Fadiga crônica: por que você se sente cansado mesmo dormindo o suficiente?

 

Nos dias atuais, é comum escutarmos alguém reclamando de cansaço. A correria do cotidiano é grande e estressante. São muitas atividades diferentes para dar conta: cuidar dos filhos, trabalhar, estudar, preparar uma refeição, cuidar da casa, fazer os temas de casa com os filhos e assim por diante. Não raro, nos sentimos demasiadamente cansados e com vontade de não fazer “nada”. Até aí tudo dentro do esperado.

Porém, existe outro cansaço difícil de explicar pelo excesso de atividades do dia a dia. Por mais que a pessoa durma, parece que nunca está descansada o suficiente. A sensação de cansaço pode ser tão grande, que a pessoa mal consegue executar as tarefas que se disponibilizou a fazer durante o dia. Este tipo de cansaço recorrente é o que denominamos fadiga crônica.

A fadiga crônica atinge milhões de pessoas e se caracteriza pelo cansaço extremo que, conforme o dia vai passando, só vai piorando, não importa se você está trabalhando sentado ou fazendo alguma atividade física. Mesmo que a pessoa descanse após a atividade, o cansaço não melhora.

A real causa da fadiga crônica ainda não foi definida. No entanto, sabe-se que fatores de risco para desenvolvê-la são: idade (mais comum em pessoas com idades entre 40 e 50 anos), sexo feminino e estresse (nas relações de trabalho, íntimas e familiares).

Além do cansaço excessivo, outros sintomas da fadiga crônica são:

😴 Falta de motivação;

😴 Dor de cabeça constante;

😴 Dor muscular sem justificativa;

😴 Esquecimentos e falta de concentração;

😴 Sono excessivo ou insônia;

😴Dores nas articulações;

😴 Irritabilidade;

😴 Febre;

😴 Garganta inflamada;

😴 Suor noturno;

😴 Confusão mental;

😴 Alterações de humor;

😴 Problemas digestivos;

😴 Sintomas depressivos e de ansiedade;

😴 Pensamentos suicidas;

😴 Aumento dos gânglios linfáticos no pescoço e axilas.

Juntamente com esse conjunto de sintomas que afetam a pessoa física e psicologicamente, prejuízos nas relações comprometem ainda mais a qualidade de vida. Muitas vezes, pessoas que presenciam essa condição não entendem o que está acontecendo com o amigo, familiar ou colega de trabalho. Como consequência, a pessoa acaba se isolando das suas relações por medo do julgamento, o que acaba contribuindo para a piora dos sintomas.

Se você tem alguns desses sintomas por menos seis meses, pode ser que esteja com fadiga crônica e precisa de tratamento. A melhora pode ser alcançada com o uso de medicação em concomitância com acompanhamento psicológico. As medicações geralmente utilizadas são antidepressivos, ansiolíticos e analgésicos. A psicoterapia irá auxiliar na estruturação de respostas emocionais em busca de uma melhor qualidade de vida, melhorando a autoestima, as relações com amigos, familiares e no trabalho. Também, a mudança de hábitos alimentares e exercícios físicos regulares são imprescindíveis para a melhora da fadiga crônica.

Por Roberta Gomes – Psicóloga da Psicotér

 


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Como lidar com a impaciência no trânsito?

 

Ter o seu próprio carro e poder se locomover pelas cidades é o sonho de muitas pessoas. A precariedade do transporte público e os diversos compromissos do dia a dia fazem com que os indivíduos sintam cada vez mais a necessidade de possuir seu automóvel. Até aí, tudo bem, pois poder se locomover livremente é vontade e desejo do ser humano. Porém, a maioria das cidades não foi planejada para um volume muito grande de automóveis. O que acontece, é o acúmulo de veículos em determinados momentos do dia, o que faz com que, muitas vezes, o tempo perdido no trânsito seja muito grande.

Essa perda de tempo, aliada ao número de compromissos diários a serem cumpridos, faz com que os indivíduos fiquem muito ansiosos e nervosos atrás do volante, tentando diminuir o tempo gasto na locomoção. Essa ansiedade, por sua vez, pode transformar pessoas normalmente calmas e gentis em indivíduos agressivos e competitivos quando estão dirigindo.

Não são incomuns pequenos lapsos de alguns motoristas virarem motivo de brigas no trânsito; não é incomum pessoas acidentarem-se por alta velocidade; não são incomuns pessoas fazendo manobras que as colocam e colocam outras pessoas em risco; não são incomuns pessoas tentando avançar sobre outras, buzinando e acelerando seus carros para fazer o trânsito andar. Parece que o mínimo ganho de tempo a cada locomoção poderá transformar-se em um ganho maior ao final do dia e esse é o prêmio da competição que se percebe todos os dias nas ruas e estradas.

Muitos compromissos, diversas atividades e a preocupação de cumpri-las podem ser motivos que levam os indivíduos a essa corrida contra o tempo. Tudo é veloz e exige-se a perfeição. O filho tem que ser levado e buscado na escola, é preciso chegar no trabalho a tempo, é preciso sair com os amigos, é preciso estar sempre com a geladeira cheia, é preciso ter uma alimentação saudável, é preciso exercitar-se, é preciso estar em casa com a família, é preciso ler, é preciso divertir-se, etc.

A pressa, muitas vezes desmedida, faz com que os indivíduos fiquem mais estressados ao ter que enfrentar sua locomoção. Dirigir se tornou um ato de coragem, atenção em dobro e até agressividade, fazendo com que muitas pessoas optem por outros meios de transporte, desde os públicos até as bicicletas. Além disso, alguns motoristas acabam desenvolvendo medo de dirigir, exatamente por sentirem-se coagidos no trânsito.

A intolerância tornou-se a característica principal no trânsito das cidades. A individualidade e o egoísmo são a tônica dos engarrafamentos e até mesmo dos passeios de lazer. Quem nunca foi “cortado” por outro motorista, mesmo num engarrafamento para chegar a um parque, ou a um local turístico?

E o que fazer? Como dar conta de tudo e enfrentar o trânsito de modo que diminua essa corrida contra o tempo? Algumas dicas simples são bastante eficazes para diminuir a correria do dia a dia:

  • organize seu dia – ou até sua semana: alguns compromissos ou atividades podem ser adiantados ou adiados;

  • não saia sempre atrasado – procure organizar-se para poder sair com tempo para chegar ao seu destino;

  • divida as tarefas – se tem filhos, divida com seu marido/esposa as tarefas com as crianças; se não tem, busque apoio de outras pessoas para dar conta disso;

  • divida as tarefas da casa – se mora ou vive sozinho, organize as atividades da casa para poder dar conta de tudo;

  • organize a logística da locomoção – muitas vezes, pode-se optar por locais próximos uns dos outros, como por exemplo, fazer academia perto da escola do filho, ou ir a um supermercado perto do trabalho.

  • não marque compromissos com pouco tempo entre um e outro – não adianta querer ir na academia às sete horas e estar no trabalho às oito e meia, pois o tempo não vai parar para você cumprir sua atividade;

  • calcule seus tempos – preste atenção em sua rotina e verifique quanto tempo gasta para dar conta dela. Se necessário, mude alguns comportamentos que o atrasam;

  • preste atenção aos movimentos do trânsito – às vezes, no período de dez minutos, o trânsito já muda;

  • tenha calma – não adianta se estressar, o trânsito não vai mudar se você estiver atrasado.

Essas pequenas dicas podem fazer bastante diferença no seu dia a dia. Como já dito, sabe-se que as tarefas diárias e as exigências fazem com que o tempo de cada um se torne mais exíguo. Aprenda a dar prioridades, aprenda a organizar-se.

É claro que haverá atrasos, mas é preciso também entender que quando se abraça o mundo, pode-se negligenciar alguns detalhes importantes. Aceitar que nem tudo pode ser feito ao mesmo tempo também é parte importante da organização para uma vida menos estressante e mais saudável.

Por Anne Griza – Psicóloga Psicotér

 

 

 



Se você, não consegue desacelerar e, mesmo já tendo seguido essas dicas, continua se estressando com trânsito e percebe que seu comportamento muda atrás do volante, entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita para psicoterapia, com um Psicólogo ou Psicóloga em Porto Alegre. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.

 

Transtornos Alimentares: Causas, Sintomas e Tratamentos

 

Fazer algum tipo de dieta alimentar é algo comum. Há aqueles indivíduos que pretendem emagrecer, os que pensam em engordar e os que precisam cuidar a alimentação devido a algum problema de saúde ou mesmo para evitar problemas de saúde. Vive-se um retorno à alimentação saudável, aos exercícios, como forma de manter-se saudável. A maioria dos indivíduos já fez, está fazendo ou fará alguma dieta na vida. Até aí, tudo bem, pois todos podem buscar a saúde ou o corpo que mais agrada. Essa busca, porém, para outros indivíduos, pode tornar-se uma doença, como acontece nos transtornos alimentares.

Os transtornos alimentares são perturbações no comportamento alimentar, podendo levar ao emagrecimento extremo, à obesidade ou a outros problemas físicos. A anorexia nervosa e a bulimia nervosa são os transtornos da alimentação mais comuns, porém, não são os únicos.

Para alguns estudiosos, os transtornos alimentares podem estar relacionados a algumas culturas, como por exemplo, a anorexia e a bulimia, que são encontradas principalmente em mulheres ocidentais. Além desses aspectos, não se pode deixar de fora outros, como os biológicos, psicológicos e familiares.

Em termos psicológicos e familiares, a pressão por estar e manter-se magro aliada à baixa autoestima podem tornar os indivíduos mais propensos a desenvolverem algum quadro de transtorno alimentar. Em termos biológicos, pode-se dizer que a serotonina (neurotransmissor relacionado à sensação de prazer e de felicidade) pode afetar o apetite, o humor e o controle dos impulsos dos indivíduos.

Os transtornos da alimentação se evidenciam com frequência durante a adolescência ou na idade adulta jovem, embora alguns estudos indiquem que seu início pode ocorrer durante a infância ou mais tardiamente na idade adulta. As mulheres são as mais afetadas por esses transtornos, apesar do aumento dos casos de homens que apresentam algum transtorno alimentar. Os transtornos alimentares frequentemente ocorrem junto com outros transtornos psiquiátricos, como depressão, abuso de drogas e transtornos ansiosos. Reconhecer o transtorno alimentar como doença real é muito importante.

Os tipos mais comuns de transtornos alimentares são:

Anorexia nervosa: caracteriza-se pela recusa do indivíduo em alimentar-se para manter um peso mínimo esperado para a idade e a altura. Estes indivíduos também apresentam temor em engordar e percebem-se sempre mais pesados do que realmente estão. Na anorexia, a perda de peso pode iniciar através da diminuição da ingestão de alimentos, como em outras dietas, com o agravamento da necessidade de diminuir a alimentação para obter o peso e corpo desejados. O medo de engordar não é compensado pela intensa perda de peso, havendo um aumento dessa preocupação, à medida que o peso real diminui, ou seja, quanto mais magro o indivíduo está, mais ele sente necessidade de emagrecer, pois não percebe a diferença em seu peso e corpo.

Para o indivíduo com anorexia nervosa, sua autoestima está relacionada ao seu peso e corpo, por isso, a perda de peso é uma conquista e uma prova de disciplina; ao mesmo tempo, ganhar peso é considerado um fracasso.

Apesar de alguns indivíduos reconhecerem que estão magros, eles desconsideram as implicações que esse estado pode levar à saúde. A amenorréia (ausência de pelo menos três ciclos menstruais) é um importante indicador fisiológico da anorexia nervosa e pode retardar a primeira menstruação em meninas no início da adolescência. Além disso, outros problemas decorrentes da anorexia podem até levar os indivíduos à morte, como, por exemplo, infecções, alterações no metabolismo, desequilíbrio eletrolítico e até o suicídio.

Bulimia nervosa: é caracterizada por compulsões alimentares periódicas, ou seja, a ingestão de uma grande quantidade de alimentos em um curto espaço de tempo, às quais se seguem métodos de compensação inadequados, como a indução do vômito, o uso de laxantes e diuréticos e a prática excessiva de exercícios. Assim como na anorexia nervosa, existe o medo de ganhar peso e a autoavaliação do indivíduo está baseada no corpo.

Para que se estabeleça o diagnóstico de bulimia nervosa é necessário que os comportamentos citados acima estejam presentes por pelo menos duas vezes por semana, por um período mínimo de três meses. Os alimentos normalmente ingeridos durante a compulsão alimentar são aqueles altamente calóricos, como os doces, pães e gorduras.

Assim como na anorexia, os indivíduos com bulimia nervosa escondem seu comportamento da família e dos amigos. Por não haver perda de peso significativa, muitas pessoas próximas não percebem o problema do indivíduo. Muitas vezes, ainda, estas pessoas comem escondidas e realizam seus atos de modo bem discreto. Não é incomum encontrar uma grande quantidade de alimentos escondidos nos quartos e casas de pessoas com bulimia.

Entre os problemas fisiológicos consequentes da bulimia nervosa estão o desequilíbrio eletrolítico, a perda de potássio, a inflamação do esôfago e danos no esmalte dos dentes (estes dois últimos devido à acidez estomacal decorrente dos episódios de indução ao vômito).

Transtorno do comer compulsivo: este transtorno é caracterizado por episódios de compulsão alimentar, que são diferentes da bulimia nervosa por não serem seguidos de métodos purgativos para eliminar os alimentos ingeridos, nem a preocupação irracional com o peso e a forma corporal. As pessoas com o transtorno do comer compulsivo perdem o controle durante os frequentes ataques e só conseguem parar de comer quando se sentem fisicamente desconfortáveis. A maioria é obesa e uma parcela significativa das pessoas que fazem controle alimentar e de peso com acompanhamento médico sofrem deste transtorno.

Para o estabelecimento do diagnóstico do comer compulsivo, os ataques de comer compulsivamente devem ocorrer pelo menos duas vezes por semana, por um período mínimo de seis meses, e obedecer aos seguintes critérios:

1) Episódios recorrentes de alimentação compulsiva, caracterizados pela ingestão de uma quantidade excessiva de alimentos num determinado período e por uma sensação de falta de controle sobre a ingestão desses alimentos durante o episódio;

2) Durante a ocorrência dos episódios, devem estar presentes no mínimo três dos indicadores abaixo:

  • Comer muito mais rápido que o normal;
  • Comer até sentir-se desconfortável fisicamente;
  • Ingerir grandes quantidades de comida, mesmo estando sem fome;
  • Comer sozinho por sentir-se envergonhado da quantidade de comida ingerida;
  • Sentir-se culpado e/ou deprimido após o episódio.
  • Angústia acentuada devido ao comportamento de alimentar-se excessivamente. Os sentimentos de nojo e vergonha de si mesmo podem levar a novos episódios compulsivos, criando um círculo vicioso de farras alimentares.

Além destes, existem outros transtornos alimentares menos comuns, mais ainda assim perigosos para a saúde física e mental e que merecem atenção:

Síndrome de PICA: caracteriza-se pelo impulso de se alimentar de coisas não nutritivas ou que não são socialmente aceitas em sua cultura, como sabonete, tijolo, argila, cascas de pintura, gesso, giz, cinzas de cigarro, etc. Este transtorno pode causar déficits vitamínicos, além de poder causar uma intoxicação ou haver necessidade de cirurgia para limpar os órgãos internos. As pessoas com maior propensão a desenvolver o transtorno de pica são mulheres com tendência histérica, grávidas, pessoas de certos grupos étnicos nos quais estes comportamentos são considerados normais, e indivíduos que passaram por sérias restrições no comportamento alimentar. 

Transtorno de ruminação: caracteriza-se pela remastigação ou regurgitação do alimento de forma repetida. Esta condição é psicológica quando não pode ser explicada por nenhuma condição médica. As consequências podem ser: desidratação, desnutrição, perda excessiva de peso e, em casos graves, morte.

Vigorexia: caracterizada pela insatisfação constante com a forma, força e vigor do corpo, levando a prática exaustiva de exercícios físicos, dietas radicais e uso abusivo de esteroides anabolizantes, óleos e outras drogas. Mostra-se um transtorno grave que pede atenção, pois pode ter sérias consequências à saúde. 

Ortorexia nervosa: caracteriza-se pela fixação por saúde alimentar, qualidade dos alimentos ingeridos e pureza da dieta. Na ortorexia nervosa, o indivíduo consome exclusivamente alimentos que venham de agricultura ecológica, livre de qualquer alteração, como componentes transgênicos, artificiais, pesticidas, herbicidas, corantes, açúcar, sal e etc. Muitas vezes, até a forma de preparar os alimentos e as ferramentas utilizadas são alvos de excessiva preocupação. É perigoso, pois pode levar o indivíduo a grandes jejuns quando fora de casa e um sério isolamento social devido a práticas muito rigorosas.

Transtorno alimentar noturno: caracteriza-se pelo comportamento alimentar excessivo durante a noite, mesmo em estado de sonambulismo. Costumam ser indivíduos que fazem algum tipo de regime alimentar em sua rotina. Além dos prejuízos alimentares, há também a preocupação com o estado psicológico do paciente, que começa a sentir que perdeu o controle de si mesmo.

Os transtornos da alimentação podem ser tratados e o peso saudável restaurado.  Quanto mais cedo esses transtornos forem diagnosticados e tratados, melhor será a evolução final. O tratamento dos transtornos alimentares busca, então, restaurar o comportamento alimentar adequado e restabelecer o peso considerado normal para a idade e a altura do indivíduo. O objetivo do tratamento é tirar o indivíduo do desequilíbrio clínico que a gravidade dos sintomas pode gerar. Devido à sua complexidade, os transtornos da alimentação requerem um plano de tratamento abrangente, envolvendo cuidados e monitoramento por médicos, intervenções psicossociais, acompanhamento psicoterapêutico, aconselhamento nutricional e, quando apropriado, tratamento medicamentoso.

Em relação ao restabelecimento da saúde mental, o psicólogo e o psiquiatra são os profissionais melhor preparados para realizar a avaliação e traçar estratégias para o tratamento do transtorno. O trabalho do psicólogo tem o objetivo de tratar as relações do indivíduo, quer seja com sua família, com a sociedade e, principalmente, consigo mesmo. O processo psicoterápico auxilia na recuperação da autoestima, oferecendo um caminho de descoberta das causas dos sintomas, possibilitando o lançamento de estratégias e habilidades para melhor lidar com os desequilíbrios emocionais. No caso dos transtornos alimentares, o psiquiatra poderá medicar o paciente de acordo com patologia original e as comorbidades mentais, a fim de resgatar o equilíbrio do humor.

Transtornos alimentares são doenças sérias e, como visto, passíveis de tratamento através da psicoterapia. Se você se identificou com alguns destes transtornos ou conhece alguém que esteja sofrendo de algum destes transtornos, procure a ajuda de um profissional da psicologia. Ele irá tratar e a diminuir os sintomas psicológicos decorrentes destes transtornos. 

Por Anne Griza – Psicóloga da Psicotér

 

 

Como manter a motivação no trabalho?

Você já tentou manter a motivação no trabalho e não conseguiu? Sentiu-se entediando, desanimado, cansado, sem vontade de ir trabalhar? Muitos de nós já passamos por isso. Sentimo-nos frustrados e descontentes com o nosso desempenho no trabalho.

 

Por algum motivo, você começa a se sentir inseguro, os objetivos e metas começam a não ficarem claros. A vontade que impera é a de largar o trabalho, largar tudo o que está fazendo.

 

Manter-se motivado é um desafio, pois ela vai além de um bom salário e dos benefícios oferecidos pela empresa. Ela envolve um estado geral de realização, que engloba pensamentos, percepções e objetivos de vida. Mas não fique se sentindo fracassado.

 

Existem comportamentos que podem ajudar a aumentar a motivação para que seu rendimento volte a ser como antes. 
  • Tente identificar e entender o que está acontecendo com você. Compare o antes e depois para entender que a fase é passageira, você não se sentia assim antes.
  • Entenda exatamente o que você faz no trabalho. Quando você se apropria do que está produzindo, a sensação de prazer e de que você está no caminho certo vai lhe dando gás para continuar no mesmo ritmo.
  • Tente não reclamar. Tente encontrar uma solução para as dificuldades e não gaste energia reclamando.
  • Encontre um tempo para você. Mesmo que seja por pouco tempo, tire um período para dedicar-se a coisas que você gosta, para cuidar de si. É importante desligar do trabalho para você não se sentir sobrecarregado.
  • Reconheça suas habilidades. Repare em si e veja o quanto você é capaz de desenvolver diversas atividades em diferentes contextos da sua vida. Confiar em si e valorizar-se são fundamentais para manter a motivação no trabalho.
  • Não deixe a sua rotina repetitiva. O trabalho inevitavelmente exige uma constância, horário a cumprir e etc.
  • Procure, nas suas atividades de lazer, diferenciar as atividades prazerosas para que não seja mais uma coisa repetitiva em sua vida.
  • Cuide das suas emoções. Ansiedade, tristeza, irritabilidade, problemas pessoais causam desmotivação. O equilíbrio emocional é fundamental para você ter uma boa qualidade de vida e poder enxergar os problemas com maior clareza.
  • Converse com seu chefe. Explique a ele o que lhe faz mal, assim ele pode lhe ajudar a encontrar uma solução. Porém, se você acha que ele não é acessível ou não se sente a vontade de falar sobre seu problema com ele, não guarde para si. Procure ajuda de um familiar ou amigo para desabafar.
  • Procure manter sua vida social ativa. Ir a uma reunião com amigos, procurar se divertir com eles, jogar conversa fora sempre é uma boa pedida para aliviar o estresse do dia a dia.
  • Procure descansar. Ter um sono saudável é fundamental para que você exerça suas atividades. O cansaço físico e mental é um grande vilão para a desmotivação no trabalho.
  • Reveja suas metas e pense sobre como você pode fazer para alcançá-las. Isso pode lhe ajudar muito a se motivar novamente.
  • Não assuma mais coisas do que você pode dar conta. O excesso de afazeres lhe distancia dos seus propósitos e deixam você mais longe de aonde quer chegar.
  • Um passo de cada vez. Não pense no montante de trabalho, procure dar um passo de cada vez para, aos poucos, ir visualizando em um período menor de tempo os passos do seu avanço.
  • Procure lembrar-se sempre do porquê você está se empenhando para os projetos.  

Lembrar-se do quanto é importante para você o resultado final do seu trabalho, o ajudará a manter-se motivado. 

A motivação é o principal combustível para o seu desempenho no trabalho. Quanto mais você estiver motivado, mais dará o melhor de si e consequentemente, vai alcançar seus objetivos.

Por Roberta Gomez – Psicóloga da Psicotér

 

Está faltando motivação para você alcançar os seus objetivos no trabalho (ou fora dele)? Entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita para psicoterapia, com um Psicólogo ou Psicóloga em Porto Alegre. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.

 

Características e sintomas do TDAH – Transtorno do Déficit de Atenção

O TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) é um transtorno neurobiológico, genético, hereditário, que aparece na infância e freqüentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Isso significa que o transtorno identificado na criança pode vir do pai ou da mãe; de um primo ou de uma tia. O TDAH também encontra em fatores ambientais motivos para sua ocorrência, a saber: nascimento com baixo peso, bebês prematuros ou mãe que fuma durante a gravidez.

O uso de outras drogas, inclusive o álcool, também pode influir no aparecimento do transtorno em crianças. Portanto, todo cuidado é pouco no período da gestação e o acompanhamento médico é fundamental.


O TDAH se manifesta, geralmente, antes dos 7 anos de idade. Em 95% delas, o transtorno se revela antes dos 12 anos.


Os sintomas da síndrome variam muito, mas no geral incluem:

 

  • Ansiedade
  • Esquecimento
  • Baixa autoestima
  • Dificuldades sérias de concentração
  • Problemas no controle da raiva
  • Impulsividade
  • Mudanças repentinas de humor
  • Sérios problemas e dificuldades de relacionamento

 

Os subtipos de TDAH se diferenciam por seus sintomas predominantes. Conheça os três a seguir:

Desatento

O primeiro é o tipo desatento, que tem como características desatenção, distração fácil, falta de concentração, dificuldade em realizar tarefas longas e seguir instruções, falta de organização e lapsos de memória (especialmente a de curto prazo).

  • Não presta atenção a detalhes e não faz determinada atividade corretamente  por descuido,
  • Tem dificuldade de manter a concentração nas atividades,
  • Não ouve quando lhe falam diretamente “cabeça no mundo da lua”,
  • É desorganizado,
  • Distrai-se facilmente,
  • Não persiste nas tarefas que exigem esforço mental continuado,
  • E mais: Não termina o que começa e tem dificuldade de seguir instruções, perde frequentemente os objetos necessários para as atividades, é esquecido.

Hiperativo/Impulsivo

Este subtipo é marcado por hiperatividade e impulsividade, que se apresentam por: dificuldade em se manter parado por muito tempo, necessidade de realizar várias ações simultaneamente, ansiedade e estresse, comportamentos compulsivos, pouca tolerância a frustrações e erros, falta de paciência, entre outros.

  • Irrequieto com as mãos e com os pés quando sentado,
  • Não para sentado,
  • Está sempre agitado, parece elétrico, a mil por hora,
  • Fala demais,
  • Tem dificuldade de esperar a sua vez,
  • Interrompe e se intromete nas conversas ou jogos dos outros,
  • E mais: Tem uma sensação de inquietude “bicho carpinteiro”, é barulhento para jogar ou se divertir, responde antes mesmo que a pergunta tenha sido concluída.

Combinado

O TDAH do tipo combinado reúne os dois subtipos anteriores em uma mesma pessoa, mesclando seus sinais.

É válido lembrar que o TDAH se manifesta de diferentes formas em adultos e crianças. Nos pequenos, os principais sinais para desconfiar do transtorno são dificuldade de aprender e notas baixas na escola. Já nos adultos o prejuízo é o baixo rendimento profissional.

Tem cura?

O distúrbio não tem cura, mas o tratamento adequado faz com que as características do transtorno sejam amenizadas. A partir dele, a criança hiperativa tem regressão das características, que ficam pouquíssimo aparentes na vida adulta.

A psicoterapia, especialmente a cognitivo-comportamental, estimula o indivíduo a desenvolver habilidades e explorar sua criatividade e hiperatividade beneficamente.

O tratamento também visa corrigir hábitos de desatenção ou hiperatividade por meio da identificação e correção.

Remédios psicoestimulantes são os mais usados para DDA, pois potencializam a ação dos neurotransmissores, compensando as alterações presentes.

Viver com uma pessoa com TDAH é como caminhar num campo minado, você nunca sabe o que deve esperar.

No artigo “20 Things to Remember If You Love a Person with ADD”escrito por June Silny para o site Lifehack.org, a autora mostra 10 pontos para um entendimento mais completo TDAH:

  1. O cérebro do TDAH não para, sua mente é extremamente ativa. Não existem freios ou formas de trazê-lo para um descanso. É preciso aprender a organizar esta situação.

  2. Eles escutam o que você diz, mas muitas vezes não conseguem absorver o que está sendo passado.

  3. Eles têm muita dificuldade em manter a atenção e o foco em algo, por isso desenvolver e permanecer em uma atividade é extremamente complicado.

  4. Eles ficam facilmente ansiosos e são sensíveis a tudo que está acontecendo ao seu redor, barulhos, movimentos bruscos, etc.

  5. Se estão preocupados com algo ou chateados, os portadores do DDA não conseguem pensar em mais nada. Isso faz com que a concentração no trabalho, conversas e situações sociais torne-se uma tarefa quase impossível.

  6. Os portadores de TDAH possuem profunda dificuldade em controlar suas emoções e reações diante de um fato. Muitas vezes, respondem impulsivamente e depois acabam se arrependendo.

  7. Pessoa com TDAH são profundamente intuitivas e enxergam além das limitações da matéria. É justamente este traço da síndrome que transforma pessoas criativas e sensíveis em grandes gênios da humanidade.

  8. Eles pensam fora da caixinha. Os portadores de TDAH pensam de forma diferente da maioria das pessoas, possuem pensamentos abstratos e muitas vezes conseguem enxergar soluções inusitadas.

  9. Eles são impacientes, inquietos e ficam facilmente irritados. Sentem necessidade de estar em constante movimento, balançando as pernas, mexendo no cabelo, etc.

  10. Como em suas mentes e no coração tudo é ampliado, quando um TDAH realiza uma tarefa ou atividade que gosta, ele faz aquilo com alma e coração. Eles dão o seu melhor e mergulham de cabeça da situação.

Por Lisiane Duarte – Psicóloga e Diretora Técnica da Psicotér

 



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Vivendo o Estresse no Dia a Dia

 

O estresse no é uma resposta do organismo dos seres vivos às mudanças do ambiente. É um estado de alerta encontrado em animais, como quando um predador se aproxima, e em humanos, com a diferença que, para os segundos, ele pode surgir em momentos bons ou ruins, apesar de quase sempre relacionar-se aos segundos.

Preparar um casamento gera estresse, ter um filho gera estresse e, por mais que sejam coisas positivas, geram a mesma resposta de ansiedade, cansaço e preocupação que um evento como uma demissão ou um susto muito grande.

Estes tipos de estresses são normais e todos os indivíduos os experimentam em algum grau e em algum momento de suas vidas.O excesso de estresse, porém, pode fazer mal e levar os indivíduos a adoecerem. A carga de afazeres diários, o trabalho, a vida em família, a vida amorosa, os compromissos sociais e a exigência de estar sempre por dentro de tudo, com toda tecnologia ao seu dispor, têm tornado as pessoas cada vez mais estressadas. Todos estes estímulos, em separado, não necessariamente seriam geradores de estresse, mas eles não têm mais sido experimentados deste modo: vivem-se momentos em que é preciso responder por tudo ao mesmo tempo e de modo eficaz.

E a tecnologia pode ser um dos grandes vilões nesse quadro, pois, por um lado, ela permite acesso quase instantâneo ao que está acontecendo no mundo; por outro, porém, ela torna as pessoas cada vez mais dependentes dessas informações. Essa conjuntura faz as pessoas se sentirem pressionadas a responderem também de modo muito rápido, tendo que, muitas vezes, fazer diversas atividades ao mesmo tempo: dirige-se respondendo a mensagens; escuta-se áudio enquanto se cozinha; decide-se uma compra de dentro de casa, etc. Tudo acontece de modo muito mais rápido e é preciso responder na mesma velocidade. O tempo está cada vez mais exíguo.

E isso gera estresse. Os tempos modernos exigem dos seres humanos o estado de alerta a todo momento. Por isso, o que era originariamente uma resposta à mudança do ambiente, tornou-se um estilo de vida não saudável. O estresse gera problemas físicos como o entupimento de veias e dores de cabeça, e mentais, como o cansaço extremo (síndrome de Burnout), a depressão, as fobias, entre outras.

Muitas pessoas reclamam que não têm mais tempo para nada, que seus dias ao duram, que não conseguem mais relaxar devido ao excesso de compromissos e de estímulos. Dorme-se com o celular ao lado, acorda-se com o celular na mão, de olho no que está acontecendo.

Estar sempre conectado está cobrando seu preço das pessoas: o sono não é mais de tanta qualidade, pois o celular pode tocar a noite toda; as refeições são feitas com aparelhos nas mãos; o diálogo está sendo trocado por mensagens instantâneas; qualquer saída da linha pode ser descoberta nas redes sociais. Estar informado fez com que os indivíduos ficassem bitolados, dependentes desta informação.

E como driblar o estresse? Algumas dicas são importantes para desconectar-se um pouco e reconectar-se consigo mesmo:

  • levante mais cedo e se prepare para sua jornada mais tranquilamente;

  • organize o seu dia: dê prioridade àquilo que é mais urgente;

  • respire profundamente pelo nariz e solte o ar pela boca, lentamente;

  • quando possível, deixe os aparelhos eletrônicos de lado;

  • responda urgentemente somente aquilo que necessita urgência;

  • saia para seus compromissos com tempo;

  • evite levar trabalho para casa;

  • faça uma atividade física ou tenha um hobby;

  • reserve algum tempo para si: pode ser um banho mais demorado, uma refeição sem a televisão ou o telefone por perto, etc.;

  • tenha tempo para os seus: brincar com os filhos, sair com o(a) companheiro(a), etc.;

  • converse ao vivo, encontre-se com as pessoas que ama;

  • tenha em mente de que nem todo mundo é eficaz o tempo todo;

  • lembre-se sempre: estar sempre conectado cobra um preço alto das pessoas.

Estas são mudanças bem pequenas e que podem ser adaptadas ao dia a dia de cada um, tornando a vida menos corrida e estressante. Pode parecer difícil adaptar-se a uma vida mais leve e vivida de modo mais devagar, mas é só uma questão de se acostumar novamente a velocidades menores.

Talvez para algumas pessoas essa readaptação, essa mudança de estilo de vida seja difícil e necessitem de alguma ajuda. Se você tem dificuldades para desacelerar ou conhece alguém com esta dificuldade, a ajuda de um profissional pode se fazer necessária.

 

Por Anne Griza – Psicóloga da Psicotér


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O Ciclo do Pânico: o que acontece na crise?

 

Quem nunca ouviu falar da Síndrome do Pânico? Não é a toa que esse transtorno de ansiedade já é conhecido como o Mal do Século, pois atinge milhares de pessoas, cerca de 10% da população, no mundo todo, de todas as idades, embora a fase de maior prevalência ainda seja em adultos jovens e a incidência ser quatro vezes maior em mulheres do que em homens.

 

A crise de Pânico é caracterizada por um medo intenso, desespero, sensação de perigo iminente sem um motivo lógico e aparente. O que ocorre é que diante da sensação de que algo ruim vai acontecer, o cérebro recebe a informação de ameaça e aciona automaticamente um mecanismo de defesa chamado de luta e fuga capaz de sobreviver frente ao perigo. Nesse momento, o corpo responde como se estivesse em ameaça, liberando adrenalina no corpo, o que causa diversas alterações corporais, tais como: mal estar, alteração no ritmo do coração, suor, tremor, dormência ou formigamento nas mãos, pés e rosto, dificuldade para respirar, falta de ar, sensação da garganta fechando, boca seca, dificuldade para engolir, calafrios ou calorões, náusea, dor de barriga, dor no peito, dor de cabeça, tontura, problemas de visão e até desmaio.

 

Essas reações podem estar no ciclo de um ataque de Pânico, não estando necessariamente todas essas presentes.  O ápice da crise não costuma durar mais que quinze minutos, embora a presença dos sintomas podem persistir por horas. A presença, a intensidade e o tempo de duração dos sintomas variam conforme a gravidade de cada caso.

 

Após o primeiro ataque de Pânico, a pessoa fica preocupada em ter novamente outra crise a qualquer momento, desenvolvendo uma ansiedade antecipatória, ou seja, o medo de sentir medo. Podem acompanhar a crise o medo de ficar louco, o medo de perder o controle sobre o próprio organismo, o medo de passar mal e até mesmo o medo de morrer. Essas sensações de medo intenso levam a evitação de determinadas situações, locais e pessoas como se estes estivessem associados aos motivos que desencadeiam o ataque de Pânico, constituindo assim a Fobia. É impressionante como o relato de uma única crise já causa alterações de comportamentos numa pessoa capaz de modificar uma vida, prejudicando de forma significativa suas funções diárias, podendo levar a outros quadros como alcoolismo, uso de drogas e depressão se não for devidamente tratado.

 

Um conjunto de fatores está associado para desencadear um ciclo de Pânico. Geralmente aspectos genéticos estão envolvidos, bem como o temperamento da pessoa, a vivência de sobrecarga, o excesso de pressão emocional, a estrutura para lidar com cobranças, que levam ao estresse, motivo pelo qual o início da idade adulta é o período do desenvolvimento humano de maior pressão, considerando o aumento das responsabilidades na vida profissional, familiar e social do indivíduo. O ataque também pode vir como uma resposta a uma situação de stress pós traumático, após um acidente, perda ou luto ou em situações com histórico de traumas, maus tratos e abuso sexual.

 

Pensamentos negativos, catastróficos, distorcidos e irreais geralmente estão associados ao quadro, causando descarga de adrenalina e diversas reações fisiológicas no corpo. Essas reações físicas são sentidas pelo organismo e reforçam os pensamentos automáticos. Quem sente alteração no coração, por exemplo, acredita que está tendo um ataque cardíaco e que vai morrer, mantendo assim o ciclo de Pânico. É um equívoco a pessoa acreditar que pode evitar ou prever a próxima crise, pois são reações corporais normais emitidas diante da sensação de medo, o que deve ser tratado nesse caso são as distorções cognitivas e o enfrentamento diante de um possível ataque.

 

A pessoa não morre dos ataques de pânico, não há relato de um organismo ser afetado diante de tais alterações físicas causadas pela crise, o que se vê é a morte da qualidade de vida desse ser humano que se tornou um refém dos próprios medos, limitando sua vida pessoal, familiar, profissional e social.  É enlouquecedor conviver com pensamentos ruins, sejam eles quais forem, principalmente se levar a exaustão. A crise de Pânico geralmente vem a mostrar ao indivíduo o quanto ele precisa de ajuda e vem negligenciando as suas necessidades emocionais.

 

Por Márcia Moraes – Psicóloga da Psicotér

 


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Somatização: Quando a doença vem da emoção!

2Basta passar por uma situação muito difícil, estressante ou problemática que o corpo fica diferente: a cabeça dói, o resfriado aparece, a digestão se complica, a respiração fica difícil ou a pele se enche de alergias. O fato não é uma simples coincidência, mas um processo chamado pela medicina de somatização, ou seja, a transferência para o corpo do que deveria ser vivido e suportado apenas na mente.

Segundo os profissionais que trabalham com a medicina psicossomática, todas as pessoas acabam provocando mudanças no corpo ao enfrentar determinadas situações emocionais, principalmente as que produzem estresse e ansiedade. O que muda é a intensidade e a frequência com que isso acontece – de eventos ocasionais a transtornos repetitivos, que acabam se tornando crônicos.

Desse modo, cada vez que uma pessoa não consegue suportar no plano psíquico uma situação, ela acaba produzindo ou agravando sintomas e doenças que se manifestam no corpo. Palpitações, gastrite e dores de cabeça estão entre os sintomas mais comuns, mas a somatização pode deixar o organismo com menos defesas para doenças sérias, como câncer, além de prejudicar a recuperação de uma cirurgia, por exemplo. O estresse e a ansiedade são os principais fatores que acabam por influenciar no aparecimento, na manutenção ou repetição de uma doença física, porque eles alteram o funcionamento de vários sistemas do nosso organismo.

No entanto, é possível controlar e até mesmo evitar que isso aconteça. Mas a receita, que não é fácil e muito menos rápida, inclui o autoconhecimento, a descoberta de válvulas de escape e uma mudança na maneira de encarar os problemas e reagir a eles, de preferência com acompanhamento de um psicoterapeuta.

Apesar de mudar de pessoa para pessoa, a somatização é explicada cientificamente. Raiva, paixão, tristeza, medo e uma série de emoções causam alterações no organismo, liberando ou inibindo a produção de substâncias, como adrenalina, cortisol e serotonina. Quando a pessoa fica durante muito tempo submetida a uma situação diferente, ela desencadeia mudanças no sistema nervoso autônomo, responsável pelos batimentos cardíacos, pela temperatura corporal, pela digestão, pela respiração e pela sexualidade. Além disso, provoca mudanças no sistema endocrinológico, que produz uma série de hormônios, e no sistema imunológico, responsável pela defesa do organismo.Desse modo, a bagunça no corpo começa e os sintomas aparecerem – o local escolhido depende da herança genética e racial de cada pessoa.

O indivíduo tende a somatizar nas áreas do corpo que já estão mais fragilizadas ou já tiveram um problema no passado. Depende das reações e da composição física de cada pessoa. Mesmo assim, os médicos afirmam que existe um perfil geral do somatizador: pessoas extremamente ligadas ao mundo real, que dão pouco espaço para elaborações psíquicas e em cuja vida não há muito espaço para fantasias e imaginação. Sendo assim, acabam tendo pouco contato e tempo para suas questões psicológicas. Como não conseguem eliminar as tensões de uma forma natural, aparecem essas válvulas artificiais e as pessoas desenvolvem doenças físicas que têm certamente origem emocional. A gastrite, por exemplo, pode ser uma patologia do aparelho digestivo que se desenvolve à medida que aumentam o estresse e o desgaste do paciente.

Em algumas pessoas, o problema se acentua e aparece de uma outra maneira. Ou seja, a pessoa sente sintomas de várias doenças, é examinada pelos médicos, faz exames, mas não encontra nada no corpo que explique o que sente. Nesse caso, não há doença física com o problema emocional. É o transtorno de somatização, estudado pela psiquiatria. O paciente sente sintomas no corpo sem que haja uma causa física que explique aquilo. E ele sofre porque não encontra uma causa. Geralmente, são pessoas que recusam fazer um acompanhamento psicológico.

A mudança acontece quando você consegue conhecer a sua capacidade, incapacidade, bondade e maldade, porque você pode discernir o que sente, o que é seu e o que está absorvendo do ambiente em que está.

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As Emoções

As Emoções

As emoções tem sido um tema de muitas pesquisas ao longo dos últimos anos, e o seu estudo vem se tornando importante devido à necessidade cada vez maior de compreender e controlar as atuais patologias associadas ao aspecto emocional. Por ser um tema presente e marcante na vida humana, esse assunto sofreu um grande avanço nos últimos anos e seu estudo constitui um domínio particularmente interessante nas áreas Sociais e Humanas. A psicologia diz que o ser humano traz ao nascer algumas emoções básicas como o medo, a tristeza, a raiva e a alegria. Todas elas têm uma função importante em nossas vidas, principalmente no que diz respeito à sobrevivência da espécie. O estudo das emoções tem sido um assunto apaixonante e envolvente, apresenta diversas reflexões, que apontam a emoção numa interação relacional humana, ou seja, das emoções como processo adaptativo da pessoa ao ambiente, bem como um processo adaptativo do homem aos contextos dinâmicos sociais. As emoções foram ignoradas por muito tempo até mesmo por filósofos e pesquisadores das ciências em detrimento da razão ou do pensamento lógico. Elas eram consideradas processos menos importantes, primitivos e até mesmo indicadores patológicos.

A emoção é uma experiência subjetiva que envolve a pessoa toda, a mente e o corpo. É uma reação complexa desencadeada por um estímulo ou pensamento e envolve reações orgânicas e sensações pessoais. É uma resposta que envolve diferentes componentes, nomeadamente uma reação observável, uma excitação fisiológica, uma interpretação cognitiva e uma experiência subjetiva (Pinto 2011).

As emoções são a forma que a natureza encontrou para proporcionar aos organismos comportamentos rápidos e eficazes orientados para a sua sobrevivência.

De acordo com Newen, as emoções cumprem funções de grande importância. Podemos citar quatro delas: Prepara-nos e motiva-nos para ações; possibilita avaliarmos os estímulos do ambiente de maneira extremamente rápida, ajuda no controle das relações sociais; são formas de expressão típicas que indicam aos outros as próprias intenções (quando alguém sorri para nós, automaticamente supomos que tem uma postura amigável).

As teorias cognitivistas afirmam que os processos cognitivos, como as percepções, recordações e aprendizagens, são fundamentais para se perceberem as emoções. Uma situação provoca uma reação fisiológica e procuramos identificar a razão (compreender) dessa excitação fisiológica de modo a nomear a emoção que lhe corresponde.

A maioria dos psicólogos acredita hoje que a nossa cognição constituem um ingrediente essencial da emoção. Um desses teóricos é Stanley Schachter, que propôs uma teoria dos dois fatores, em que as emoções possuem dois ingredientes: excitação física e um rótulo cognitivo. Schachter presumiu que nossa experiência da emoção cresce a partir de nossa consciência da excitação do corpo.

O estudo das emoções é muito importante com relação a nossa sobrevivência enquanto seres Humanos. Se não mantivermos nossas emoções bem estruturadas, nossas chances de sobrevivência ficam bem reduzidas. Somos seres com uma biologia elaborada e de emoções bem refinadas como altruísmo, solidariedade, compaixão. Mas é imprescindível que essas atividades emocionais sejam harmonizadas e equilibradas com o uso da racionalidade e do pensamento analítico e investigativo. Cultivando a tolerância e respeitando as diferenças individuais, a fim de termos um convívio pacífico, teremos todas as chances possíveis para sobreviver em épocas tão difíceis quanto as que nos aguardam no futuro.

Escrito por Rosimeri Bruno Lopes