata-se da ruptura de vínculos familiares, uma espécie de abuso invisível, na qual a família alienante detém o controle e seus interesses particulares frente às necessidades afetivas da criança, privando-a de laços saudáveis e gerando sentimentos intensos e assoladores de abandono, rejeição e traição em relação as vítimas alienadas. Por dependência afetiva e material, a criança vítima de alienação parental sente medo de ser abandonada e rejeitada pelos alienadores, teme desagradar o alienador, passando a acreditar nas críticas negativas que escuta e promovendo o distanciamento e a exclusão dos vínculos parentais sem discernir a manipulação que sofre, sem ter consciência, remorso ou noção da realidade.

Forçadamente desenvolve a noção de que um lado da família é bom e o outro é mau, a criança ou adolescente demonstra-se intolerante a ambivalências e apresenta um discurso inadequado para a sua faixa etária. É reforçada a desenvolver comportamentos manipulatórios, a empregar “meias verdades” e geralmente mostram dificuldades em expressar as suas emoções, de forma sincera e genuína. Essas alterações de comportamento e afeto deram origem ao termo SAP, Síndrome da Alienação Parental.

Por esses motivos a alienação parental se torna tão prejudicial no desenvolvimento sócio afetivo da criança e adolescente, acarretando sequelas importantes e muitas vezes danos irreversíveis do ponto de vista emocional e comportamental para a criança alienada que se estenderão por toda sua vida. Os prejuízos envolvem desde problemas de relacionamento interpessoal, sentimentos de rejeição, mal estar, isolamento, falta de organização mental até a formação de transtornos psiquiátricos severos, sendo a depressão, a tendência ao suicídio, os transtornos de ansiedade, as doenças psicossomáticas, os transtornos de conduta, de identidade ou dependência química os problemas mais frequentes enfrentados por vítimas de alienação parental na infância. A criança ou adolescente apresenta grandes dificuldades de adaptação psicossocial, embora muitas vezes esse desajuste não seja aparente. A criança pode demonstrar boa adaptação na escola e um forte vínculo com a família alienante, embora patológico, pois esconde um sofrimento intenso pelo medo de ser abandonada, desenvolvendo a insegurança e a baixa autoestima, não conseguindo lidar com sentimentos contraditórios. A criança tende a se sentir culpada como cúmplice inconsciente das injustiças praticadas pelo alienador contra a família alienada.

Ressalta-se a sobreposição de traumas psicológicos para todas as pessoas envolvidas no processo de alienação parental, sobretudo a criança ou adolescente diante da ausência de pessoas que são suas referências de autoridade, confiança, respeito, apoio e afeto. A não elaboração de um luto saudável, que busca a reorganização pessoal e familiar e adaptação do indivíduo a nova realidade, torna-se adoecedor e propõe consequências catastróficas no desenvolvimento da criança alienada.

A alienação parental deixa de “assegurar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social em condições de liberdade e igualdade” conforme prevê o artigo terceiro do ECA – Estatuto da Criança e Adolescente. Trata-se de transformar a dor da perda em desejo de vingança ao invés da busca pela superação, através da capacidade de resiliência, promovendo à união, a compreensão, a busca pelo perdão, oferecendo desse modo o suporte afetivo, a estabilidade, os modelos de referência, amparo e apoio que essa criança ou adolescente necessita.

Nós, profissionais da saúde, esperamos contribuir cada vez mais, auxiliando para que as decisões no ordenamento jurídico promovam a reestruturação dos vínculos parentais em atual prejuízo, viabilizando o desenvolvimento emocional harmonioso e o bem-estar psicológico, sem comprometimentos ainda maiores a constituição da personalidade da criança vítima de alienação, que está sendo impedida de conviver com parte da sua família, importantes modelos de identificação.

Por Lisiane Duarte – Diretora Técnica da Psicotér

O perigo de rotular as pessoas!

 

A riqueza do ser humano está na sua diversidade. Se ao mesmo tempo somos seres únicos e diferentes nas nossas peculiaridades, também somos todos iguais quanto aos nossos deveres e direitos, a dignidade, ao respeito e a liberdade. As crianças desde que nascem têm o seu temperamento, vêm com aspectos genéticos, e têm experiências que lhes tornam únicas, cada um com o seu jeito de ser, sentir, pensar e agir, apresentando capacidades e limitações em maior ou menor grau. As pessoas têm a lamentável prática de rotular os indivíduos, reduzindo-o a alguma característica que não atende ao padrão ético ou moral da sociedade moderna.

Emitir juízos de valor é um hábito muito comum nas relações familiares ou nas avaliações do ambiente escolar, atribuindo a criança falsos estereótipos. Julgar outra pessoa baseado na sua própria história, conforme seus próprios valores e padrões é um grande equívoco, pois eu não vivencio a realidade alheia e não o conheço suficientemente e verdadeiramente o outro capaz de avaliar o seu universo, isso chama-se preconceito e falta de respeito à dignidade alheia.sobretudo quando dados na infância, é condenar esse indivíduo a um futuro sem considerar as possibilidades de mudança e escolhas que ele mesmo possa vir a fazer. A criança tem uma postura relacional, isso significa que ela apresenta diferentes atitudes que variam conforme o contexto e o ambiente, ou seja, uma mesma criança pode reagir de formas diferentes, quando desprovida de apelidos ou rótulos. A experimentação de papéis faz parte do processo de aprendizagem e do desenvolvimento sadio de um indivíduo em busca de autoconhecimento e formação de identidade, constituindo desse modo seus hábitos, valores, interesses e crenças decorrente dessa interação social. Os adultos, pais, educadores e profissionais de referência são os principais formadores de caráter, responsável por quem essa criança se torna, moldando comportamentos e formando opiniões.

A presença de rótulos dados na infância afeta a saúde mental, independentemente se positivos ou negativos, eles trazem consequências danosas e irreversíveis no desenvolvimento emocional dessa criança. Ao atribuir um rótulo a esse indivíduo, está excluindo-o do grupo, marcando a sua diferença, tornando-o inadequado e rejeitado, privando essa criança da liberdade de vir a ser o que ela quiser.

Rótulos positivos reforçam a ideia de superioridade em relação aos outros, nutrem expectativas grandiosas, contribuem para que a criança desenvolva uma percepção distorcida de si e suas capacidades, prejudica a autocritica e o autoconhecimento, tornando a criança incapaz de refletir sobre as suas atitudes de maneira coerente e real. Esse padrão leva a insegurança e a incapacidade em lidar com as frustrações, pois a criança não se arrisca naquilo que ela não é tão boa. A criança desestimula em esforçar-se ou aceitar novos desafios se não tiver garantia dos resultados esperados, pois carrega esse rótulo positivo e tem medo de perder a admiração conquistada. A responsabilidade em ser esse “bom menino(a)” sempre ou “o(a) melhor” vira um peso, como se ele não pudesse decepcionar os outros que o percebem como infalível ou perfeito. No entanto, sabemos que ninguém é bom em tudo o tempo todo, esse alto padrão de expectativas e exigências internas vira um fardo, trazendo grande pressão interna, angústia e sofrimento.

Os elogios só terão efeito positivo quando provindos de um esforço real realizado pela criança, como um reconhecimento de uma conquista, somente nesse caso funcionará como um reforço positivo, caso contrário, desestimula, os elogios que não são resultados do comportamento não promovem o desenvolvimento emocional da criança e ainda prejudicam a autoestima.

E se os rótulos positivos têm todo esse efeito prejudicial no desenvolvimento de uma criança, imagina o fardo dos estereótipos negativos! Eles dificultam a adaptação ao ambiente escolar, afeta igualmente a autoestima dessa criança e a percepção de suas capacidades, impedindo o seu potencial de desenvolvimento.

As crianças estão formando a sua identidade, ainda não sabem quem são ou o que querem, e por esse motivo experimentam diferentes papéis. Estão inseguras, pois a infância é a fase em que se está mais suscetível ao julgamento dos outros, portanto valorizam muito a opinião externa. As suas caraterísticas e personalidade se forma a partir da interação social, o que penso de mim será influenciado pelo modo como os outros me veem,

A pratica do bullying tão comum nas escolas, nas famílias e na sociedade, é um bom exemplo disso. A criança ou jovem encontra-se tão inseguro que atribui apelidos aos demais a partir de caraterísticas físicas e defeitos dos outros, sustentando dessa forma a falsa sensação de segurança interna. Como se ao falar do outro eu me sentisse mais confortável com as minhas próprias falhas. Mas o efeito é justamente contrário, pois ao expor o outro ele reage com a autodefesa esperada, respondendo à intimidação e à ameaça. O bullying caracteriza-se por uma agressão física ou psicológica que ocorre repetida e intencionalmente para ridicularizar, humilhar e intimidar as vítimas, na qual a violência incita a violência. A criança desqualificada não consegue expressar o seu potencial e da mesma forma desqualifica outras crianças da sua convivência também.

Os rótulos atribuídos na infância afetam as relações interpessoais, prejudicando o convívio respeitoso, baseado na ética e na moral. O preconceito instituído nas relações impossibilita uma interação mais humana, digna e cordial.

Rotular é enquadrar um indivíduo numa categoria tão simplista, que não reflete um envolvimento afetivo e a realidade do ser humano. Nos impede de conhecer as reais necessidades do sujeito, de desenvolver estratégias de aprendizagem e enxergar soluções. Adjetivar comportamentos infantis é desconsiderar a complexidade humana, atribuindo a essas crianças verdades absolutas, reducionistas e imutáveis. Ao rotular estamos contribuindo na formação de jovens despreparados para lidar com as adversidades, causando grande impacto na vida desses indivíduos e na sociedade atual.

Por Márcia Moraes – Psicóloga da Psicotér

 



Se você é uma dessas pessoas que sofre com o fardo de carregar rótulos ou já presenciou o perigo da existência de rótulos na vida de outras pessoas próximas de você, entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita para psicoterapia, com um Psicólogo ou Psicóloga em Porto Alegre. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.

 

Piromania: O que há por trás do fascínio pelo fogo?

 

Quem provoca incêndios de forma intencional e sente excitação com o fato encaixa-se no perfil de um pirômano. Mas de onde vem esse transtorno? Seria simplesmente um problema de conduta?

A piromania é definida como um desejo mórbido e incontrolável de atear fogo às coisas. Esse comportamento geralmente é repetitivo e de forma proposital e intencional. É um transtorno pouco conhecido e até mesmo há quem questione se de fato é um transtorno mental. O transtorno também é conhecido popularmente como “Síndrome de Jomeri”, que foi um antigo psicólogo que estudou mais sobre o problema e deu origem a todos os recentes estudos e tratamentos.

Para se realizar esse diagnóstico é necessário que outros como esquizofrenia, mania bipolar, personalidade anti-social sejam excluídos. O número de atos incendiários não é importante, basta um para se fazer o diagnóstico, desde que preencha alguns critérios.

Assim como na cleptomania e na tricotilomania, o indivíduo com piromania experimenta uma forte excitação nos momentos que antecedem o ato de incendiar um objeto, demonstra uma fascinação pelo fogo, curiosidade e atração pelas circunstâncias relacionadas ao fogo. Para realizar esse diagnóstico deve ser descartado outros motivos de incêndio como motivações monetárias, político-ideológicas, expressão de raiva. Ao contrário a motivação deve ser prazer e busca de gratificação.

O curso dessa patologia provavelmente é crônico-episódico, ou seja, o ato de incendiar não tem uma frequência determinada como com a tricotilomania ou o jogo patológico, o indivíduo pode passar longos períodos sem atear fogo, mas predisposição estará sempre presente e eventualmente  incontrolável. As pessoas com piromania geralmente são encontradas primeiro pelos bombeiros e autoridades oficiais, pois dificilmente procuram atendimento médico.

É comum observar nesse transtorno que a crítica é preservada; o pirômano realiza uma preparação antecipada ao incêndio, porém, notam-se também aspectos apáticos e sádicos. A pessoa se demonstra indiferente às consequências que um incêndio pode ocasionar, sejam prejuízos à vida de outras pessoas ou patrimoniais. O pirômano pode demonstrar sentir satisfação com a destruição patrimonial resultante.

Para o tratamento desse transtorno, os acompanhamentos psiquiátrico e psicológico são absolutamente necessários. O objetivo central é conseguir o controle do impulso destrutivo. O tratamento deve ser iniciado com a maior brevidade possível a partir do diagnóstico do transtorno. Deve levar em consideração os riscos que a pessoa pode oferecer não só a vida dela, como também à vida de terceiros.

 

Por Lívia Atkinson – Psicóloga da Psicotér

 

 


Conhece alguém que tem uma fascinação perigosa pelo fogo ou nota que você se coloca em situações de risco algumas vezes por gostar de brincar com fogo? Existe solução para isso, a piromania é algo muito perigoso e quanto mais cedo o tratamento for iniciado melhor é para o paciente, entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita para psicoterapia, com um Psicólogo ou Psicóloga em Porto Alegre. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.

 

VOCÊ SABE O QUE ANORGASMIA?

Marisa é uma mulher de 37 anos, empresária, casada e com dois filhos, conta que nunca teve orgasmo nas relações sexuais, somente através da masturbação e, ainda assim, somente algumas vezes. Ela procura ajuda, pois não se sente “mulher o suficiente” e “não consegue fazer seu marido feliz”, já que nunca conseguiu atingir o orgasmo com ele, em mais de vinte anos de relacionamento.

A paciente chega para a psicoterapia bastante triste, muito ansiosa e com sua autoestima muito baixa. Marisa repete diversas vezes que não é mulher o suficiente e que nunca fará um homem feliz. Já procurou um ginecologista, que assegurou a ela que ela é plenamente apta a ter orgasmos, mas sua “cabeça não está deixando”.

Marisa é a filha do meio de uma família de sete irmãos. Sua infância foi bastante humilde em uma cidade do interior, que ela brincava muito e era muito feliz, apesar de ser bastante reprimida pelos pais e pelos irmão, principalmente os homens, muito religiosos, que afirmavam que tudo era pecado e que qualquer deslize poderia levá-la ao inferno.

Conheceu seu marido quando tinha 15 anos de idade e logo começaram a namorar. O casamento aconteceu quando ela tinha 18 anos e logo se mudaram para a capital, para tentar a sorte. O marido de Marisa foi sua única experiência sexual e ela perdeu a virgindade somente depois do casamento, pois tinha muito medo de estar pecando.

Ela diz que sua primeira experiência sexual foi dolorida e frustrante. Teve muito medo, sabia muito pouco sobre sexo e ficou muito ansiosa, apesar de seu marido tentar fazer, segundo suas palavras, “tudo de maneira calma e gentil”. Para Marisa, o sexo com seu marido é muito bom, ela sente muito prazer durante as preliminares, tem vontade de fazer sexo com ele, mas nunca consegue atingir o orgasmo.

Aos 25 anos quando, numa noite em que dormiu sozinha, masturbou-se. Ela diz que ficou tão feliz e relaxada que seu marido estranhou seu comportamento e ela teve que dizer a ele o que fez. Segundo ela, seu marido a apoia, mas não compreende o motivo pelo qual ela não sente orgasmo quando tem relações sexuais com ele.

Marisa procurou ajuda através de Psicoterpia e a psicóloga, de maneira aberta e sem restrições, iniciou com informações sobre sexo e Anorgasmia e ela descobriu que muitas mulheres não conseguem atingir o orgasmo, pois a sexualidade é ainda assunto “tabu”, apesar de toda informação disponível. Marisa descobriu que, apesar de seus vinte anos de casada, ela tinha pouca experiência sexual, pois não costumava experimentar coisas novas. Ela relatava que não seguia mais uma religião como seus pais e irmãos e que já não tinha mais o mesmo pensamento sobre pecado, mas que mesmo assim se sentia muito constrangida em explorar sua sexualidade.

Durante a terapia, Marisa foi incentivada a descobrir seu corpo, a se tocar, experimentar posições novas, viver sua sexualidade consigo mesma de modo saudável. Ela foi incentivada a ler mais sobre sexo, a buscar informações sobre o assunto e conversar sobre o que era dito a ela quando mais jovem. Conhecendo mais sobre si, Marisa pôde mostrar a seu marido o que gostava e como gostava, pôde tomar também para si a responsabilidade pelo sexo e entender que a mulher também pode ter desejos.

Marisa não só mudou seu comportamento na cama, mas ela também conseguiu, desse modo, mudar alguns comportamentos submissos em sua vida diária. Na empresa de construção que tem com o marido, ela passou a gerenciar de maneira mais firme seus negócios, dado o fato de que se sente mais dona de si e de sua vida.

Marisa consegue ter mais orgasmos agora, apesar de ainda não senti-los em todas as relações sexuais, mas também aprendeu que sexo não é somente o orgasmo, que existem outras etapas como o desejo (a vontade de ter relações sexuais em si) e a excitação (quando o corpo e a mente reagem aos estímulos sexuais antes ou durante o ato sexual), que são muito importantes também e que podem ser muito prazerosos.

Seu marido, seus filhos, seus amigos e familiares percebem Marisa muito mais feliz consigo mesma. Com a psicoterapia, ela ganhou qualidade de vida, pois conseguiu compreender o porquê de seu sofrimento. Hoje ela sabe que muito do que foi dito a ela como verdade em sua vida, são informações que condizem com a realidade de determinados grupos, em determinadas épocas.

Marisa, hoje, compreende inclusive a religião de maneira diferente. Ela fez as pazes com sua sexualidade e com sua vida. Agora, ela pode sorrir e sentir-se uma mulher completa, como sempre quis.

Por mais que as pessoas falem mais sobre sexo do que falavam antes, ele segue sendo um assunto tabu.  Muitas vezes homens e mulheres se sentem envergonhados por não conseguir atingir o orgasmo durante suas relações sexuais e acabam mantendo isso em segredo, prejudicando a si mesmo e ao seus parceiros.

A sexualidade não é mais um tabu e todos merecem usufruir dela da melhor forma possível, se você acredita que sentir prazer durante as relações sexuais é algo impossível, não precisa ser assim!

 

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Como perceber os primeiros sinais de autismo?

 

Hoje em dia sabe-se que o TEA – Transtorno do Espectro do Autismo tem causa orgânica e neurológica, estudos mostram que pessoas com autismo apresentam mais alterações eletroencefalográficas do que crianças que não apresentam o espectro, embora essa não é uma condição para se ter o diagnóstico. Com base na medicina moderna, acredita-se que o TEA é uma alteração na estrutura e no funcionamento do cérebro dessas crianças, sendo que muitas vezes essas alterações não são visíveis nos exames convencionais atuais.

O TEA é conhecido como uma “pane” no sistema neurofisiológico, criando obstáculos para o processamento cerebral. A tríade autística caracteriza-se por um desenvolvimento atípico em três grandes áreas: 1) Na comunicação; 2) Na socialização; 3) No comportamento restrito e repetitivo. Existe uma diversidade enorme que marcam essas características e varia muito o grau de comprometimento de cada uma delas, tornando único cada indivíduo com TEA.

Aplica-se o termo de um “mundo paralelo”, “mundo singular” ou ainda a “concha autística” para expressar o isolamento social que marca a vida dessas crianças, a dificuldade para interagir e estabelecer trocas afetivas com outras pessoas que o cercam, pois, a sociabilidade é sempre comprometida. Nos casos mais severos, a linguagem pode estar afetada ou até mesmo ausente, o que traz prejuízos importantes para a comunicação do indivíduo quando não desenvolve a fala. Nos casos mais moderados, pode haver uma interação com outras pessoas, porém geralmente é restrita, passiva e acontece mediante grande esforço. Autistas relatam que se sentem cansados ao ter que se relacionar com o mundo ao seu redor e manter um simples diálogo com alguém, pois seu processamento de informações no cérebro é mais lento e funciona de maneira diferente de um neurotípico. *

O Autismo afeta cerca de 1% da população, um para cada 88 indivíduos em média, sendo pelo menos quatro vezes mais freqüente em meninos do que em meninas, e no caso das meninas a manifestação do quadro costuma ser mais grave em função de aspectos genéticos. Metade desse público apresenta deficiência mental associada (baixo QI) o que dificulta a aprendizagem pedagógica formal e as tarefas da vida diária. Já no caso de autistas de alto funcionamento (QI acima da média) a principal dificuldade é a interação social e a adaptação com mudanças no dia a dia.

O diagnóstico é feito a partir do relato dos pais e da observação clínica, ou seja, pela manifestação dessas características no desenvolvimento do sujeito. Nos países mais desenvolvidos o diagnóstico do TEA já é feito nos primeiros meses de vida, o que no Brasil ainda há um atraso nesse sentido, pois a maioria dos especialistas ainda avaliam os riscos de um bebê vir a desenvolver o TEA e não atribuem o diagnóstico nos primeiros meses, o que é uma pena se levarmos em conta o tempo que essa criança perde em termos de estimulação precoce e sensorial. Isso faz toda a diferença nas possibilidades futuras e no prognóstico, uma vez que a plasticidade cerebral é muito maior nos primeiros meses de vida, a estimulação adequada do bebê nesse período fará toda a diferença na aquisição das habilidades sociais, de comunicação e de comportamentos mais apropriados que essa criança poderá vir a desenvolver.

E se o diagnóstico precoce é tão importante para favorecer o desenvolvimento emocional e neurológico dessa pessoa, como é que nós, pais, mães, familiares, cuidadores e profissionais da área da saúde podemos identificar os primeiros sinais do TEA?

Em vista dessa condição genética, o espectro está presente deste a concepção da vida uterina do bebê, porém só se torna possível identificar os primeiros sinais através do comportamento e da interação dessa criança com os pais já nos primeiros meses de vida. A comunicação não verbal é uma ferramenta poderosa para observar o desenvolvimento do bebê. A criança deve estabelecer a interação social primária desde que nasce respondendo institivamente as trocas afetivas com a mãe. O bebê deve prestar atenção na voz, no toque e nas carícias dos pais. Procure responder as seguintes perguntas: “De que forma essa criança demonstra seus instintos de fome, sono, desconforto, frio e dor?”,“De que forma ele expressa suas necessidades e desejos?” Fique atento ao modo como essa criança olha para os objetos ao seu redor. Pense como é o jeito de pedir, agir e reagir dessa criança quando lhe oferecem algum estímulo visual, auditivo ou sensorial? Através da observação do vínculo da mãe e do bebê já é possível se chegar a um diagnóstico precoce, pois a criança com TEA tem o olhar “perdido”, demonstra incapacidade para encarar a mãe, não presta atenção nos estímulos propostos pelos pais e tem foco em determinados objetos de seu interesse. Em vista dessa condição, atualmente utiliza-se o Eye Tracking, um teste de acompanhamento do movimento ocular da criança para avaliar o TEA aos 2 meses de idade. As falhas gestuais também é uma forma de comunicação não verbal presente desde os primeiros meses de vida no caso da criança com TEA.

Algumas noções e reações já devem estar constituídas em torno dos 8 meses de idade, tais como a criança reconhecer a mãe, o pai e pessoas de sua referência. Nessa fase a criança estranha quem não é do seu convívio diário, demonstrando contrariedade através do choro para ir no colo de estranhos. No caso de um bebê autista, é bem provável que ele aceite ir no colo de qualquer pessoa sem expressar nenhum desconforto ou medo, demonstrando não diferenciar as pessoas. A adaptação dessas crianças costuma ser mais difícil no que se refere a mudanças na rotina de um bebê, como por exemplo no caso da transição de alimentos líquidos para sólidos, podendo o bebê autista ter mais dificuldade para aceitar a troca do leite materno.

É possível identificar uma apatia nas suas reações e a ausência de respostas aos estímulos propostos no caso da criança com TEA. Os pais costumam relatar que o bebê parece surdo, apesar dos exames audiométricos estarem normais, justamente por que o bebê não estabelece trocas afetivas e instintivas com a mãe e demais cuidadores. Por outro lado, a inquietação dessa criança pode ser constante e acompanhada de um choro ininterrupto e desmotivado, não estando relacionado com os acontecimentos do mundo externo.

A partir de um ano, até os dois anos e meio, a criança já vem mostrando os sinais mais evidentes do TEA. Nessa fase a criança pode demonstrar o desconforto com o toque, reagir de maneira hipersensível ao contato de outras pessoas, a textura de alguns alimentos e aos sons mais elevados, tapando os ouvidos ou não querendo permanecer em locais barulhentos, pois a criança autista se comporta como se seus sentidos estivessem afetados. Um sinal bem característico no desenvolvimento dessas crianças autistas é ela não reproduzir sons ou não vocalizar alguns fonemas como outras crianças dessa idade fazem para tentar falar e se comunicar. A ausência ou o atraso na fala pode ser um sinal bem importante do TEA, pois essas crianças agem como se não estivessem ouvindo as solicitações dos pais. Essa é uma angústia bem comum para quem sofre do transtorno por não conseguir expressar através de sons, palavras, gestos ou comportamento as suas necessidades e os seis sentimentos, e da mesma forma demonstra não compreender o que é esperado por parte delas, gerando muita aflição nessa dificuldade de comunicação na criança e seus familiares.

O movimento estereotipado do corpo também é um sinal que pode estar presente auxiliando na identificação do transtorno, pois é comum o balanço do tronco, cabeça e o maneirismo nas mãos. Desde que nascem, o interesse dessas crianças é restrito a alguns objetos e assuntos da sua preferência, e assim permanece sendo nas etapas posteriores do desenvolvimento, sendo comum a fixação por movimentos circulares de alguns objetos, como as rodas de um carro, o movimento de um trem de brinquedo ou as hélices de um ventilador.

O transtorno não apresenta nenhuma caraterística física visível e em muitos casos como vimos anteriormente também não aparece a alteração neurológica nos exames, sendo necessário contar com a percepção dos pais e especialistas quanto ao desenvolvimento emocional dessa criança e a qualidade dos vínculos. Algumas crianças com certo retraimento social podem ser vistas como envergonhadas, tímidas ou introvertidas, precisam manter uma rotina rígida, não se adaptam as mudanças, não demonstram interesse por situações novas, desorganizam-se diante de lugares e hábitos diferentes em função do desenvolvimento atípico do cérebro e processamento mais lento das informações. Esses casos mais leves da manifestação do transtorno podem dificultar ainda mais o diagnóstico, pois são crianças que não costumam demonstrar o que sentem, dor ou sofrimento. Essas alterações podem não ser significativas e passarem despercebidas, trazendo muitas dúvidas aos pais, sendo importante contar com a avaliação criteriosa de uma equipe multidisciplinar.

Quanto antes esses sinais de autismo forem identificados e o processamento de informações dessa criança compreendido, mais ela poderá ser estimulada e se beneficiar do tratamento. A criança com TEA aprende de forma diferente de uma criança neurotípica e poderá adquirir maiores ganhos através da Psicoterapia Cognitiva Comportamental, da Ambiento Terapia, da Terapia Ocupacional e da Fonoaudiologia, visando promover a inclusão dessa criança na família e na sociedade, desenvolver a autonomia nas atividades de vida diária (AVD`s), o treino de habilidades sociais, a aquisição da comunicação e o progresso nas relações afetivas.

neurotípico.* refere-se a indivíduos que não apresentam distúrbios significativos no funcionamento psíquico.

Por Márcia Moraes – Psicóloga da Psicotér 

 


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Por que meus relacionamentos não dão certo? Tenho o dedo podre?

Existem muitas pessoas que afirmam não ter sorte no amor e ter o “dedo podre”. Não é raro encontrarmos na clínica e entre nossas relações, pessoas que parecem não se acertar com ninguém. Essas pessoas, muitas vezes, viveram um significativo número de relacionamentos que não duraram (não falaremos em sucesso, até porque o sucesso de um relacionamento não está ligado ao tempo que ele durou) e se frustram por não encontrarem a sua metade da laranja.

Para alguns, isso é carma; para outros, falta de sorte ou o famoso “dedo podre”. O que acontece, na realidade, é que essas pessoas tendem a repetir padrões em suas relações; padrões esses que são desajustados e as levam ao sofrimento em seus relacionamentos.

Mas como assim padrões?

Padrões de comportamento são os modos de encarar a vida, são as respostas aos desafios que cada um dá. Esses padrões são aprendidos desde a infância e moldam o jeitinho de cada um. Todos agem a partir de seus padrões, o que acontece com alguns indivíduos, como já mencionado anteriormente, é que esses padrões são desadaptativos, ou seja, não permitem que a pessoa consiga se desenvolver e desenvolver seus relacionamentos de modo sadio.

Os padrões de comportamento surgem a partir das crenças subjacentes, que são as regras, as atitudes e as suposições de cada um. Essas, por sua vez, surgem das crenças centrais, que são as “verdades” de cada um e são a base para cada sujeito encarar a realidade. As crenças centrais surgem e se desenvolvem desde muito cedo e podem ser explicadas por aquilo que cada um vivenciou e guardou para si como verdade. Por exemplo, uma criança que experienciou a traição de um dos pais no relacionamento, poderá internalizar que nas relações as pessoas sempre são traídas. Uma criança que perdeu um dos pais e foi abandonada por outro, terá dificuldade em se aproximar intimamente de alguém, devido à crença de que as pessoas sempre vão embora. Um indivíduo que desde muito cedo experienciou o amor e o carinho, tenderá a ser carinhoso e amável em suas relações. As crenças centrais são de difícil identificação, sendo analisadas a partir dos padrões de comportamento e dos pensamentos automáticos.

Então o que acontece com quem não consegue manter um relacionamento, ou não consegue manter um relacionamento saudável? Para essas pessoas, as crenças desadaptativas fazem com que elas desenvolvam padrões de relacionamento desadaptativos, ou seja, elas se relacionam de modo não saudável e tendem ao sofrimento ou seus relacionamentos ficam destinados ao fim.

Simples? Não, nada simples, pois as crenças centrais, que definirão os padrões de comportamento, são de difícil identificação e acesso, dado o fato de serem inconscientes, fazendo com que o indivíduo não reconheça outros modos de agir em seus relacionamentos.

Alguém que recebeu pouco afeto físico em seus primeiros anos de vida, principalmente das figuras parentais, tende a levar seus relacionamentos de modo menos afetuoso, com poucas trocas de carinho. Essa frieza, não é reconhecida pelo indivíduo como um padrão disfuncional, pois foi assim que ele aprendeu que as coisas são. Por mais que esse indivíduo observe outros relacionamentos, não reconhece o carinho e o afeto como verdades, pois a sua realidade interna é outra.

Em vista disso, podemos entender que a falta de sucesso nos relacionamentos está ligado aos padrões de comportamento dos indivíduos. A pessoa acaba não se adaptando, pois o levam ao sofrimento em suas relações, levam ao final, porque o outro também tem seus padrões, mais adaptativos ou não, mas que são incompatíveis.

E como resolver isso? Buscando a ajuda de um profissional da psicologia, pois as crenças e, consequentemente, os padrões desadaptativos, só serão reconhecidos e passíveis de mudança através da psicoterapia. Por serem inconscientes, muitas vezes a pessoa sabe que sofre, sabe porque sofre, mas não reconhece seus padrões e as crenças centrais.

Por isso, se você sofre para ter ou para manter um relacionamento amoroso, a busca de um profissional se faz necessária, para conhecer onde está o problema esta é a melhor maneira de solucioná-lo, mudando os modos de pensar e de agir. Todo mundo merece a sua metade da laranja e, para alguns, a ajuda se faz necessária para este relacionamento ser satisfatório.

Por Anne Griza – Psicóloga da Psicotér

 


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Psicoterapia Domiciliar

Atendimento psicológico domiciliar/clinico em Porto Alegre e Grande Porto Alegre à crianças, adolescentes, adultos, 3ª idade e família.

A procura pelo auxílio de um psicólogo pode se dar pelos mais diversos motivos que vão desde problemas emergenciais muito bem focalizados, orientações e esclarecimentos, dificuldades existenciais ou mesmo pela busca de autoconhecimento.

Entre tais motivos podemos destacar: perdas (de um ente querido, emprego, separação conjugal, etc.); problemas de relacionamento interpessoal com a família, amigos, colegas de trabalho, cônjuge; timidez; depressão; stress; insegurança; dificuldades afetivas; incapacidade para lidar com mudanças; fobias; pânico; alterações freqüentes de humor; transtorno de ansiedade; transtorno obsessivo-compulsivo; transtornos alimentares; problemas sexuais; doenças psicossomáticas; problemas de aprendizagem; orientação vocacional; crises de transição das fases da vida como adolescência, maturidade, envelhecimento, etc.

Quanto mais cedo se procura ajuda, mais cedo se diagnostica e se trata o problema.

Você já se decidiu pelo tratamento?

Que bom, siga em frente!

Ainda não?

Mas quer apenas conhecer a psicóloga e a sua forma de trabalho? Que bom também, já está no caminho!

Você agenda sua primeira consulta por telefone. Com dia e horário marcado você terá 50 minutos para expor suas necessidades, intenções, dificuldades, esclarecer suas dúvidas e também será orientado (a) sobre alguns aspectos do processo. É um tempo reservado para você!

Neste primeiro encontro você poderá usufruir do momento terapêutico sem o compromisso de fazer o tratamento futuro. Sua decisão será respeitada.

Cada pessoa é um indivíduo único e será levada em conta a característica de personalidade no que se refere ao enquadre (abordagem a ser usada).

Tem medo?

Cada profissional tem sua maneira de trabalhar, cada um com suas particularidades. É importante você ficar à vontade, gostar, se sentir acolhido e entendido. A empatia é justamente isso, poder mostrar-se sem receio e sentir que pode ser aceito pelo que é.

O que te impede?

Todos devemos ser capazes de vencer as dificuldades, os obstáculos, por mais fortes e traumáticos que elas sejam. Pode ser desde um desemprego inesperado, a morte de um parente querido, a separação dos pais, a repetência na escola ou uma catástrofe como um tsunami.

Porém existem pessoas que não conseguem desenvolver suas potencialidades por si só e é preciso um apoio profissional, alguém que te entenderá, te ouvirá e te levará a descobrir os caminhos necessários para desenvolver-se saudavelmente.

Todos os procedimentos psicológicos previstos para o atendimento clínico são utilizados no atendimento domiciliar.

Entre em contato, agende uma visita e desenvolva-se.

É na crise que nos transformamos em pessoas mais fortes”.