Alienação Parental

A alienação parental é um crime que causa interferência na formação psicológica da criança ou adolescente. Pode ser gerada por pessoas que exerçam autoridade, guarda ou vigilância sobre a criança ou adolescente, como no caso de pais, avós, tios ou pessoas próximas que se tornam alienadores ao prejudicar o vínculo afetivo da criança com outros parentes, podendo ser pais, tios, avós, padrinhos ou irmãos que, assim como a criança, se tornam vítimas da alienação parental.

A alienação parental é movida pela raiva e pelo ódio que o alienador sente em relação a outros parentes e transfere esses sentimentos ruins para a criança, fazendo de tudo para separá-los e impedir um relacionamento parental saudável. A criança ou adolescente é utilizada como ferramenta de agressividade e vingança, como forma de puni-la em relação à família alienada.

Logo num momento de perda e conflito, em que a criança ou adolescente precisa de segurança, apoio e deveria estar sendo cuidada, protegida e amparada, a criança acaba sendo uma vítima nesse processo de alienação parental causado pelas pessoas que mais confia, mesmo que essa não seja a intenção do alienador, pois o alvo dos ataques é sempre a família alienada.

Trata-se da ruptura de vínculos familiares, uma espécie de abuso invisível, na qual a família alienante detém o controle e seus interesses particulares frente às necessidades afetivas da criança, privando-a de laços saudáveis e gerando sentimentos intensos e assoladores de abandono, rejeição e traição em relação as vítimas alienadas. Por dependência afetiva e material, a criança vítima de alienação parental sente medo de ser abandonada e rejeitada pelos alienadores, teme desagradar o alienador, passando a acreditar nas críticas negativas que escuta e promovendo o distanciamento e a exclusão dos vínculos parentais sem discernir a manipulação que sofre, sem ter consciência, remorso ou noção da realidade.

Forçadamente desenvolve a noção de que um lado da família é bom e o outro é mau, a criança ou adolescente demonstra-se intolerante a ambivalências e apresenta um discurso inadequado para a sua faixa etária. É reforçada a desenvolver comportamentos manipulatórios, a empregar “meias verdades” e geralmente mostram dificuldades em expressar as suas emoções, de forma sincera e genuína. Essas alterações de comportamento e afeto deram origem ao termo SAP, Síndrome da Alienação Parental.

Por esses motivos a alienação parental se torna tão prejudicial no desenvolvimento sócio afetivo da criança e adolescente, acarretando sequelas importantes e muitas vezes danos irreversíveis do ponto de vista emocional e comportamental para a criança alienada que se estenderão por toda sua vida. Os prejuízos envolvem desde problemas de relacionamento interpessoal, sentimentos de rejeição, mal estar, isolamento, falta de organização mental até a formação de transtornos psiquiátricos severos, sendo a depressão, a tendência ao suicídio, os transtornos de ansiedade, as doenças psicossomáticas, os transtornos de conduta, de identidade ou dependência química os problemas mais frequentes enfrentados por vítimas de alienação parental na infância. A criança ou adolescente apresenta grandes dificuldades de adaptação psicossocial, embora muitas vezes esse desajuste não seja aparente. A criança pode demonstrar boa adaptação na escola e um forte vínculo com a família alienante, embora patológico, pois esconde um sofrimento intenso pelo medo de ser abandonada, desenvolvendo a insegurança e a baixa autoestima, não conseguindo lidar com sentimentos contraditórios. A criança tende a se sentir culpada como cúmplice inconsciente das injustiças praticadas pelo alienador contra a família alienada.

Ressalta-se a sobreposição de traumas psicológicos para todas as pessoas envolvidas no processo de alienação parental, sobretudo a criança ou adolescente diante da ausência de pessoas que são suas referências de autoridade, confiança, respeito, apoio e afeto. A não elaboração de um luto saudável, que busca a reorganização pessoal e familiar e adaptação do indivíduo a nova realidade, torna-se adoecedor e propõe consequências catastróficas no desenvolvimento da criança alienada.

A alienação parental deixa de “assegurar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social em condições de liberdade e igualdade” conforme prevê o artigo terceiro do ECA – Estatuto da Criança e Adolescente. Trata-se de transformar a dor da perda em desejo de vingança ao invés da busca pela superação, através da capacidade de resiliência, promovendo à união, a compreensão, a busca pelo perdão, oferecendo desse modo o suporte afetivo, a estabilidade, os modelos de referência, amparo e apoio que essa criança ou adolescente necessita.

Nós, profissionais da saúde, esperamos contribuir cada vez mais, auxiliando para que as decisões no ordenamento jurídico promovam a reestruturação dos vínculos parentais em atual prejuízo, viabilizando o desenvolvimento emocional harmonioso e o bem-estar psicológico, sem comprometimentos ainda maiores a constituição da personalidade da criança vítima de alienação, que está sendo impedida de conviver com parte da sua família, importantes modelos de identificação.

Por Lisiane Duarte – Diretora Técnica da Psicotér

Clinomania: A doença que se confunde com preguiça

sono psicologo porto alegreVocê sabia que aquele desejo excessivo de não sair da cama e ficar deitado, seja dormindo ou não, pode ser um distúrbio chamado clinomania? Às vezes confundida com preguiça ou mesmo depressão, a clinomania tem características próprias.

A palavra clinomania tem suas origens em grego, o que significa “obsessão com o sono” e, embora você não acredite, temos certeza de que você sofreu pelo menos uma vez; porque de acordo com as estatísticas, pelo menos 70% das pessoas já experimentaram. Clinomania é o excessivo desejo de ficar na cama. É o desejo de não sair da cama, ficar debaixo das cobertas e com cabeça no travesseiro. Uma vontade muito, mas muito grande de ficar deitado, no caso dormir muito.

De difícil diagnóstico, a Clinomania pode ser confundida com outros males como Distúrbio do sono, Depressão e Síndrome da Fadiga Crônica.

Para se identificar a Clinomania, deve-se observar outros males que podem ser confundidos com ela, e a partir de então – através da exclusão – identificar o mal. As pessoas com Clinomania apresentam um excessivo desejo de ficar na cama, sem que estejam com um dos males descritos a seguir:

  • Distúrbios do sono:

Muitas pessoas têm problemas para dormir, desde apnéia do sono a simplesmente ser incapaz de adormecer.

  • Depressão:

Aqueles que sofrem de depressão podem ter dificuldade em levantar-se para enfrentar seu mundo, mas as razões por trás são muito diferentes aos que sofrem de Clinomania.

  • Síndrome de Fadiga Crônica:

Aquele que sofre de síndrome da fadiga Crônica também terá dificuldade em encontrar a energia e o impulso para sair da cama, mas isso é por causa de sua doença ao invés de Clinomania.

Pessoas diagnosticadas com Clinomania tendem a ter padrões de sono invertidos, dormem constantemente durante o período vespertino e ficam acordados a noite, sendo naturalmente induzidos a não comparecer a atividades matinais.

Quando é afetada pela clinomania, a pessoa já não fica na cama por estar triste ou com dores, mas porque gosta do ambiente confortável e não quer deixar de sentir esse aconchego. Em dias chuvosos e nublados, por exemplo, esse sentimento é ainda maior, mas não está relacionado com sinais ou sintomas clínicos e patológicos.

Na maioria dos casos, o diagnóstico da clinomania é feito a partir da exclusão, já que se trata de um tipo de distúrbio relativamente raro. Para a maioria das pessoas, o difícil é entender como a condição se manifesta.

A clinomania é mais comum entre as mulheres, especialmente na faixa dos 20 aos 40 anos, embora também possa acontecer em outras idades e também em homens. A maior incidência nas mulheres adultas pode ser explicada em função das mudanças hormonais que ocorrem nesse período.

Além disso, a terceira idade também é bastante vulnerável ao distúrbio, já que os mais velhos tendem a deitar mais durante o dia, em função das poucas ocupações, o que favorece o desenvolvimento da clinomania.

Apesar de dormir quando se está cansado ser um excelente refresco para a mente, e necessário para manter o organismo funcionando, as pessoas não nasceram para ficar paradas. O corpo precisa ficar em constante movimento para que as funções naturais não sejam prejudicadas. Portanto, vale lembrar que a condição tem cura, desde que seguidas todas as recomendações médicas.

Depois de feito o diagnóstico clínico, pode surgir a necessidade do uso de medicamentos específicos para melhorar a qualidade de vida. O acompanhamento psicológico, aliado a exercícios físicos também é uma alternativa comum.

As pessoas que sofrem com o distúrbio não sentem preguiça, mas uma vontade imensa de permanecer na posição horizontal, deixando de lado os afazeres para apenas ficarem deitadas. Ou seja, sofrem de um distúrbio real e preocupante.

Por Lívia Atkinson – Psicóloga da Psicotér



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O perigo de rotular as pessoas!

 

A riqueza do ser humano está na sua diversidade. Se ao mesmo tempo somos seres únicos e diferentes nas nossas peculiaridades, também somos todos iguais quanto aos nossos deveres e direitos, a dignidade, ao respeito e a liberdade. As crianças desde que nascem têm o seu temperamento, vêm com aspectos genéticos, e têm experiências que lhes tornam únicas, cada um com o seu jeito de ser, sentir, pensar e agir, apresentando capacidades e limitações em maior ou menor grau. As pessoas têm a lamentável prática de rotular os indivíduos, reduzindo-o a alguma característica que não atende ao padrão ético ou moral da sociedade moderna.

Emitir juízos de valor é um hábito muito comum nas relações familiares ou nas avaliações do ambiente escolar, atribuindo a criança falsos estereótipos. Julgar outra pessoa baseado na sua própria história, conforme seus próprios valores e padrões é um grande equívoco, pois eu não vivencio a realidade alheia e não o conheço suficientemente e verdadeiramente o outro capaz de avaliar o seu universo, isso chama-se preconceito e falta de respeito à dignidade alheia.sobretudo quando dados na infância, é condenar esse indivíduo a um futuro sem considerar as possibilidades de mudança e escolhas que ele mesmo possa vir a fazer. A criança tem uma postura relacional, isso significa que ela apresenta diferentes atitudes que variam conforme o contexto e o ambiente, ou seja, uma mesma criança pode reagir de formas diferentes, quando desprovida de apelidos ou rótulos. A experimentação de papéis faz parte do processo de aprendizagem e do desenvolvimento sadio de um indivíduo em busca de autoconhecimento e formação de identidade, constituindo desse modo seus hábitos, valores, interesses e crenças decorrente dessa interação social. Os adultos, pais, educadores e profissionais de referência são os principais formadores de caráter, responsável por quem essa criança se torna, moldando comportamentos e formando opiniões.

A presença de rótulos dados na infância afeta a saúde mental, independentemente se positivos ou negativos, eles trazem consequências danosas e irreversíveis no desenvolvimento emocional dessa criança. Ao atribuir um rótulo a esse indivíduo, está excluindo-o do grupo, marcando a sua diferença, tornando-o inadequado e rejeitado, privando essa criança da liberdade de vir a ser o que ela quiser.

Rótulos positivos reforçam a ideia de superioridade em relação aos outros, nutrem expectativas grandiosas, contribuem para que a criança desenvolva uma percepção distorcida de si e suas capacidades, prejudica a autocritica e o autoconhecimento, tornando a criança incapaz de refletir sobre as suas atitudes de maneira coerente e real. Esse padrão leva a insegurança e a incapacidade em lidar com as frustrações, pois a criança não se arrisca naquilo que ela não é tão boa. A criança desestimula em esforçar-se ou aceitar novos desafios se não tiver garantia dos resultados esperados, pois carrega esse rótulo positivo e tem medo de perder a admiração conquistada. A responsabilidade em ser esse “bom menino(a)” sempre ou “o(a) melhor” vira um peso, como se ele não pudesse decepcionar os outros que o percebem como infalível ou perfeito. No entanto, sabemos que ninguém é bom em tudo o tempo todo, esse alto padrão de expectativas e exigências internas vira um fardo, trazendo grande pressão interna, angústia e sofrimento.

Os elogios só terão efeito positivo quando provindos de um esforço real realizado pela criança, como um reconhecimento de uma conquista, somente nesse caso funcionará como um reforço positivo, caso contrário, desestimula, os elogios que não são resultados do comportamento não promovem o desenvolvimento emocional da criança e ainda prejudicam a autoestima.

E se os rótulos positivos têm todo esse efeito prejudicial no desenvolvimento de uma criança, imagina o fardo dos estereótipos negativos! Eles dificultam a adaptação ao ambiente escolar, afeta igualmente a autoestima dessa criança e a percepção de suas capacidades, impedindo o seu potencial de desenvolvimento.

As crianças estão formando a sua identidade, ainda não sabem quem são ou o que querem, e por esse motivo experimentam diferentes papéis. Estão inseguras, pois a infância é a fase em que se está mais suscetível ao julgamento dos outros, portanto valorizam muito a opinião externa. As suas caraterísticas e personalidade se forma a partir da interação social, o que penso de mim será influenciado pelo modo como os outros me veem,

A pratica do bullying tão comum nas escolas, nas famílias e na sociedade, é um bom exemplo disso. A criança ou jovem encontra-se tão inseguro que atribui apelidos aos demais a partir de caraterísticas físicas e defeitos dos outros, sustentando dessa forma a falsa sensação de segurança interna. Como se ao falar do outro eu me sentisse mais confortável com as minhas próprias falhas. Mas o efeito é justamente contrário, pois ao expor o outro ele reage com a autodefesa esperada, respondendo à intimidação e à ameaça. O bullying caracteriza-se por uma agressão física ou psicológica que ocorre repetida e intencionalmente para ridicularizar, humilhar e intimidar as vítimas, na qual a violência incita a violência. A criança desqualificada não consegue expressar o seu potencial e da mesma forma desqualifica outras crianças da sua convivência também.

Os rótulos atribuídos na infância afetam as relações interpessoais, prejudicando o convívio respeitoso, baseado na ética e na moral. O preconceito instituído nas relações impossibilita uma interação mais humana, digna e cordial.

Rotular é enquadrar um indivíduo numa categoria tão simplista, que não reflete um envolvimento afetivo e a realidade do ser humano. Nos impede de conhecer as reais necessidades do sujeito, de desenvolver estratégias de aprendizagem e enxergar soluções. Adjetivar comportamentos infantis é desconsiderar a complexidade humana, atribuindo a essas crianças verdades absolutas, reducionistas e imutáveis. Ao rotular estamos contribuindo na formação de jovens despreparados para lidar com as adversidades, causando grande impacto na vida desses indivíduos e na sociedade atual.

Por Márcia Moraes – Psicóloga da Psicotér

 



Se você é uma dessas pessoas que sofre com o fardo de carregar rótulos ou já presenciou o perigo da existência de rótulos na vida de outras pessoas próximas de você, entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita para psicoterapia, com um Psicólogo ou Psicóloga em Porto Alegre. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.

 

Piromania: O que há por trás do fascínio pelo fogo?

 

Quem provoca incêndios de forma intencional e sente excitação com o fato encaixa-se no perfil de um pirômano. Mas de onde vem esse transtorno? Seria simplesmente um problema de conduta?

A piromania é definida como um desejo mórbido e incontrolável de atear fogo às coisas. Esse comportamento geralmente é repetitivo e de forma proposital e intencional. É um transtorno pouco conhecido e até mesmo há quem questione se de fato é um transtorno mental. O transtorno também é conhecido popularmente como “Síndrome de Jomeri”, que foi um antigo psicólogo que estudou mais sobre o problema e deu origem a todos os recentes estudos e tratamentos.

Para se realizar esse diagnóstico é necessário que outros como esquizofrenia, mania bipolar, personalidade anti-social sejam excluídos. O número de atos incendiários não é importante, basta um para se fazer o diagnóstico, desde que preencha alguns critérios.

Assim como na cleptomania e na tricotilomania, o indivíduo com piromania experimenta uma forte excitação nos momentos que antecedem o ato de incendiar um objeto, demonstra uma fascinação pelo fogo, curiosidade e atração pelas circunstâncias relacionadas ao fogo. Para realizar esse diagnóstico deve ser descartado outros motivos de incêndio como motivações monetárias, político-ideológicas, expressão de raiva. Ao contrário a motivação deve ser prazer e busca de gratificação.

O curso dessa patologia provavelmente é crônico-episódico, ou seja, o ato de incendiar não tem uma frequência determinada como com a tricotilomania ou o jogo patológico, o indivíduo pode passar longos períodos sem atear fogo, mas predisposição estará sempre presente e eventualmente  incontrolável. As pessoas com piromania geralmente são encontradas primeiro pelos bombeiros e autoridades oficiais, pois dificilmente procuram atendimento médico.

É comum observar nesse transtorno que a crítica é preservada; o pirômano realiza uma preparação antecipada ao incêndio, porém, notam-se também aspectos apáticos e sádicos. A pessoa se demonstra indiferente às consequências que um incêndio pode ocasionar, sejam prejuízos à vida de outras pessoas ou patrimoniais. O pirômano pode demonstrar sentir satisfação com a destruição patrimonial resultante.

Para o tratamento desse transtorno, os acompanhamentos psiquiátrico e psicológico são absolutamente necessários. O objetivo central é conseguir o controle do impulso destrutivo. O tratamento deve ser iniciado com a maior brevidade possível a partir do diagnóstico do transtorno. Deve levar em consideração os riscos que a pessoa pode oferecer não só a vida dela, como também à vida de terceiros.

 

Por Lívia Atkinson – Psicóloga da Psicotér

 

 


Conhece alguém que tem uma fascinação perigosa pelo fogo ou nota que você se coloca em situações de risco algumas vezes por gostar de brincar com fogo? Existe solução para isso, a piromania é algo muito perigoso e quanto mais cedo o tratamento for iniciado melhor é para o paciente, entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita para psicoterapia, com um Psicólogo ou Psicóloga em Porto Alegre. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.

 

Vício em Internet: Quando navegar se torna uma doença

 

Hoje em dia, poucas pessoas não se conectam diariamente à internet, seja para realizar alguma pesquisa, seja para relaxar e interagir nas redes sociais, seja para obter informações dos noticiários, jogar ou assistir a algum filme ou série. Não há mais como pensar no mundo sem os smartphones, tablets ou computadores. Tudo está lá, ao alcance de um clique.

O que se percebe, porém, é que muitas pessoas estão cada vez mais dependentes da internet, ou seja, não conseguem se desconectar, sofrem se ficarem impedidas de acessar este vasto mundo de facilidades e de diversão. Isto é o vício em internet e ele é considerado tão problemático quanto o vício em drogas ou em jogos de azar.

O uso problemático da internet é o uso excessivo e irracional desta ferramenta, que interfere na vida cotidiana. Apesar de não ser mencionado no DSM-V (Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais, de 2013), existe a ideia comum de psicólogos e de psiquiatras de que o vício em internet existe e é uma doença perigosa. Os profissionais da saúde mental lidam com o vício em internet a partir da ideia de como lidar com os outros vícios e o vincula ao vício em jogos, especificamente.

Em estudo realizado em 2014 pela agência A. T. Kearney, dos Estados Unidos, os resultados mostram que o Brasil é o país com maior número de viciados em internet: 51% dos entrevistados afirmaram permanecer online por mais de 12 horas por dia. Destes, 32% tinham entre 26 e 35 anos, enquanto 21% possuíam de 16 a 25 anos de idade. Os homens são a maioria: 53%, contra 47% de mulheres viciadas.

O vício em internet atinge principalmente os homens jovens e relaciona-se a jogos online, como uma maneira de escapar da realidade ou amenizar a ansiedade, como a maioria dos outros vícios. As mulheres, quando apresentam sintomas do vício, normalmente preocupam-se demais com as redes sociais e com os “likes” que podem receber em suas postagens.

A dependência da internet, assim como outros transtornos, pode afetar qualquer pessoa, mas aqueles indivíduos mais introvertidos, com baixa autoestima e que têm dificuldades em manter relações pessoais são as que possuem maior tendência ao transtorno. Os dependentes da internet, ainda, são afetados por problemas familiares ou pessoais como bullying, exclusão social, frustrações profissionais, conturbações no casamento e até dificuldades financeiras. Tendo isso em mente, o acesso frenético à internet pode ser entendido como uma válvula de escape desse indivíduo – um local confortável que acaba tomando o lugar do mundo real.

Ainda que o vício em internet não tenha seus critérios definidos nos manuais diagnósticos, os psicólogos e psiquiatras observam alguns comportamentos como a tolerância, que é a capacidade do indivíduo em se manter conectado o tempo todo para satisfazer ou diminuir sua ansiedade; a abstinência, que são os sintomas que surgem quando o indivíduo fica sem acesso à internet; e o uso da internet, mesmo quando isso causa algum problema físico, pessoal, psicológico ou social ao indivíduo, como dor nos olhos, nas costas, afastamento social ou familiar, dificuldades em realizar tarefas no trabalho ou escola, dentre outros. A irritabilidade e a depressão também são sintomas comuns dos indivíduos viciados em internet.

Hoje em dia o mundo está cada vez mais conectado, e ninguém pode negar que é muito difícil se manter longe de computadores, tablets ou smartphones. Porém, os profissionais de psicologia alertam para algumas práticas e que precisam ser seguidas por qualquer pessoa para evitar o vício:

1) autocontrole dos horários de acesso à internet e uso do tablet ou smartphone;

2) análise de seu uso das mídias, internet, jogos, bate-papos – tempo e necessidade de estar conectado: algum compromisso já foi adiado ou não cumprido por causa da internet? Você se afastou das pessoas por estar muito conectado? A vida real deixou de ser interessante? Há alguma consequência negativa pelo uso da internet? Existe sofrimento ao não poder estar conectado?

Além do vício em internet propriamente dito, existem outras condições relacionadas ao uso exagerado desta ferramenta:

  • Síndrome do toque fantasma: quando o cérebro faz com que você pense que seu celular está vibrando ou tocando no seu bolso ou na sua bolsa;

  • Nomophobia: ansiedade que surge por não ter acesso a um dispositivo móvel ou computador. O termo Nomophobia é uma abreviatura de “no-mobile phobia” (medo de ficar sem telefone móvel);

  • Náusea digital: desorientação e vertigem que algumas pessoas sentem quando interagem em determinados ambientes digitais;

  • Depressão de Facebook: depressão causada por interações sociais ou a falta delas no Facebook.

  • Vício de jogos online: uma necessidade não saudável de acessar jogos online;

  • Hipocondria digital: tendência de acreditar que você tem doenças sobre as quais leu online;

  • Efeito Google: tendência do cérebro humano de reter menos informação porque ele sabe que as respostas estão ao alcance de alguns cliques.

É consenso entre psicólogos e psiquiatras que a forma mais eficaz de controlar o vício em internet é usando a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), forma de psicoterapia também utilizada em outras compulsões e transtornos variados. O uso de medicamentos também se faz necessário.

 

Por Anne Griza – Psicóloga da Psicotér

 

 

 



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Como lidar com a impaciência no trânsito?

 

Ter o seu próprio carro e poder se locomover pelas cidades é o sonho de muitas pessoas. A precariedade do transporte público e os diversos compromissos do dia a dia fazem com que os indivíduos sintam cada vez mais a necessidade de possuir seu automóvel. Até aí, tudo bem, pois poder se locomover livremente é vontade e desejo do ser humano. Porém, a maioria das cidades não foi planejada para um volume muito grande de automóveis. O que acontece, é o acúmulo de veículos em determinados momentos do dia, o que faz com que, muitas vezes, o tempo perdido no trânsito seja muito grande.

Essa perda de tempo, aliada ao número de compromissos diários a serem cumpridos, faz com que os indivíduos fiquem muito ansiosos e nervosos atrás do volante, tentando diminuir o tempo gasto na locomoção. Essa ansiedade, por sua vez, pode transformar pessoas normalmente calmas e gentis em indivíduos agressivos e competitivos quando estão dirigindo.

Não são incomuns pequenos lapsos de alguns motoristas virarem motivo de brigas no trânsito; não é incomum pessoas acidentarem-se por alta velocidade; não são incomuns pessoas fazendo manobras que as colocam e colocam outras pessoas em risco; não são incomuns pessoas tentando avançar sobre outras, buzinando e acelerando seus carros para fazer o trânsito andar. Parece que o mínimo ganho de tempo a cada locomoção poderá transformar-se em um ganho maior ao final do dia e esse é o prêmio da competição que se percebe todos os dias nas ruas e estradas.

Muitos compromissos, diversas atividades e a preocupação de cumpri-las podem ser motivos que levam os indivíduos a essa corrida contra o tempo. Tudo é veloz e exige-se a perfeição. O filho tem que ser levado e buscado na escola, é preciso chegar no trabalho a tempo, é preciso sair com os amigos, é preciso estar sempre com a geladeira cheia, é preciso ter uma alimentação saudável, é preciso exercitar-se, é preciso estar em casa com a família, é preciso ler, é preciso divertir-se, etc.

A pressa, muitas vezes desmedida, faz com que os indivíduos fiquem mais estressados ao ter que enfrentar sua locomoção. Dirigir se tornou um ato de coragem, atenção em dobro e até agressividade, fazendo com que muitas pessoas optem por outros meios de transporte, desde os públicos até as bicicletas. Além disso, alguns motoristas acabam desenvolvendo medo de dirigir, exatamente por sentirem-se coagidos no trânsito.

A intolerância tornou-se a característica principal no trânsito das cidades. A individualidade e o egoísmo são a tônica dos engarrafamentos e até mesmo dos passeios de lazer. Quem nunca foi “cortado” por outro motorista, mesmo num engarrafamento para chegar a um parque, ou a um local turístico?

E o que fazer? Como dar conta de tudo e enfrentar o trânsito de modo que diminua essa corrida contra o tempo? Algumas dicas simples são bastante eficazes para diminuir a correria do dia a dia:

  • organize seu dia – ou até sua semana: alguns compromissos ou atividades podem ser adiantados ou adiados;

  • não saia sempre atrasado – procure organizar-se para poder sair com tempo para chegar ao seu destino;

  • divida as tarefas – se tem filhos, divida com seu marido/esposa as tarefas com as crianças; se não tem, busque apoio de outras pessoas para dar conta disso;

  • divida as tarefas da casa – se mora ou vive sozinho, organize as atividades da casa para poder dar conta de tudo;

  • organize a logística da locomoção – muitas vezes, pode-se optar por locais próximos uns dos outros, como por exemplo, fazer academia perto da escola do filho, ou ir a um supermercado perto do trabalho.

  • não marque compromissos com pouco tempo entre um e outro – não adianta querer ir na academia às sete horas e estar no trabalho às oito e meia, pois o tempo não vai parar para você cumprir sua atividade;

  • calcule seus tempos – preste atenção em sua rotina e verifique quanto tempo gasta para dar conta dela. Se necessário, mude alguns comportamentos que o atrasam;

  • preste atenção aos movimentos do trânsito – às vezes, no período de dez minutos, o trânsito já muda;

  • tenha calma – não adianta se estressar, o trânsito não vai mudar se você estiver atrasado.

Essas pequenas dicas podem fazer bastante diferença no seu dia a dia. Como já dito, sabe-se que as tarefas diárias e as exigências fazem com que o tempo de cada um se torne mais exíguo. Aprenda a dar prioridades, aprenda a organizar-se.

É claro que haverá atrasos, mas é preciso também entender que quando se abraça o mundo, pode-se negligenciar alguns detalhes importantes. Aceitar que nem tudo pode ser feito ao mesmo tempo também é parte importante da organização para uma vida menos estressante e mais saudável.

Por Anne Griza – Psicóloga Psicotér

 

 

 



Se você, não consegue desacelerar e, mesmo já tendo seguido essas dicas, continua se estressando com trânsito e percebe que seu comportamento muda atrás do volante, entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita para psicoterapia, com um Psicólogo ou Psicóloga em Porto Alegre. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.

 

VOCÊ SABE O QUE ANORGASMIA?

Marisa é uma mulher de 37 anos, empresária, casada e com dois filhos, conta que nunca teve orgasmo nas relações sexuais, somente através da masturbação e, ainda assim, somente algumas vezes. Ela procura ajuda, pois não se sente “mulher o suficiente” e “não consegue fazer seu marido feliz”, já que nunca conseguiu atingir o orgasmo com ele, em mais de vinte anos de relacionamento.

A paciente chega para a psicoterapia bastante triste, muito ansiosa e com sua autoestima muito baixa. Marisa repete diversas vezes que não é mulher o suficiente e que nunca fará um homem feliz. Já procurou um ginecologista, que assegurou a ela que ela é plenamente apta a ter orgasmos, mas sua “cabeça não está deixando”.

Marisa é a filha do meio de uma família de sete irmãos. Sua infância foi bastante humilde em uma cidade do interior, que ela brincava muito e era muito feliz, apesar de ser bastante reprimida pelos pais e pelos irmão, principalmente os homens, muito religiosos, que afirmavam que tudo era pecado e que qualquer deslize poderia levá-la ao inferno.

Conheceu seu marido quando tinha 15 anos de idade e logo começaram a namorar. O casamento aconteceu quando ela tinha 18 anos e logo se mudaram para a capital, para tentar a sorte. O marido de Marisa foi sua única experiência sexual e ela perdeu a virgindade somente depois do casamento, pois tinha muito medo de estar pecando.

Ela diz que sua primeira experiência sexual foi dolorida e frustrante. Teve muito medo, sabia muito pouco sobre sexo e ficou muito ansiosa, apesar de seu marido tentar fazer, segundo suas palavras, “tudo de maneira calma e gentil”. Para Marisa, o sexo com seu marido é muito bom, ela sente muito prazer durante as preliminares, tem vontade de fazer sexo com ele, mas nunca consegue atingir o orgasmo.

Aos 25 anos quando, numa noite em que dormiu sozinha, masturbou-se. Ela diz que ficou tão feliz e relaxada que seu marido estranhou seu comportamento e ela teve que dizer a ele o que fez. Segundo ela, seu marido a apoia, mas não compreende o motivo pelo qual ela não sente orgasmo quando tem relações sexuais com ele.

Marisa procurou ajuda através de Psicoterpia e a psicóloga, de maneira aberta e sem restrições, iniciou com informações sobre sexo e Anorgasmia e ela descobriu que muitas mulheres não conseguem atingir o orgasmo, pois a sexualidade é ainda assunto “tabu”, apesar de toda informação disponível. Marisa descobriu que, apesar de seus vinte anos de casada, ela tinha pouca experiência sexual, pois não costumava experimentar coisas novas. Ela relatava que não seguia mais uma religião como seus pais e irmãos e que já não tinha mais o mesmo pensamento sobre pecado, mas que mesmo assim se sentia muito constrangida em explorar sua sexualidade.

Durante a terapia, Marisa foi incentivada a descobrir seu corpo, a se tocar, experimentar posições novas, viver sua sexualidade consigo mesma de modo saudável. Ela foi incentivada a ler mais sobre sexo, a buscar informações sobre o assunto e conversar sobre o que era dito a ela quando mais jovem. Conhecendo mais sobre si, Marisa pôde mostrar a seu marido o que gostava e como gostava, pôde tomar também para si a responsabilidade pelo sexo e entender que a mulher também pode ter desejos.

Marisa não só mudou seu comportamento na cama, mas ela também conseguiu, desse modo, mudar alguns comportamentos submissos em sua vida diária. Na empresa de construção que tem com o marido, ela passou a gerenciar de maneira mais firme seus negócios, dado o fato de que se sente mais dona de si e de sua vida.

Marisa consegue ter mais orgasmos agora, apesar de ainda não senti-los em todas as relações sexuais, mas também aprendeu que sexo não é somente o orgasmo, que existem outras etapas como o desejo (a vontade de ter relações sexuais em si) e a excitação (quando o corpo e a mente reagem aos estímulos sexuais antes ou durante o ato sexual), que são muito importantes também e que podem ser muito prazerosos.

Seu marido, seus filhos, seus amigos e familiares percebem Marisa muito mais feliz consigo mesma. Com a psicoterapia, ela ganhou qualidade de vida, pois conseguiu compreender o porquê de seu sofrimento. Hoje ela sabe que muito do que foi dito a ela como verdade em sua vida, são informações que condizem com a realidade de determinados grupos, em determinadas épocas.

Marisa, hoje, compreende inclusive a religião de maneira diferente. Ela fez as pazes com sua sexualidade e com sua vida. Agora, ela pode sorrir e sentir-se uma mulher completa, como sempre quis.

Por mais que as pessoas falem mais sobre sexo do que falavam antes, ele segue sendo um assunto tabu.  Muitas vezes homens e mulheres se sentem envergonhados por não conseguir atingir o orgasmo durante suas relações sexuais e acabam mantendo isso em segredo, prejudicando a si mesmo e ao seus parceiros.

A sexualidade não é mais um tabu e todos merecem usufruir dela da melhor forma possível, se você acredita que sentir prazer durante as relações sexuais é algo impossível, não precisa ser assim!

 

Quer saber como melhorar a qualidade da sua vida sexual? Entre em contato agora com a Psicotér e agende já a sua consulta gratuita através desse link para amanhã e em apenas um minuto. Isso mesmo, na Psicotér você terá um horário disponível amanhã mesmo e o agendamento será feito em apenas 1 minuto.

 

 

Cura Gay: É possível curar alguém que não está doente?

 

EU NÃO POSSO CURAR UMA PESSOA QUE NÃO ESTÁ DOENTE – A CURA GAY E A PSICOLOGIA

 

Na última sexta-feira, 15 de setembro, um juiz da 14ª Vara do Distrito Federal, concedeu uma liminar que torna legalmente possível que psicólogos ofereçam terapias de reversão sexual, mais conhecidas com cura gay”. Esta decisão tornou-se uma polêmica que gerou discussões, piadas e memes em todo o país.

Esta liminar determina que o Conselho Federal de Psicologia (CFP), órgão que regulamenta a profissão de Psicólogo, reinterprete uma resolução estabelecida pela entidade em 1999, que proíbe aos profissionais da Psicologia que ofereçam terapias de reversão ou reorientação sexual. Segundo a liminar, o Conselho deve reinterpretar a resolução de modo a não impedir a reorientação sexual, o que a mantém viva, mas transformada em letra morta (sem validade).

A resolução do CFP nunca impediu que psicólogos discutam com seus pacientes questões sobre sua sexualidade, pelo contrário, essas questões são muito importantes na vida das pessoas e podem ser tratadas em psicoterapia. O que os profissionais não podem fazer é tentar reorientar homossexuais para diminuir o sofrimento causado pelo preconceito. O problema, como foi apontado pelo presidente do CFP, é da sociedade, não das pessoas: “o psicólogo precisa abordar essa orientação sexual de modo que um dia isso não seja mais um problema a ser tratado em um consultório de psicologia”.

Freud, o pai da psicanálise, já em 1935, em carta a uma mãe que pedia a cura de seu filho que apresentava comportamentos homossexuais, afirmou que não existe cura para o que não é doença: “a homossexualidade não pode ser considerada uma doença. Nós a consideramos como uma variante da função sexual”, escreveu Freud em um trecho de sua carta e acrescentou, ainda, que a psicologia poderia ajudar o filho a enfrentar os conflitos, inibições e medos relacionados à sua vida social e pessoal, que podem vir a surgir, proporcionando-lhe mais tranquilidade, paz psíquica e eficiência, mas não pode curá-lo. Por fim, o referido autor ainda afirmou que “é uma grande injustiça e crueldade perseguir a homossexualidade como se fosse um crime”.

Esta mesma postura é defendida pela Associação Americana de Psiquiatria (APA) desde o ano de 1973, quando retirou o Transtorno de Identidade de Gênero da lista de doenças, e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 1990. No Brasil, o Conselho Federal de Psicologia proibiu qualquer prática de reversão desde 1999 e trocou o sufixo “ismo” por “dade”, pois o primeiro relaciona-se a quadros de doenças, o que a homossexualidade não é.

Essa mudança ocorre desde o início da Psicanálise e está também relacionada às mudanças na sociedade. Freud e outros pesquisadores mostraram que existiam homossexuais mesmo entre os gregos e os índios e isso era bem aceito. Algumas tribos norte-americanas, inclusive, consideram os homossexuais seres dotados de luz, pois possuem uma alma feminina e outra masculina, que se complementam.

Um estudo de Evelyn Hooker, psicóloga, feito em 1957 com 30 homossexuais e 30 heterossexuais, não encontrou nenhum distúrbio psicológico no grupo homossexual. Esta descoberta negou as crenças psiquiátricas que afirmavam que todos os homossexuais do sexo masculino sofriam de distúrbios psicológicos graves.

Além deste estudo, os relatórios da Associação Americana de Psiquiatria (APA), trazem o estudo de Simon LeVay, que encontrou uma das primeiras evidências biológicas de que os homossexuais já nascem homossexuais: há uma diferença no cérebro, na região do hipotálamo. Em outra pesquisa da APA, realizada com gêmeos, os resultados demonstram uma variação do comportamento de gênero incomum durante a infância, demonstrando, então, que a orientação sexual é em parte devida à genética. Outra evidência apontada pela APA é a de que pode haver a exposição do feto, durante a gravidez, a alguns hormônios que teriam papel importante na orientação sexual daquele indivíduo.

Deste modo, para a Associação Americana de Psiquiatria, as evidências científicas demonstram que há um forte componente biológico na orientação sexual. A mistura da genética, dos hormônios durante a gravidez e fatores ambientais é que contribuem para a orientação sexual de uma pessoa.

Não existem provas científicas de que qualquer orientação sexual seja uma escolha de livre arbítrio. A homossexualidade não é uma doença, é uma orientação sexual; assim como a heterossexualidade não é o estado de saúde plena.  Ela é uma orientação sexual tão saudável quanto a heterossexualidade ou a bissexualidade.

O que os homossexuais podem encontrar na psicoterapia é ajuda para tratar as consequências emocionais causadas por preconceitos e pressões sociais devido à sua sexualidade. O que os homossexuais buscam na psicoterapia é a auto compreensão, a autoestima, conhecer a si mesmos e lidar com o mundo ao seu redor, como também o fazem o heterossexual e o bissexual. O psicólogo pode reforçar a aceitação da condição do indivíduo, aliviando as dores causadas pelo peso dos preconceitos ou do ambiente em que vive.

A psicologia não pode intervir no que é íntimo de cada um, o que ela pode fazer é interpretar e ajudar o indivíduo a compreender o que representa sua queixa, que muitas vezes está relacionada a conflitos com família e sociedade, devido à sua orientação sexual. Trabalha-se para que a pessoa se aceite, aceite seu desejo; não existe cura para algo que não é doença. Os riscos associados a qualquer tratamento que proponha a “cura gay” podem incluir depressão, ansiedade, isolamento social, problemas de autoestima e suicídio.

 


Se você sofre devido à sua orientação sexual, se tem dificuldade em lidar com o preconceito, com a violência, com a intolerância, a ajuda de um profissional da psicologia pode ser positiva em sua aceitação, em sua orientação para uma vida saudável, como é direito de todos os indivíduos. Se você se sentir coagido em psicoterapia a mudar sua orientação sexual, procure outro profissional e reporte isso ao Conselho Regional de Psicologia de seu estado. Se você ainda não está com acompanhamento profissional e sente que isso lhe faria bem, entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita para psicoterapia, com um Psicólogo ou Psicóloga em Porto Alegre. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.

heart Amar não é doença, preconceito, sim! heart

 

 

Como perceber os primeiros sinais de autismo?

 

Hoje em dia sabe-se que o TEA – Transtorno do Espectro do Autismo tem causa orgânica e neurológica, estudos mostram que pessoas com autismo apresentam mais alterações eletroencefalográficas do que crianças que não apresentam o espectro, embora essa não é uma condição para se ter o diagnóstico. Com base na medicina moderna, acredita-se que o TEA é uma alteração na estrutura e no funcionamento do cérebro dessas crianças, sendo que muitas vezes essas alterações não são visíveis nos exames convencionais atuais.

O TEA é conhecido como uma “pane” no sistema neurofisiológico, criando obstáculos para o processamento cerebral. A tríade autística caracteriza-se por um desenvolvimento atípico em três grandes áreas: 1) Na comunicação; 2) Na socialização; 3) No comportamento restrito e repetitivo. Existe uma diversidade enorme que marcam essas características e varia muito o grau de comprometimento de cada uma delas, tornando único cada indivíduo com TEA.

Aplica-se o termo de um “mundo paralelo”, “mundo singular” ou ainda a “concha autística” para expressar o isolamento social que marca a vida dessas crianças, a dificuldade para interagir e estabelecer trocas afetivas com outras pessoas que o cercam, pois, a sociabilidade é sempre comprometida. Nos casos mais severos, a linguagem pode estar afetada ou até mesmo ausente, o que traz prejuízos importantes para a comunicação do indivíduo quando não desenvolve a fala. Nos casos mais moderados, pode haver uma interação com outras pessoas, porém geralmente é restrita, passiva e acontece mediante grande esforço. Autistas relatam que se sentem cansados ao ter que se relacionar com o mundo ao seu redor e manter um simples diálogo com alguém, pois seu processamento de informações no cérebro é mais lento e funciona de maneira diferente de um neurotípico. *

O Autismo afeta cerca de 1% da população, um para cada 88 indivíduos em média, sendo pelo menos quatro vezes mais freqüente em meninos do que em meninas, e no caso das meninas a manifestação do quadro costuma ser mais grave em função de aspectos genéticos. Metade desse público apresenta deficiência mental associada (baixo QI) o que dificulta a aprendizagem pedagógica formal e as tarefas da vida diária. Já no caso de autistas de alto funcionamento (QI acima da média) a principal dificuldade é a interação social e a adaptação com mudanças no dia a dia.

O diagnóstico é feito a partir do relato dos pais e da observação clínica, ou seja, pela manifestação dessas características no desenvolvimento do sujeito. Nos países mais desenvolvidos o diagnóstico do TEA já é feito nos primeiros meses de vida, o que no Brasil ainda há um atraso nesse sentido, pois a maioria dos especialistas ainda avaliam os riscos de um bebê vir a desenvolver o TEA e não atribuem o diagnóstico nos primeiros meses, o que é uma pena se levarmos em conta o tempo que essa criança perde em termos de estimulação precoce e sensorial. Isso faz toda a diferença nas possibilidades futuras e no prognóstico, uma vez que a plasticidade cerebral é muito maior nos primeiros meses de vida, a estimulação adequada do bebê nesse período fará toda a diferença na aquisição das habilidades sociais, de comunicação e de comportamentos mais apropriados que essa criança poderá vir a desenvolver.

E se o diagnóstico precoce é tão importante para favorecer o desenvolvimento emocional e neurológico dessa pessoa, como é que nós, pais, mães, familiares, cuidadores e profissionais da área da saúde podemos identificar os primeiros sinais do TEA?

Em vista dessa condição genética, o espectro está presente deste a concepção da vida uterina do bebê, porém só se torna possível identificar os primeiros sinais através do comportamento e da interação dessa criança com os pais já nos primeiros meses de vida. A comunicação não verbal é uma ferramenta poderosa para observar o desenvolvimento do bebê. A criança deve estabelecer a interação social primária desde que nasce respondendo institivamente as trocas afetivas com a mãe. O bebê deve prestar atenção na voz, no toque e nas carícias dos pais. Procure responder as seguintes perguntas: “De que forma essa criança demonstra seus instintos de fome, sono, desconforto, frio e dor?”,“De que forma ele expressa suas necessidades e desejos?” Fique atento ao modo como essa criança olha para os objetos ao seu redor. Pense como é o jeito de pedir, agir e reagir dessa criança quando lhe oferecem algum estímulo visual, auditivo ou sensorial? Através da observação do vínculo da mãe e do bebê já é possível se chegar a um diagnóstico precoce, pois a criança com TEA tem o olhar “perdido”, demonstra incapacidade para encarar a mãe, não presta atenção nos estímulos propostos pelos pais e tem foco em determinados objetos de seu interesse. Em vista dessa condição, atualmente utiliza-se o Eye Tracking, um teste de acompanhamento do movimento ocular da criança para avaliar o TEA aos 2 meses de idade. As falhas gestuais também é uma forma de comunicação não verbal presente desde os primeiros meses de vida no caso da criança com TEA.

Algumas noções e reações já devem estar constituídas em torno dos 8 meses de idade, tais como a criança reconhecer a mãe, o pai e pessoas de sua referência. Nessa fase a criança estranha quem não é do seu convívio diário, demonstrando contrariedade através do choro para ir no colo de estranhos. No caso de um bebê autista, é bem provável que ele aceite ir no colo de qualquer pessoa sem expressar nenhum desconforto ou medo, demonstrando não diferenciar as pessoas. A adaptação dessas crianças costuma ser mais difícil no que se refere a mudanças na rotina de um bebê, como por exemplo no caso da transição de alimentos líquidos para sólidos, podendo o bebê autista ter mais dificuldade para aceitar a troca do leite materno.

É possível identificar uma apatia nas suas reações e a ausência de respostas aos estímulos propostos no caso da criança com TEA. Os pais costumam relatar que o bebê parece surdo, apesar dos exames audiométricos estarem normais, justamente por que o bebê não estabelece trocas afetivas e instintivas com a mãe e demais cuidadores. Por outro lado, a inquietação dessa criança pode ser constante e acompanhada de um choro ininterrupto e desmotivado, não estando relacionado com os acontecimentos do mundo externo.

A partir de um ano, até os dois anos e meio, a criança já vem mostrando os sinais mais evidentes do TEA. Nessa fase a criança pode demonstrar o desconforto com o toque, reagir de maneira hipersensível ao contato de outras pessoas, a textura de alguns alimentos e aos sons mais elevados, tapando os ouvidos ou não querendo permanecer em locais barulhentos, pois a criança autista se comporta como se seus sentidos estivessem afetados. Um sinal bem característico no desenvolvimento dessas crianças autistas é ela não reproduzir sons ou não vocalizar alguns fonemas como outras crianças dessa idade fazem para tentar falar e se comunicar. A ausência ou o atraso na fala pode ser um sinal bem importante do TEA, pois essas crianças agem como se não estivessem ouvindo as solicitações dos pais. Essa é uma angústia bem comum para quem sofre do transtorno por não conseguir expressar através de sons, palavras, gestos ou comportamento as suas necessidades e os seis sentimentos, e da mesma forma demonstra não compreender o que é esperado por parte delas, gerando muita aflição nessa dificuldade de comunicação na criança e seus familiares.

O movimento estereotipado do corpo também é um sinal que pode estar presente auxiliando na identificação do transtorno, pois é comum o balanço do tronco, cabeça e o maneirismo nas mãos. Desde que nascem, o interesse dessas crianças é restrito a alguns objetos e assuntos da sua preferência, e assim permanece sendo nas etapas posteriores do desenvolvimento, sendo comum a fixação por movimentos circulares de alguns objetos, como as rodas de um carro, o movimento de um trem de brinquedo ou as hélices de um ventilador.

O transtorno não apresenta nenhuma caraterística física visível e em muitos casos como vimos anteriormente também não aparece a alteração neurológica nos exames, sendo necessário contar com a percepção dos pais e especialistas quanto ao desenvolvimento emocional dessa criança e a qualidade dos vínculos. Algumas crianças com certo retraimento social podem ser vistas como envergonhadas, tímidas ou introvertidas, precisam manter uma rotina rígida, não se adaptam as mudanças, não demonstram interesse por situações novas, desorganizam-se diante de lugares e hábitos diferentes em função do desenvolvimento atípico do cérebro e processamento mais lento das informações. Esses casos mais leves da manifestação do transtorno podem dificultar ainda mais o diagnóstico, pois são crianças que não costumam demonstrar o que sentem, dor ou sofrimento. Essas alterações podem não ser significativas e passarem despercebidas, trazendo muitas dúvidas aos pais, sendo importante contar com a avaliação criteriosa de uma equipe multidisciplinar.

Quanto antes esses sinais de autismo forem identificados e o processamento de informações dessa criança compreendido, mais ela poderá ser estimulada e se beneficiar do tratamento. A criança com TEA aprende de forma diferente de uma criança neurotípica e poderá adquirir maiores ganhos através da Psicoterapia Cognitiva Comportamental, da Ambiento Terapia, da Terapia Ocupacional e da Fonoaudiologia, visando promover a inclusão dessa criança na família e na sociedade, desenvolver a autonomia nas atividades de vida diária (AVD`s), o treino de habilidades sociais, a aquisição da comunicação e o progresso nas relações afetivas.

neurotípico.* refere-se a indivíduos que não apresentam distúrbios significativos no funcionamento psíquico.

Por Márcia Moraes – Psicóloga da Psicotér 

 


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Como manter a motivação no trabalho?

Você já tentou manter a motivação no trabalho e não conseguiu? Sentiu-se entediando, desanimado, cansado, sem vontade de ir trabalhar? Muitos de nós já passamos por isso. Sentimo-nos frustrados e descontentes com o nosso desempenho no trabalho.

 

Por algum motivo, você começa a se sentir inseguro, os objetivos e metas começam a não ficarem claros. A vontade que impera é a de largar o trabalho, largar tudo o que está fazendo.

 

Manter-se motivado é um desafio, pois ela vai além de um bom salário e dos benefícios oferecidos pela empresa. Ela envolve um estado geral de realização, que engloba pensamentos, percepções e objetivos de vida. Mas não fique se sentindo fracassado.

 

Existem comportamentos que podem ajudar a aumentar a motivação para que seu rendimento volte a ser como antes. 
  • Tente identificar e entender o que está acontecendo com você. Compare o antes e depois para entender que a fase é passageira, você não se sentia assim antes.
  • Entenda exatamente o que você faz no trabalho. Quando você se apropria do que está produzindo, a sensação de prazer e de que você está no caminho certo vai lhe dando gás para continuar no mesmo ritmo.
  • Tente não reclamar. Tente encontrar uma solução para as dificuldades e não gaste energia reclamando.
  • Encontre um tempo para você. Mesmo que seja por pouco tempo, tire um período para dedicar-se a coisas que você gosta, para cuidar de si. É importante desligar do trabalho para você não se sentir sobrecarregado.
  • Reconheça suas habilidades. Repare em si e veja o quanto você é capaz de desenvolver diversas atividades em diferentes contextos da sua vida. Confiar em si e valorizar-se são fundamentais para manter a motivação no trabalho.
  • Não deixe a sua rotina repetitiva. O trabalho inevitavelmente exige uma constância, horário a cumprir e etc.
  • Procure, nas suas atividades de lazer, diferenciar as atividades prazerosas para que não seja mais uma coisa repetitiva em sua vida.
  • Cuide das suas emoções. Ansiedade, tristeza, irritabilidade, problemas pessoais causam desmotivação. O equilíbrio emocional é fundamental para você ter uma boa qualidade de vida e poder enxergar os problemas com maior clareza.
  • Converse com seu chefe. Explique a ele o que lhe faz mal, assim ele pode lhe ajudar a encontrar uma solução. Porém, se você acha que ele não é acessível ou não se sente a vontade de falar sobre seu problema com ele, não guarde para si. Procure ajuda de um familiar ou amigo para desabafar.
  • Procure manter sua vida social ativa. Ir a uma reunião com amigos, procurar se divertir com eles, jogar conversa fora sempre é uma boa pedida para aliviar o estresse do dia a dia.
  • Procure descansar. Ter um sono saudável é fundamental para que você exerça suas atividades. O cansaço físico e mental é um grande vilão para a desmotivação no trabalho.
  • Reveja suas metas e pense sobre como você pode fazer para alcançá-las. Isso pode lhe ajudar muito a se motivar novamente.
  • Não assuma mais coisas do que você pode dar conta. O excesso de afazeres lhe distancia dos seus propósitos e deixam você mais longe de aonde quer chegar.
  • Um passo de cada vez. Não pense no montante de trabalho, procure dar um passo de cada vez para, aos poucos, ir visualizando em um período menor de tempo os passos do seu avanço.
  • Procure lembrar-se sempre do porquê você está se empenhando para os projetos.  

Lembrar-se do quanto é importante para você o resultado final do seu trabalho, o ajudará a manter-se motivado. 

A motivação é o principal combustível para o seu desempenho no trabalho. Quanto mais você estiver motivado, mais dará o melhor de si e consequentemente, vai alcançar seus objetivos.

Por Roberta Gomez – Psicóloga da Psicotér

 

Está faltando motivação para você alcançar os seus objetivos no trabalho (ou fora dele)? Entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita para psicoterapia, com um Psicólogo ou Psicóloga em Porto Alegre. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.