Alienação Parental

A alienação parental é um crime que causa interferência na formação psicológica da criança ou adolescente. Pode ser gerada por pessoas que exerçam autoridade, guarda ou vigilância sobre a criança ou adolescente, como no caso de pais, avós, tios ou pessoas próximas que se tornam alienadores ao prejudicar o vínculo afetivo da criança com outros parentes, podendo ser pais, tios, avós, padrinhos ou irmãos que, assim como a criança, se tornam vítimas da alienação parental.

A alienação parental é movida pela raiva e pelo ódio que o alienador sente em relação a outros parentes e transfere esses sentimentos ruins para a criança, fazendo de tudo para separá-los e impedir um relacionamento parental saudável. A criança ou adolescente é utilizada como ferramenta de agressividade e vingança, como forma de puni-la em relação à família alienada.

Logo num momento de perda e conflito, em que a criança ou adolescente precisa de segurança, apoio e deveria estar sendo cuidada, protegida e amparada, a criança acaba sendo uma vítima nesse processo de alienação parental causado pelas pessoas que mais confia, mesmo que essa não seja a intenção do alienador, pois o alvo dos ataques é sempre a família alienada.

Trata-se da ruptura de vínculos familiares, uma espécie de abuso invisível, na qual a família alienante detém o controle e seus interesses particulares frente às necessidades afetivas da criança, privando-a de laços saudáveis e gerando sentimentos intensos e assoladores de abandono, rejeição e traição em relação as vítimas alienadas. Por dependência afetiva e material, a criança vítima de alienação parental sente medo de ser abandonada e rejeitada pelos alienadores, teme desagradar o alienador, passando a acreditar nas críticas negativas que escuta e promovendo o distanciamento e a exclusão dos vínculos parentais sem discernir a manipulação que sofre, sem ter consciência, remorso ou noção da realidade.

Forçadamente desenvolve a noção de que um lado da família é bom e o outro é mau, a criança ou adolescente demonstra-se intolerante a ambivalências e apresenta um discurso inadequado para a sua faixa etária. É reforçada a desenvolver comportamentos manipulatórios, a empregar “meias verdades” e geralmente mostram dificuldades em expressar as suas emoções, de forma sincera e genuína. Essas alterações de comportamento e afeto deram origem ao termo SAP, Síndrome da Alienação Parental.

Por esses motivos a alienação parental se torna tão prejudicial no desenvolvimento sócio afetivo da criança e adolescente, acarretando sequelas importantes e muitas vezes danos irreversíveis do ponto de vista emocional e comportamental para a criança alienada que se estenderão por toda sua vida. Os prejuízos envolvem desde problemas de relacionamento interpessoal, sentimentos de rejeição, mal estar, isolamento, falta de organização mental até a formação de transtornos psiquiátricos severos, sendo a depressão, a tendência ao suicídio, os transtornos de ansiedade, as doenças psicossomáticas, os transtornos de conduta, de identidade ou dependência química os problemas mais frequentes enfrentados por vítimas de alienação parental na infância. A criança ou adolescente apresenta grandes dificuldades de adaptação psicossocial, embora muitas vezes esse desajuste não seja aparente. A criança pode demonstrar boa adaptação na escola e um forte vínculo com a família alienante, embora patológico, pois esconde um sofrimento intenso pelo medo de ser abandonada, desenvolvendo a insegurança e a baixa autoestima, não conseguindo lidar com sentimentos contraditórios. A criança tende a se sentir culpada como cúmplice inconsciente das injustiças praticadas pelo alienador contra a família alienada.

Ressalta-se a sobreposição de traumas psicológicos para todas as pessoas envolvidas no processo de alienação parental, sobretudo a criança ou adolescente diante da ausência de pessoas que são suas referências de autoridade, confiança, respeito, apoio e afeto. A não elaboração de um luto saudável, que busca a reorganização pessoal e familiar e adaptação do indivíduo a nova realidade, torna-se adoecedor e propõe consequências catastróficas no desenvolvimento da criança alienada.

A alienação parental deixa de “assegurar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social em condições de liberdade e igualdade” conforme prevê o artigo terceiro do ECA – Estatuto da Criança e Adolescente. Trata-se de transformar a dor da perda em desejo de vingança ao invés da busca pela superação, através da capacidade de resiliência, promovendo à união, a compreensão, a busca pelo perdão, oferecendo desse modo o suporte afetivo, a estabilidade, os modelos de referência, amparo e apoio que essa criança ou adolescente necessita.

Nós, profissionais da saúde, esperamos contribuir cada vez mais, auxiliando para que as decisões no ordenamento jurídico promovam a reestruturação dos vínculos parentais em atual prejuízo, viabilizando o desenvolvimento emocional harmonioso e o bem-estar psicológico, sem comprometimentos ainda maiores a constituição da personalidade da criança vítima de alienação, que está sendo impedida de conviver com parte da sua família, importantes modelos de identificação.

Por Lisiane Duarte – Diretora Técnica da Psicotér

Piromania: O que há por trás do fascínio pelo fogo?

 

Quem provoca incêndios de forma intencional e sente excitação com o fato encaixa-se no perfil de um pirômano. Mas de onde vem esse transtorno? Seria simplesmente um problema de conduta?

A piromania é definida como um desejo mórbido e incontrolável de atear fogo às coisas. Esse comportamento geralmente é repetitivo e de forma proposital e intencional. É um transtorno pouco conhecido e até mesmo há quem questione se de fato é um transtorno mental. O transtorno também é conhecido popularmente como “Síndrome de Jomeri”, que foi um antigo psicólogo que estudou mais sobre o problema e deu origem a todos os recentes estudos e tratamentos.

Para se realizar esse diagnóstico é necessário que outros como esquizofrenia, mania bipolar, personalidade anti-social sejam excluídos. O número de atos incendiários não é importante, basta um para se fazer o diagnóstico, desde que preencha alguns critérios.

Assim como na cleptomania e na tricotilomania, o indivíduo com piromania experimenta uma forte excitação nos momentos que antecedem o ato de incendiar um objeto, demonstra uma fascinação pelo fogo, curiosidade e atração pelas circunstâncias relacionadas ao fogo. Para realizar esse diagnóstico deve ser descartado outros motivos de incêndio como motivações monetárias, político-ideológicas, expressão de raiva. Ao contrário a motivação deve ser prazer e busca de gratificação.

O curso dessa patologia provavelmente é crônico-episódico, ou seja, o ato de incendiar não tem uma frequência determinada como com a tricotilomania ou o jogo patológico, o indivíduo pode passar longos períodos sem atear fogo, mas predisposição estará sempre presente e eventualmente  incontrolável. As pessoas com piromania geralmente são encontradas primeiro pelos bombeiros e autoridades oficiais, pois dificilmente procuram atendimento médico.

É comum observar nesse transtorno que a crítica é preservada; o pirômano realiza uma preparação antecipada ao incêndio, porém, notam-se também aspectos apáticos e sádicos. A pessoa se demonstra indiferente às consequências que um incêndio pode ocasionar, sejam prejuízos à vida de outras pessoas ou patrimoniais. O pirômano pode demonstrar sentir satisfação com a destruição patrimonial resultante.

Para o tratamento desse transtorno, os acompanhamentos psiquiátrico e psicológico são absolutamente necessários. O objetivo central é conseguir o controle do impulso destrutivo. O tratamento deve ser iniciado com a maior brevidade possível a partir do diagnóstico do transtorno. Deve levar em consideração os riscos que a pessoa pode oferecer não só a vida dela, como também à vida de terceiros.

 

Por Lívia Atkinson – Psicóloga da Psicotér

 

 


Conhece alguém que tem uma fascinação perigosa pelo fogo ou nota que você se coloca em situações de risco algumas vezes por gostar de brincar com fogo? Existe solução para isso, a piromania é algo muito perigoso e quanto mais cedo o tratamento for iniciado melhor é para o paciente, entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita para psicoterapia, com um Psicólogo ou Psicóloga em Porto Alegre. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.

 

Vício em Internet: Quando navegar se torna uma doença

 

Hoje em dia, poucas pessoas não se conectam diariamente à internet, seja para realizar alguma pesquisa, seja para relaxar e interagir nas redes sociais, seja para obter informações dos noticiários, jogar ou assistir a algum filme ou série. Não há mais como pensar no mundo sem os smartphones, tablets ou computadores. Tudo está lá, ao alcance de um clique.

O que se percebe, porém, é que muitas pessoas estão cada vez mais dependentes da internet, ou seja, não conseguem se desconectar, sofrem se ficarem impedidas de acessar este vasto mundo de facilidades e de diversão. Isto é o vício em internet e ele é considerado tão problemático quanto o vício em drogas ou em jogos de azar.

O uso problemático da internet é o uso excessivo e irracional desta ferramenta, que interfere na vida cotidiana. Apesar de não ser mencionado no DSM-V (Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais, de 2013), existe a ideia comum de psicólogos e de psiquiatras de que o vício em internet existe e é uma doença perigosa. Os profissionais da saúde mental lidam com o vício em internet a partir da ideia de como lidar com os outros vícios e o vincula ao vício em jogos, especificamente.

Em estudo realizado em 2014 pela agência A. T. Kearney, dos Estados Unidos, os resultados mostram que o Brasil é o país com maior número de viciados em internet: 51% dos entrevistados afirmaram permanecer online por mais de 12 horas por dia. Destes, 32% tinham entre 26 e 35 anos, enquanto 21% possuíam de 16 a 25 anos de idade. Os homens são a maioria: 53%, contra 47% de mulheres viciadas.

O vício em internet atinge principalmente os homens jovens e relaciona-se a jogos online, como uma maneira de escapar da realidade ou amenizar a ansiedade, como a maioria dos outros vícios. As mulheres, quando apresentam sintomas do vício, normalmente preocupam-se demais com as redes sociais e com os “likes” que podem receber em suas postagens.

A dependência da internet, assim como outros transtornos, pode afetar qualquer pessoa, mas aqueles indivíduos mais introvertidos, com baixa autoestima e que têm dificuldades em manter relações pessoais são as que possuem maior tendência ao transtorno. Os dependentes da internet, ainda, são afetados por problemas familiares ou pessoais como bullying, exclusão social, frustrações profissionais, conturbações no casamento e até dificuldades financeiras. Tendo isso em mente, o acesso frenético à internet pode ser entendido como uma válvula de escape desse indivíduo – um local confortável que acaba tomando o lugar do mundo real.

Ainda que o vício em internet não tenha seus critérios definidos nos manuais diagnósticos, os psicólogos e psiquiatras observam alguns comportamentos como a tolerância, que é a capacidade do indivíduo em se manter conectado o tempo todo para satisfazer ou diminuir sua ansiedade; a abstinência, que são os sintomas que surgem quando o indivíduo fica sem acesso à internet; e o uso da internet, mesmo quando isso causa algum problema físico, pessoal, psicológico ou social ao indivíduo, como dor nos olhos, nas costas, afastamento social ou familiar, dificuldades em realizar tarefas no trabalho ou escola, dentre outros. A irritabilidade e a depressão também são sintomas comuns dos indivíduos viciados em internet.

Hoje em dia o mundo está cada vez mais conectado, e ninguém pode negar que é muito difícil se manter longe de computadores, tablets ou smartphones. Porém, os profissionais de psicologia alertam para algumas práticas e que precisam ser seguidas por qualquer pessoa para evitar o vício:

1) autocontrole dos horários de acesso à internet e uso do tablet ou smartphone;

2) análise de seu uso das mídias, internet, jogos, bate-papos – tempo e necessidade de estar conectado: algum compromisso já foi adiado ou não cumprido por causa da internet? Você se afastou das pessoas por estar muito conectado? A vida real deixou de ser interessante? Há alguma consequência negativa pelo uso da internet? Existe sofrimento ao não poder estar conectado?

Além do vício em internet propriamente dito, existem outras condições relacionadas ao uso exagerado desta ferramenta:

  • Síndrome do toque fantasma: quando o cérebro faz com que você pense que seu celular está vibrando ou tocando no seu bolso ou na sua bolsa;

  • Nomophobia: ansiedade que surge por não ter acesso a um dispositivo móvel ou computador. O termo Nomophobia é uma abreviatura de “no-mobile phobia” (medo de ficar sem telefone móvel);

  • Náusea digital: desorientação e vertigem que algumas pessoas sentem quando interagem em determinados ambientes digitais;

  • Depressão de Facebook: depressão causada por interações sociais ou a falta delas no Facebook.

  • Vício de jogos online: uma necessidade não saudável de acessar jogos online;

  • Hipocondria digital: tendência de acreditar que você tem doenças sobre as quais leu online;

  • Efeito Google: tendência do cérebro humano de reter menos informação porque ele sabe que as respostas estão ao alcance de alguns cliques.

É consenso entre psicólogos e psiquiatras que a forma mais eficaz de controlar o vício em internet é usando a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), forma de psicoterapia também utilizada em outras compulsões e transtornos variados. O uso de medicamentos também se faz necessário.

 

Por Anne Griza – Psicóloga da Psicotér

 

 

 



Se você percebe em si ou em alguém algum sintoma do vício em internet, entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita para psicoterapia, com um Psicólogo ou Psicóloga em Porto Alegre. Assim como outros vícios, este é tratável e curável. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.

 

VOCÊ SABE O QUE ANORGASMIA?

Marisa é uma mulher de 37 anos, empresária, casada e com dois filhos, conta que nunca teve orgasmo nas relações sexuais, somente através da masturbação e, ainda assim, somente algumas vezes. Ela procura ajuda, pois não se sente “mulher o suficiente” e “não consegue fazer seu marido feliz”, já que nunca conseguiu atingir o orgasmo com ele, em mais de vinte anos de relacionamento.

A paciente chega para a psicoterapia bastante triste, muito ansiosa e com sua autoestima muito baixa. Marisa repete diversas vezes que não é mulher o suficiente e que nunca fará um homem feliz. Já procurou um ginecologista, que assegurou a ela que ela é plenamente apta a ter orgasmos, mas sua “cabeça não está deixando”.

Marisa é a filha do meio de uma família de sete irmãos. Sua infância foi bastante humilde em uma cidade do interior, que ela brincava muito e era muito feliz, apesar de ser bastante reprimida pelos pais e pelos irmão, principalmente os homens, muito religiosos, que afirmavam que tudo era pecado e que qualquer deslize poderia levá-la ao inferno.

Conheceu seu marido quando tinha 15 anos de idade e logo começaram a namorar. O casamento aconteceu quando ela tinha 18 anos e logo se mudaram para a capital, para tentar a sorte. O marido de Marisa foi sua única experiência sexual e ela perdeu a virgindade somente depois do casamento, pois tinha muito medo de estar pecando.

Ela diz que sua primeira experiência sexual foi dolorida e frustrante. Teve muito medo, sabia muito pouco sobre sexo e ficou muito ansiosa, apesar de seu marido tentar fazer, segundo suas palavras, “tudo de maneira calma e gentil”. Para Marisa, o sexo com seu marido é muito bom, ela sente muito prazer durante as preliminares, tem vontade de fazer sexo com ele, mas nunca consegue atingir o orgasmo.

Aos 25 anos quando, numa noite em que dormiu sozinha, masturbou-se. Ela diz que ficou tão feliz e relaxada que seu marido estranhou seu comportamento e ela teve que dizer a ele o que fez. Segundo ela, seu marido a apoia, mas não compreende o motivo pelo qual ela não sente orgasmo quando tem relações sexuais com ele.

Marisa procurou ajuda através de Psicoterpia e a psicóloga, de maneira aberta e sem restrições, iniciou com informações sobre sexo e Anorgasmia e ela descobriu que muitas mulheres não conseguem atingir o orgasmo, pois a sexualidade é ainda assunto “tabu”, apesar de toda informação disponível. Marisa descobriu que, apesar de seus vinte anos de casada, ela tinha pouca experiência sexual, pois não costumava experimentar coisas novas. Ela relatava que não seguia mais uma religião como seus pais e irmãos e que já não tinha mais o mesmo pensamento sobre pecado, mas que mesmo assim se sentia muito constrangida em explorar sua sexualidade.

Durante a terapia, Marisa foi incentivada a descobrir seu corpo, a se tocar, experimentar posições novas, viver sua sexualidade consigo mesma de modo saudável. Ela foi incentivada a ler mais sobre sexo, a buscar informações sobre o assunto e conversar sobre o que era dito a ela quando mais jovem. Conhecendo mais sobre si, Marisa pôde mostrar a seu marido o que gostava e como gostava, pôde tomar também para si a responsabilidade pelo sexo e entender que a mulher também pode ter desejos.

Marisa não só mudou seu comportamento na cama, mas ela também conseguiu, desse modo, mudar alguns comportamentos submissos em sua vida diária. Na empresa de construção que tem com o marido, ela passou a gerenciar de maneira mais firme seus negócios, dado o fato de que se sente mais dona de si e de sua vida.

Marisa consegue ter mais orgasmos agora, apesar de ainda não senti-los em todas as relações sexuais, mas também aprendeu que sexo não é somente o orgasmo, que existem outras etapas como o desejo (a vontade de ter relações sexuais em si) e a excitação (quando o corpo e a mente reagem aos estímulos sexuais antes ou durante o ato sexual), que são muito importantes também e que podem ser muito prazerosos.

Seu marido, seus filhos, seus amigos e familiares percebem Marisa muito mais feliz consigo mesma. Com a psicoterapia, ela ganhou qualidade de vida, pois conseguiu compreender o porquê de seu sofrimento. Hoje ela sabe que muito do que foi dito a ela como verdade em sua vida, são informações que condizem com a realidade de determinados grupos, em determinadas épocas.

Marisa, hoje, compreende inclusive a religião de maneira diferente. Ela fez as pazes com sua sexualidade e com sua vida. Agora, ela pode sorrir e sentir-se uma mulher completa, como sempre quis.

Por mais que as pessoas falem mais sobre sexo do que falavam antes, ele segue sendo um assunto tabu.  Muitas vezes homens e mulheres se sentem envergonhados por não conseguir atingir o orgasmo durante suas relações sexuais e acabam mantendo isso em segredo, prejudicando a si mesmo e ao seus parceiros.

A sexualidade não é mais um tabu e todos merecem usufruir dela da melhor forma possível, se você acredita que sentir prazer durante as relações sexuais é algo impossível, não precisa ser assim!

 

Quer saber como melhorar a qualidade da sua vida sexual? Entre em contato agora com a Psicotér e agende já a sua consulta gratuita através desse link para amanhã e em apenas um minuto. Isso mesmo, na Psicotér você terá um horário disponível amanhã mesmo e o agendamento será feito em apenas 1 minuto.

 

 

Cura Gay: É possível curar alguém que não está doente?

 

EU NÃO POSSO CURAR UMA PESSOA QUE NÃO ESTÁ DOENTE – A CURA GAY E A PSICOLOGIA

 

Na última sexta-feira, 15 de setembro, um juiz da 14ª Vara do Distrito Federal, concedeu uma liminar que torna legalmente possível que psicólogos ofereçam terapias de reversão sexual, mais conhecidas com cura gay”. Esta decisão tornou-se uma polêmica que gerou discussões, piadas e memes em todo o país.

Esta liminar determina que o Conselho Federal de Psicologia (CFP), órgão que regulamenta a profissão de Psicólogo, reinterprete uma resolução estabelecida pela entidade em 1999, que proíbe aos profissionais da Psicologia que ofereçam terapias de reversão ou reorientação sexual. Segundo a liminar, o Conselho deve reinterpretar a resolução de modo a não impedir a reorientação sexual, o que a mantém viva, mas transformada em letra morta (sem validade).

A resolução do CFP nunca impediu que psicólogos discutam com seus pacientes questões sobre sua sexualidade, pelo contrário, essas questões são muito importantes na vida das pessoas e podem ser tratadas em psicoterapia. O que os profissionais não podem fazer é tentar reorientar homossexuais para diminuir o sofrimento causado pelo preconceito. O problema, como foi apontado pelo presidente do CFP, é da sociedade, não das pessoas: “o psicólogo precisa abordar essa orientação sexual de modo que um dia isso não seja mais um problema a ser tratado em um consultório de psicologia”.

Freud, o pai da psicanálise, já em 1935, em carta a uma mãe que pedia a cura de seu filho que apresentava comportamentos homossexuais, afirmou que não existe cura para o que não é doença: “a homossexualidade não pode ser considerada uma doença. Nós a consideramos como uma variante da função sexual”, escreveu Freud em um trecho de sua carta e acrescentou, ainda, que a psicologia poderia ajudar o filho a enfrentar os conflitos, inibições e medos relacionados à sua vida social e pessoal, que podem vir a surgir, proporcionando-lhe mais tranquilidade, paz psíquica e eficiência, mas não pode curá-lo. Por fim, o referido autor ainda afirmou que “é uma grande injustiça e crueldade perseguir a homossexualidade como se fosse um crime”.

Esta mesma postura é defendida pela Associação Americana de Psiquiatria (APA) desde o ano de 1973, quando retirou o Transtorno de Identidade de Gênero da lista de doenças, e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 1990. No Brasil, o Conselho Federal de Psicologia proibiu qualquer prática de reversão desde 1999 e trocou o sufixo “ismo” por “dade”, pois o primeiro relaciona-se a quadros de doenças, o que a homossexualidade não é.

Essa mudança ocorre desde o início da Psicanálise e está também relacionada às mudanças na sociedade. Freud e outros pesquisadores mostraram que existiam homossexuais mesmo entre os gregos e os índios e isso era bem aceito. Algumas tribos norte-americanas, inclusive, consideram os homossexuais seres dotados de luz, pois possuem uma alma feminina e outra masculina, que se complementam.

Um estudo de Evelyn Hooker, psicóloga, feito em 1957 com 30 homossexuais e 30 heterossexuais, não encontrou nenhum distúrbio psicológico no grupo homossexual. Esta descoberta negou as crenças psiquiátricas que afirmavam que todos os homossexuais do sexo masculino sofriam de distúrbios psicológicos graves.

Além deste estudo, os relatórios da Associação Americana de Psiquiatria (APA), trazem o estudo de Simon LeVay, que encontrou uma das primeiras evidências biológicas de que os homossexuais já nascem homossexuais: há uma diferença no cérebro, na região do hipotálamo. Em outra pesquisa da APA, realizada com gêmeos, os resultados demonstram uma variação do comportamento de gênero incomum durante a infância, demonstrando, então, que a orientação sexual é em parte devida à genética. Outra evidência apontada pela APA é a de que pode haver a exposição do feto, durante a gravidez, a alguns hormônios que teriam papel importante na orientação sexual daquele indivíduo.

Deste modo, para a Associação Americana de Psiquiatria, as evidências científicas demonstram que há um forte componente biológico na orientação sexual. A mistura da genética, dos hormônios durante a gravidez e fatores ambientais é que contribuem para a orientação sexual de uma pessoa.

Não existem provas científicas de que qualquer orientação sexual seja uma escolha de livre arbítrio. A homossexualidade não é uma doença, é uma orientação sexual; assim como a heterossexualidade não é o estado de saúde plena.  Ela é uma orientação sexual tão saudável quanto a heterossexualidade ou a bissexualidade.

O que os homossexuais podem encontrar na psicoterapia é ajuda para tratar as consequências emocionais causadas por preconceitos e pressões sociais devido à sua sexualidade. O que os homossexuais buscam na psicoterapia é a auto compreensão, a autoestima, conhecer a si mesmos e lidar com o mundo ao seu redor, como também o fazem o heterossexual e o bissexual. O psicólogo pode reforçar a aceitação da condição do indivíduo, aliviando as dores causadas pelo peso dos preconceitos ou do ambiente em que vive.

A psicologia não pode intervir no que é íntimo de cada um, o que ela pode fazer é interpretar e ajudar o indivíduo a compreender o que representa sua queixa, que muitas vezes está relacionada a conflitos com família e sociedade, devido à sua orientação sexual. Trabalha-se para que a pessoa se aceite, aceite seu desejo; não existe cura para algo que não é doença. Os riscos associados a qualquer tratamento que proponha a “cura gay” podem incluir depressão, ansiedade, isolamento social, problemas de autoestima e suicídio.

 


Se você sofre devido à sua orientação sexual, se tem dificuldade em lidar com o preconceito, com a violência, com a intolerância, a ajuda de um profissional da psicologia pode ser positiva em sua aceitação, em sua orientação para uma vida saudável, como é direito de todos os indivíduos. Se você se sentir coagido em psicoterapia a mudar sua orientação sexual, procure outro profissional e reporte isso ao Conselho Regional de Psicologia de seu estado. Se você ainda não está com acompanhamento profissional e sente que isso lhe faria bem, entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita para psicoterapia, com um Psicólogo ou Psicóloga em Porto Alegre. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.

heart Amar não é doença, preconceito, sim! heart

 

 

Como perceber os primeiros sinais de autismo?

 

Hoje em dia sabe-se que o TEA – Transtorno do Espectro do Autismo tem causa orgânica e neurológica, estudos mostram que pessoas com autismo apresentam mais alterações eletroencefalográficas do que crianças que não apresentam o espectro, embora essa não é uma condição para se ter o diagnóstico. Com base na medicina moderna, acredita-se que o TEA é uma alteração na estrutura e no funcionamento do cérebro dessas crianças, sendo que muitas vezes essas alterações não são visíveis nos exames convencionais atuais.

O TEA é conhecido como uma “pane” no sistema neurofisiológico, criando obstáculos para o processamento cerebral. A tríade autística caracteriza-se por um desenvolvimento atípico em três grandes áreas: 1) Na comunicação; 2) Na socialização; 3) No comportamento restrito e repetitivo. Existe uma diversidade enorme que marcam essas características e varia muito o grau de comprometimento de cada uma delas, tornando único cada indivíduo com TEA.

Aplica-se o termo de um “mundo paralelo”, “mundo singular” ou ainda a “concha autística” para expressar o isolamento social que marca a vida dessas crianças, a dificuldade para interagir e estabelecer trocas afetivas com outras pessoas que o cercam, pois, a sociabilidade é sempre comprometida. Nos casos mais severos, a linguagem pode estar afetada ou até mesmo ausente, o que traz prejuízos importantes para a comunicação do indivíduo quando não desenvolve a fala. Nos casos mais moderados, pode haver uma interação com outras pessoas, porém geralmente é restrita, passiva e acontece mediante grande esforço. Autistas relatam que se sentem cansados ao ter que se relacionar com o mundo ao seu redor e manter um simples diálogo com alguém, pois seu processamento de informações no cérebro é mais lento e funciona de maneira diferente de um neurotípico. *

O Autismo afeta cerca de 1% da população, um para cada 88 indivíduos em média, sendo pelo menos quatro vezes mais freqüente em meninos do que em meninas, e no caso das meninas a manifestação do quadro costuma ser mais grave em função de aspectos genéticos. Metade desse público apresenta deficiência mental associada (baixo QI) o que dificulta a aprendizagem pedagógica formal e as tarefas da vida diária. Já no caso de autistas de alto funcionamento (QI acima da média) a principal dificuldade é a interação social e a adaptação com mudanças no dia a dia.

O diagnóstico é feito a partir do relato dos pais e da observação clínica, ou seja, pela manifestação dessas características no desenvolvimento do sujeito. Nos países mais desenvolvidos o diagnóstico do TEA já é feito nos primeiros meses de vida, o que no Brasil ainda há um atraso nesse sentido, pois a maioria dos especialistas ainda avaliam os riscos de um bebê vir a desenvolver o TEA e não atribuem o diagnóstico nos primeiros meses, o que é uma pena se levarmos em conta o tempo que essa criança perde em termos de estimulação precoce e sensorial. Isso faz toda a diferença nas possibilidades futuras e no prognóstico, uma vez que a plasticidade cerebral é muito maior nos primeiros meses de vida, a estimulação adequada do bebê nesse período fará toda a diferença na aquisição das habilidades sociais, de comunicação e de comportamentos mais apropriados que essa criança poderá vir a desenvolver.

E se o diagnóstico precoce é tão importante para favorecer o desenvolvimento emocional e neurológico dessa pessoa, como é que nós, pais, mães, familiares, cuidadores e profissionais da área da saúde podemos identificar os primeiros sinais do TEA?

Em vista dessa condição genética, o espectro está presente deste a concepção da vida uterina do bebê, porém só se torna possível identificar os primeiros sinais através do comportamento e da interação dessa criança com os pais já nos primeiros meses de vida. A comunicação não verbal é uma ferramenta poderosa para observar o desenvolvimento do bebê. A criança deve estabelecer a interação social primária desde que nasce respondendo institivamente as trocas afetivas com a mãe. O bebê deve prestar atenção na voz, no toque e nas carícias dos pais. Procure responder as seguintes perguntas: “De que forma essa criança demonstra seus instintos de fome, sono, desconforto, frio e dor?”,“De que forma ele expressa suas necessidades e desejos?” Fique atento ao modo como essa criança olha para os objetos ao seu redor. Pense como é o jeito de pedir, agir e reagir dessa criança quando lhe oferecem algum estímulo visual, auditivo ou sensorial? Através da observação do vínculo da mãe e do bebê já é possível se chegar a um diagnóstico precoce, pois a criança com TEA tem o olhar “perdido”, demonstra incapacidade para encarar a mãe, não presta atenção nos estímulos propostos pelos pais e tem foco em determinados objetos de seu interesse. Em vista dessa condição, atualmente utiliza-se o Eye Tracking, um teste de acompanhamento do movimento ocular da criança para avaliar o TEA aos 2 meses de idade. As falhas gestuais também é uma forma de comunicação não verbal presente desde os primeiros meses de vida no caso da criança com TEA.

Algumas noções e reações já devem estar constituídas em torno dos 8 meses de idade, tais como a criança reconhecer a mãe, o pai e pessoas de sua referência. Nessa fase a criança estranha quem não é do seu convívio diário, demonstrando contrariedade através do choro para ir no colo de estranhos. No caso de um bebê autista, é bem provável que ele aceite ir no colo de qualquer pessoa sem expressar nenhum desconforto ou medo, demonstrando não diferenciar as pessoas. A adaptação dessas crianças costuma ser mais difícil no que se refere a mudanças na rotina de um bebê, como por exemplo no caso da transição de alimentos líquidos para sólidos, podendo o bebê autista ter mais dificuldade para aceitar a troca do leite materno.

É possível identificar uma apatia nas suas reações e a ausência de respostas aos estímulos propostos no caso da criança com TEA. Os pais costumam relatar que o bebê parece surdo, apesar dos exames audiométricos estarem normais, justamente por que o bebê não estabelece trocas afetivas e instintivas com a mãe e demais cuidadores. Por outro lado, a inquietação dessa criança pode ser constante e acompanhada de um choro ininterrupto e desmotivado, não estando relacionado com os acontecimentos do mundo externo.

A partir de um ano, até os dois anos e meio, a criança já vem mostrando os sinais mais evidentes do TEA. Nessa fase a criança pode demonstrar o desconforto com o toque, reagir de maneira hipersensível ao contato de outras pessoas, a textura de alguns alimentos e aos sons mais elevados, tapando os ouvidos ou não querendo permanecer em locais barulhentos, pois a criança autista se comporta como se seus sentidos estivessem afetados. Um sinal bem característico no desenvolvimento dessas crianças autistas é ela não reproduzir sons ou não vocalizar alguns fonemas como outras crianças dessa idade fazem para tentar falar e se comunicar. A ausência ou o atraso na fala pode ser um sinal bem importante do TEA, pois essas crianças agem como se não estivessem ouvindo as solicitações dos pais. Essa é uma angústia bem comum para quem sofre do transtorno por não conseguir expressar através de sons, palavras, gestos ou comportamento as suas necessidades e os seis sentimentos, e da mesma forma demonstra não compreender o que é esperado por parte delas, gerando muita aflição nessa dificuldade de comunicação na criança e seus familiares.

O movimento estereotipado do corpo também é um sinal que pode estar presente auxiliando na identificação do transtorno, pois é comum o balanço do tronco, cabeça e o maneirismo nas mãos. Desde que nascem, o interesse dessas crianças é restrito a alguns objetos e assuntos da sua preferência, e assim permanece sendo nas etapas posteriores do desenvolvimento, sendo comum a fixação por movimentos circulares de alguns objetos, como as rodas de um carro, o movimento de um trem de brinquedo ou as hélices de um ventilador.

O transtorno não apresenta nenhuma caraterística física visível e em muitos casos como vimos anteriormente também não aparece a alteração neurológica nos exames, sendo necessário contar com a percepção dos pais e especialistas quanto ao desenvolvimento emocional dessa criança e a qualidade dos vínculos. Algumas crianças com certo retraimento social podem ser vistas como envergonhadas, tímidas ou introvertidas, precisam manter uma rotina rígida, não se adaptam as mudanças, não demonstram interesse por situações novas, desorganizam-se diante de lugares e hábitos diferentes em função do desenvolvimento atípico do cérebro e processamento mais lento das informações. Esses casos mais leves da manifestação do transtorno podem dificultar ainda mais o diagnóstico, pois são crianças que não costumam demonstrar o que sentem, dor ou sofrimento. Essas alterações podem não ser significativas e passarem despercebidas, trazendo muitas dúvidas aos pais, sendo importante contar com a avaliação criteriosa de uma equipe multidisciplinar.

Quanto antes esses sinais de autismo forem identificados e o processamento de informações dessa criança compreendido, mais ela poderá ser estimulada e se beneficiar do tratamento. A criança com TEA aprende de forma diferente de uma criança neurotípica e poderá adquirir maiores ganhos através da Psicoterapia Cognitiva Comportamental, da Ambiento Terapia, da Terapia Ocupacional e da Fonoaudiologia, visando promover a inclusão dessa criança na família e na sociedade, desenvolver a autonomia nas atividades de vida diária (AVD`s), o treino de habilidades sociais, a aquisição da comunicação e o progresso nas relações afetivas.

neurotípico.* refere-se a indivíduos que não apresentam distúrbios significativos no funcionamento psíquico.

Por Márcia Moraes – Psicóloga da Psicotér 

 


Você identifica esses sinais em alguém próximo a você? Entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita para psicoterapia, com um Psicólogo ou Psicóloga em Porto Alegre. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.

 

 

Transtornos Alimentares: Causas, Sintomas e Tratamentos

 

Fazer algum tipo de dieta alimentar é algo comum. Há aqueles indivíduos que pretendem emagrecer, os que pensam em engordar e os que precisam cuidar a alimentação devido a algum problema de saúde ou mesmo para evitar problemas de saúde. Vive-se um retorno à alimentação saudável, aos exercícios, como forma de manter-se saudável. A maioria dos indivíduos já fez, está fazendo ou fará alguma dieta na vida. Até aí, tudo bem, pois todos podem buscar a saúde ou o corpo que mais agrada. Essa busca, porém, para outros indivíduos, pode tornar-se uma doença, como acontece nos transtornos alimentares.

Os transtornos alimentares são perturbações no comportamento alimentar, podendo levar ao emagrecimento extremo, à obesidade ou a outros problemas físicos. A anorexia nervosa e a bulimia nervosa são os transtornos da alimentação mais comuns, porém, não são os únicos.

Para alguns estudiosos, os transtornos alimentares podem estar relacionados a algumas culturas, como por exemplo, a anorexia e a bulimia, que são encontradas principalmente em mulheres ocidentais. Além desses aspectos, não se pode deixar de fora outros, como os biológicos, psicológicos e familiares.

Em termos psicológicos e familiares, a pressão por estar e manter-se magro aliada à baixa autoestima podem tornar os indivíduos mais propensos a desenvolverem algum quadro de transtorno alimentar. Em termos biológicos, pode-se dizer que a serotonina (neurotransmissor relacionado à sensação de prazer e de felicidade) pode afetar o apetite, o humor e o controle dos impulsos dos indivíduos.

Os transtornos da alimentação se evidenciam com frequência durante a adolescência ou na idade adulta jovem, embora alguns estudos indiquem que seu início pode ocorrer durante a infância ou mais tardiamente na idade adulta. As mulheres são as mais afetadas por esses transtornos, apesar do aumento dos casos de homens que apresentam algum transtorno alimentar. Os transtornos alimentares frequentemente ocorrem junto com outros transtornos psiquiátricos, como depressão, abuso de drogas e transtornos ansiosos. Reconhecer o transtorno alimentar como doença real é muito importante.

Os tipos mais comuns de transtornos alimentares são:

Anorexia nervosa: caracteriza-se pela recusa do indivíduo em alimentar-se para manter um peso mínimo esperado para a idade e a altura. Estes indivíduos também apresentam temor em engordar e percebem-se sempre mais pesados do que realmente estão. Na anorexia, a perda de peso pode iniciar através da diminuição da ingestão de alimentos, como em outras dietas, com o agravamento da necessidade de diminuir a alimentação para obter o peso e corpo desejados. O medo de engordar não é compensado pela intensa perda de peso, havendo um aumento dessa preocupação, à medida que o peso real diminui, ou seja, quanto mais magro o indivíduo está, mais ele sente necessidade de emagrecer, pois não percebe a diferença em seu peso e corpo.

Para o indivíduo com anorexia nervosa, sua autoestima está relacionada ao seu peso e corpo, por isso, a perda de peso é uma conquista e uma prova de disciplina; ao mesmo tempo, ganhar peso é considerado um fracasso.

Apesar de alguns indivíduos reconhecerem que estão magros, eles desconsideram as implicações que esse estado pode levar à saúde. A amenorréia (ausência de pelo menos três ciclos menstruais) é um importante indicador fisiológico da anorexia nervosa e pode retardar a primeira menstruação em meninas no início da adolescência. Além disso, outros problemas decorrentes da anorexia podem até levar os indivíduos à morte, como, por exemplo, infecções, alterações no metabolismo, desequilíbrio eletrolítico e até o suicídio.

Bulimia nervosa: é caracterizada por compulsões alimentares periódicas, ou seja, a ingestão de uma grande quantidade de alimentos em um curto espaço de tempo, às quais se seguem métodos de compensação inadequados, como a indução do vômito, o uso de laxantes e diuréticos e a prática excessiva de exercícios. Assim como na anorexia nervosa, existe o medo de ganhar peso e a autoavaliação do indivíduo está baseada no corpo.

Para que se estabeleça o diagnóstico de bulimia nervosa é necessário que os comportamentos citados acima estejam presentes por pelo menos duas vezes por semana, por um período mínimo de três meses. Os alimentos normalmente ingeridos durante a compulsão alimentar são aqueles altamente calóricos, como os doces, pães e gorduras.

Assim como na anorexia, os indivíduos com bulimia nervosa escondem seu comportamento da família e dos amigos. Por não haver perda de peso significativa, muitas pessoas próximas não percebem o problema do indivíduo. Muitas vezes, ainda, estas pessoas comem escondidas e realizam seus atos de modo bem discreto. Não é incomum encontrar uma grande quantidade de alimentos escondidos nos quartos e casas de pessoas com bulimia.

Entre os problemas fisiológicos consequentes da bulimia nervosa estão o desequilíbrio eletrolítico, a perda de potássio, a inflamação do esôfago e danos no esmalte dos dentes (estes dois últimos devido à acidez estomacal decorrente dos episódios de indução ao vômito).

Transtorno do comer compulsivo: este transtorno é caracterizado por episódios de compulsão alimentar, que são diferentes da bulimia nervosa por não serem seguidos de métodos purgativos para eliminar os alimentos ingeridos, nem a preocupação irracional com o peso e a forma corporal. As pessoas com o transtorno do comer compulsivo perdem o controle durante os frequentes ataques e só conseguem parar de comer quando se sentem fisicamente desconfortáveis. A maioria é obesa e uma parcela significativa das pessoas que fazem controle alimentar e de peso com acompanhamento médico sofrem deste transtorno.

Para o estabelecimento do diagnóstico do comer compulsivo, os ataques de comer compulsivamente devem ocorrer pelo menos duas vezes por semana, por um período mínimo de seis meses, e obedecer aos seguintes critérios:

1) Episódios recorrentes de alimentação compulsiva, caracterizados pela ingestão de uma quantidade excessiva de alimentos num determinado período e por uma sensação de falta de controle sobre a ingestão desses alimentos durante o episódio;

2) Durante a ocorrência dos episódios, devem estar presentes no mínimo três dos indicadores abaixo:

  • Comer muito mais rápido que o normal;
  • Comer até sentir-se desconfortável fisicamente;
  • Ingerir grandes quantidades de comida, mesmo estando sem fome;
  • Comer sozinho por sentir-se envergonhado da quantidade de comida ingerida;
  • Sentir-se culpado e/ou deprimido após o episódio.
  • Angústia acentuada devido ao comportamento de alimentar-se excessivamente. Os sentimentos de nojo e vergonha de si mesmo podem levar a novos episódios compulsivos, criando um círculo vicioso de farras alimentares.

Além destes, existem outros transtornos alimentares menos comuns, mais ainda assim perigosos para a saúde física e mental e que merecem atenção:

Síndrome de PICA: caracteriza-se pelo impulso de se alimentar de coisas não nutritivas ou que não são socialmente aceitas em sua cultura, como sabonete, tijolo, argila, cascas de pintura, gesso, giz, cinzas de cigarro, etc. Este transtorno pode causar déficits vitamínicos, além de poder causar uma intoxicação ou haver necessidade de cirurgia para limpar os órgãos internos. As pessoas com maior propensão a desenvolver o transtorno de pica são mulheres com tendência histérica, grávidas, pessoas de certos grupos étnicos nos quais estes comportamentos são considerados normais, e indivíduos que passaram por sérias restrições no comportamento alimentar. 

Transtorno de ruminação: caracteriza-se pela remastigação ou regurgitação do alimento de forma repetida. Esta condição é psicológica quando não pode ser explicada por nenhuma condição médica. As consequências podem ser: desidratação, desnutrição, perda excessiva de peso e, em casos graves, morte.

Vigorexia: caracterizada pela insatisfação constante com a forma, força e vigor do corpo, levando a prática exaustiva de exercícios físicos, dietas radicais e uso abusivo de esteroides anabolizantes, óleos e outras drogas. Mostra-se um transtorno grave que pede atenção, pois pode ter sérias consequências à saúde. 

Ortorexia nervosa: caracteriza-se pela fixação por saúde alimentar, qualidade dos alimentos ingeridos e pureza da dieta. Na ortorexia nervosa, o indivíduo consome exclusivamente alimentos que venham de agricultura ecológica, livre de qualquer alteração, como componentes transgênicos, artificiais, pesticidas, herbicidas, corantes, açúcar, sal e etc. Muitas vezes, até a forma de preparar os alimentos e as ferramentas utilizadas são alvos de excessiva preocupação. É perigoso, pois pode levar o indivíduo a grandes jejuns quando fora de casa e um sério isolamento social devido a práticas muito rigorosas.

Transtorno alimentar noturno: caracteriza-se pelo comportamento alimentar excessivo durante a noite, mesmo em estado de sonambulismo. Costumam ser indivíduos que fazem algum tipo de regime alimentar em sua rotina. Além dos prejuízos alimentares, há também a preocupação com o estado psicológico do paciente, que começa a sentir que perdeu o controle de si mesmo.

Os transtornos da alimentação podem ser tratados e o peso saudável restaurado.  Quanto mais cedo esses transtornos forem diagnosticados e tratados, melhor será a evolução final. O tratamento dos transtornos alimentares busca, então, restaurar o comportamento alimentar adequado e restabelecer o peso considerado normal para a idade e a altura do indivíduo. O objetivo do tratamento é tirar o indivíduo do desequilíbrio clínico que a gravidade dos sintomas pode gerar. Devido à sua complexidade, os transtornos da alimentação requerem um plano de tratamento abrangente, envolvendo cuidados e monitoramento por médicos, intervenções psicossociais, acompanhamento psicoterapêutico, aconselhamento nutricional e, quando apropriado, tratamento medicamentoso.

Em relação ao restabelecimento da saúde mental, o psicólogo e o psiquiatra são os profissionais melhor preparados para realizar a avaliação e traçar estratégias para o tratamento do transtorno. O trabalho do psicólogo tem o objetivo de tratar as relações do indivíduo, quer seja com sua família, com a sociedade e, principalmente, consigo mesmo. O processo psicoterápico auxilia na recuperação da autoestima, oferecendo um caminho de descoberta das causas dos sintomas, possibilitando o lançamento de estratégias e habilidades para melhor lidar com os desequilíbrios emocionais. No caso dos transtornos alimentares, o psiquiatra poderá medicar o paciente de acordo com patologia original e as comorbidades mentais, a fim de resgatar o equilíbrio do humor.

Transtornos alimentares são doenças sérias e, como visto, passíveis de tratamento através da psicoterapia. Se você se identificou com alguns destes transtornos ou conhece alguém que esteja sofrendo de algum destes transtornos, procure a ajuda de um profissional da psicologia. Ele irá tratar e a diminuir os sintomas psicológicos decorrentes destes transtornos. 

Por Anne Griza – Psicóloga da Psicotér

 

 

Como manter a motivação no trabalho?

Você já tentou manter a motivação no trabalho e não conseguiu? Sentiu-se entediando, desanimado, cansado, sem vontade de ir trabalhar? Muitos de nós já passamos por isso. Sentimo-nos frustrados e descontentes com o nosso desempenho no trabalho.

 

Por algum motivo, você começa a se sentir inseguro, os objetivos e metas começam a não ficarem claros. A vontade que impera é a de largar o trabalho, largar tudo o que está fazendo.

 

Manter-se motivado é um desafio, pois ela vai além de um bom salário e dos benefícios oferecidos pela empresa. Ela envolve um estado geral de realização, que engloba pensamentos, percepções e objetivos de vida. Mas não fique se sentindo fracassado.

 

Existem comportamentos que podem ajudar a aumentar a motivação para que seu rendimento volte a ser como antes. 
  • Tente identificar e entender o que está acontecendo com você. Compare o antes e depois para entender que a fase é passageira, você não se sentia assim antes.
  • Entenda exatamente o que você faz no trabalho. Quando você se apropria do que está produzindo, a sensação de prazer e de que você está no caminho certo vai lhe dando gás para continuar no mesmo ritmo.
  • Tente não reclamar. Tente encontrar uma solução para as dificuldades e não gaste energia reclamando.
  • Encontre um tempo para você. Mesmo que seja por pouco tempo, tire um período para dedicar-se a coisas que você gosta, para cuidar de si. É importante desligar do trabalho para você não se sentir sobrecarregado.
  • Reconheça suas habilidades. Repare em si e veja o quanto você é capaz de desenvolver diversas atividades em diferentes contextos da sua vida. Confiar em si e valorizar-se são fundamentais para manter a motivação no trabalho.
  • Não deixe a sua rotina repetitiva. O trabalho inevitavelmente exige uma constância, horário a cumprir e etc.
  • Procure, nas suas atividades de lazer, diferenciar as atividades prazerosas para que não seja mais uma coisa repetitiva em sua vida.
  • Cuide das suas emoções. Ansiedade, tristeza, irritabilidade, problemas pessoais causam desmotivação. O equilíbrio emocional é fundamental para você ter uma boa qualidade de vida e poder enxergar os problemas com maior clareza.
  • Converse com seu chefe. Explique a ele o que lhe faz mal, assim ele pode lhe ajudar a encontrar uma solução. Porém, se você acha que ele não é acessível ou não se sente a vontade de falar sobre seu problema com ele, não guarde para si. Procure ajuda de um familiar ou amigo para desabafar.
  • Procure manter sua vida social ativa. Ir a uma reunião com amigos, procurar se divertir com eles, jogar conversa fora sempre é uma boa pedida para aliviar o estresse do dia a dia.
  • Procure descansar. Ter um sono saudável é fundamental para que você exerça suas atividades. O cansaço físico e mental é um grande vilão para a desmotivação no trabalho.
  • Reveja suas metas e pense sobre como você pode fazer para alcançá-las. Isso pode lhe ajudar muito a se motivar novamente.
  • Não assuma mais coisas do que você pode dar conta. O excesso de afazeres lhe distancia dos seus propósitos e deixam você mais longe de aonde quer chegar.
  • Um passo de cada vez. Não pense no montante de trabalho, procure dar um passo de cada vez para, aos poucos, ir visualizando em um período menor de tempo os passos do seu avanço.
  • Procure lembrar-se sempre do porquê você está se empenhando para os projetos.  

Lembrar-se do quanto é importante para você o resultado final do seu trabalho, o ajudará a manter-se motivado. 

A motivação é o principal combustível para o seu desempenho no trabalho. Quanto mais você estiver motivado, mais dará o melhor de si e consequentemente, vai alcançar seus objetivos.

Por Roberta Gomez – Psicóloga da Psicotér

 

Está faltando motivação para você alcançar os seus objetivos no trabalho (ou fora dele)? Entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita para psicoterapia, com um Psicólogo ou Psicóloga em Porto Alegre. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.

 

Pessoas sádicas: Como identificar estas personalidades?

Se você conhece alguma pessoa que sente prazer, satisfação quando escuta tragédias, dificuldades, desgraças, gosta muito de histórias de violência, crimes, gosta de machucar os outros, vê-los sofrendo ou sente prazer em magoar, fazer o outro sofrer, você conhece uma pessoa sádica.

Pessoas sádicas não são necessariamente serial killers ou pervertidos sexuais. Personalidades que apresentam algum grau de sadismo estão por toda a parte e esta característica é mais comum do que você pensa.

O sadismo sexual é a forma mais conhecida por nós. Caracteriza-se por utilizar a agressividade, infringir dor ou humilhação no intuito de obter prazer sexual. Alguns parceiros utilizam estes meios para apimentar a relação e aumentar o nível de excitação.

Porém, a característica sádica vai além do âmbito sexual. Ela está ligada a obtenção de prazer emocional ao observar o sofrimento alheio, controlar e possuir poder sobre os outros, o que inclui diversas formas de prática de sadismo como maus tratos a animais, violência doméstica, bullying, abuso militar e policial e a “trollagem”.

Pessoas sádicas que praticam maus tratos a animais apresentam duas formas de fazê-lo. Alguns praticam a crueldade ativa, onde há intenção deliberada de machucar um animal causando-lhe dor e sofrimento, por exemplo, achar graça em colocar sal na lesma, caçar passarinhos por esporte, chutar um cachorro; outros praticam a crueldade passiva, realizando uma negligência intencional, criando sofrimento prolongado como, por exemplo, deixar de alimentar um animal.

Outra forma de praticar o sadismo, a violência doméstica pode ser realizada de forma explícita ou velada, praticada dentro de casa, em ambiente familiar e inclui diversas práticas como abuso sexual, maus tratos e agressão física.

O bullying, prática muito conhecida por nós atualmente, também é uma forma de sadismo. A pessoa que pratica agride intencionalmente, verbal ou fisicamente, outra pessoa ou grupo de pessoas, de modo repetitivo e sistemático. Ela ameaça, oprime, intimida, humilha, maltrata e sente prazer em fazer isso.

Pessoas sádicas podem ter cargos de autoridade e utilizam desse benefício para praticá-lo, com condutas abusivas de poder, uso injusto ou impróprio da autoridade em relação a algo ou alguém, como por exemplo, abuso policial, utilizar um cargo de autoridade para humilhar, agredir as pessoas.

Por fim, a “trollagem” também é uma prática realizada por pessoas sádicas. Consiste em sacanear pessoas que estão em uma conversa na internet com argumentos sem sentido, apenas pelo prazer de zoar, chatear, humilhar as pessoas e perturbar a conversa.

Estas práticas de sadismo auxiliam na identificação deste tipo de personalidade, mas, muitas vezes, a manifestação sádica se esconde atrás de sutilezas no dia a dia. Frases como “ela precisa sofrer para aprender a viver”, “ele precisa entender que só conquistamos as coisas na vida depois de muito sofrimento”, “ele perdeu aquele jogo, bem feito”, “ele tem que pagar pelo que ele fez, deixa sofrer”, indicam pensamentos sádicos em relação aos outros.

Pessoas que possuem o componente de sadismo em sua personalidade são de difícil convivência, porque geralmente não se arrependem ou sentem culpa ao causar sofrimento a alguém. São frias, críticas e apresentam comportamento pejorativo contra as pessoas. Portanto, o sadismo é mais comum do que pensamos e se manifesta em diversas formas no dia a dia.

 

Por Roberta Gomes – Psicóloga da Psicotér


Se você percebe que tem ou conhece alguém que tenha essas características, entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita para psicoterapia, com um Psicólogo ou Psicóloga em Porto Alegre. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.