Fadiga crônica: por que você se sente cansado mesmo dormindo o suficiente?

 

Nos dias atuais, é comum escutarmos alguém reclamando de cansaço. A correria do cotidiano é grande e estressante. São muitas atividades diferentes para dar conta: cuidar dos filhos, trabalhar, estudar, preparar uma refeição, cuidar da casa, fazer os temas de casa com os filhos e assim por diante. Não raro, nos sentimos demasiadamente cansados e com vontade de não fazer “nada”. Até aí tudo dentro do esperado.

Porém, existe outro cansaço difícil de explicar pelo excesso de atividades do dia a dia. Por mais que a pessoa durma, parece que nunca está descansada o suficiente. A sensação de cansaço pode ser tão grande, que a pessoa mal consegue executar as tarefas que se disponibilizou a fazer durante o dia. Este tipo de cansaço recorrente é o que denominamos fadiga crônica.

A fadiga crônica atinge milhões de pessoas e se caracteriza pelo cansaço extremo que, conforme o dia vai passando, só vai piorando, não importa se você está trabalhando sentado ou fazendo alguma atividade física. Mesmo que a pessoa descanse após a atividade, o cansaço não melhora.

A real causa da fadiga crônica ainda não foi definida. No entanto, sabe-se que fatores de risco para desenvolvê-la são: idade (mais comum em pessoas com idades entre 40 e 50 anos), sexo feminino e estresse (nas relações de trabalho, íntimas e familiares).

Além do cansaço excessivo, outros sintomas da fadiga crônica são:

😴 Falta de motivação;

😴 Dor de cabeça constante;

😴 Dor muscular sem justificativa;

😴 Esquecimentos e falta de concentração;

😴 Sono excessivo ou insônia;

😴Dores nas articulações;

😴 Irritabilidade;

😴 Febre;

😴 Garganta inflamada;

😴 Suor noturno;

😴 Confusão mental;

😴 Alterações de humor;

😴 Problemas digestivos;

😴 Sintomas depressivos e de ansiedade;

😴 Pensamentos suicidas;

😴 Aumento dos gânglios linfáticos no pescoço e axilas.

Juntamente com esse conjunto de sintomas que afetam a pessoa física e psicologicamente, prejuízos nas relações comprometem ainda mais a qualidade de vida. Muitas vezes, pessoas que presenciam essa condição não entendem o que está acontecendo com o amigo, familiar ou colega de trabalho. Como consequência, a pessoa acaba se isolando das suas relações por medo do julgamento, o que acaba contribuindo para a piora dos sintomas.

Se você tem alguns desses sintomas por menos seis meses, pode ser que esteja com fadiga crônica e precisa de tratamento. A melhora pode ser alcançada com o uso de medicação em concomitância com acompanhamento psicológico. As medicações geralmente utilizadas são antidepressivos, ansiolíticos e analgésicos. A psicoterapia irá auxiliar na estruturação de respostas emocionais em busca de uma melhor qualidade de vida, melhorando a autoestima, as relações com amigos, familiares e no trabalho. Também, a mudança de hábitos alimentares e exercícios físicos regulares são imprescindíveis para a melhora da fadiga crônica.

Por Roberta Gomes – Psicóloga da Psicotér

 


A fadiga crônica pode interferir em muitos momentos de sua vida e atrapalhar a sua trajetória. Não se permita deixar de aproveitar momentos da vida por causa deste transtorno, entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita para psicoterapia, com um Psicólogo ou Psicóloga em Porto Alegre. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.

 

Piromania: O que há por trás do fascínio pelo fogo?

 

Quem provoca incêndios de forma intencional e sente excitação com o fato encaixa-se no perfil de um pirômano. Mas de onde vem esse transtorno? Seria simplesmente um problema de conduta?

A piromania é definida como um desejo mórbido e incontrolável de atear fogo às coisas. Esse comportamento geralmente é repetitivo e de forma proposital e intencional. É um transtorno pouco conhecido e até mesmo há quem questione se de fato é um transtorno mental. O transtorno também é conhecido popularmente como “Síndrome de Jomeri”, que foi um antigo psicólogo que estudou mais sobre o problema e deu origem a todos os recentes estudos e tratamentos.

Para se realizar esse diagnóstico é necessário que outros como esquizofrenia, mania bipolar, personalidade anti-social sejam excluídos. O número de atos incendiários não é importante, basta um para se fazer o diagnóstico, desde que preencha alguns critérios.

Assim como na cleptomania e na tricotilomania, o indivíduo com piromania experimenta uma forte excitação nos momentos que antecedem o ato de incendiar um objeto, demonstra uma fascinação pelo fogo, curiosidade e atração pelas circunstâncias relacionadas ao fogo. Para realizar esse diagnóstico deve ser descartado outros motivos de incêndio como motivações monetárias, político-ideológicas, expressão de raiva. Ao contrário a motivação deve ser prazer e busca de gratificação.

O curso dessa patologia provavelmente é crônico-episódico, ou seja, o ato de incendiar não tem uma frequência determinada como com a tricotilomania ou o jogo patológico, o indivíduo pode passar longos períodos sem atear fogo, mas predisposição estará sempre presente e eventualmente  incontrolável. As pessoas com piromania geralmente são encontradas primeiro pelos bombeiros e autoridades oficiais, pois dificilmente procuram atendimento médico.

É comum observar nesse transtorno que a crítica é preservada; o pirômano realiza uma preparação antecipada ao incêndio, porém, notam-se também aspectos apáticos e sádicos. A pessoa se demonstra indiferente às consequências que um incêndio pode ocasionar, sejam prejuízos à vida de outras pessoas ou patrimoniais. O pirômano pode demonstrar sentir satisfação com a destruição patrimonial resultante.

Para o tratamento desse transtorno, os acompanhamentos psiquiátrico e psicológico são absolutamente necessários. O objetivo central é conseguir o controle do impulso destrutivo. O tratamento deve ser iniciado com a maior brevidade possível a partir do diagnóstico do transtorno. Deve levar em consideração os riscos que a pessoa pode oferecer não só a vida dela, como também à vida de terceiros.

 

Por Lívia Atkinson – Psicóloga da Psicotér

 

 


Conhece alguém que tem uma fascinação perigosa pelo fogo ou nota que você se coloca em situações de risco algumas vezes por gostar de brincar com fogo? Existe solução para isso, a piromania é algo muito perigoso e quanto mais cedo o tratamento for iniciado melhor é para o paciente, entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita para psicoterapia, com um Psicólogo ou Psicóloga em Porto Alegre. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.

 

Vício em Internet: Quando navegar se torna uma doença

 

Hoje em dia, poucas pessoas não se conectam diariamente à internet, seja para realizar alguma pesquisa, seja para relaxar e interagir nas redes sociais, seja para obter informações dos noticiários, jogar ou assistir a algum filme ou série. Não há mais como pensar no mundo sem os smartphones, tablets ou computadores. Tudo está lá, ao alcance de um clique.

O que se percebe, porém, é que muitas pessoas estão cada vez mais dependentes da internet, ou seja, não conseguem se desconectar, sofrem se ficarem impedidas de acessar este vasto mundo de facilidades e de diversão. Isto é o vício em internet e ele é considerado tão problemático quanto o vício em drogas ou em jogos de azar.

O uso problemático da internet é o uso excessivo e irracional desta ferramenta, que interfere na vida cotidiana. Apesar de não ser mencionado no DSM-V (Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais, de 2013), existe a ideia comum de psicólogos e de psiquiatras de que o vício em internet existe e é uma doença perigosa. Os profissionais da saúde mental lidam com o vício em internet a partir da ideia de como lidar com os outros vícios e o vincula ao vício em jogos, especificamente.

Em estudo realizado em 2014 pela agência A. T. Kearney, dos Estados Unidos, os resultados mostram que o Brasil é o país com maior número de viciados em internet: 51% dos entrevistados afirmaram permanecer online por mais de 12 horas por dia. Destes, 32% tinham entre 26 e 35 anos, enquanto 21% possuíam de 16 a 25 anos de idade. Os homens são a maioria: 53%, contra 47% de mulheres viciadas.

O vício em internet atinge principalmente os homens jovens e relaciona-se a jogos online, como uma maneira de escapar da realidade ou amenizar a ansiedade, como a maioria dos outros vícios. As mulheres, quando apresentam sintomas do vício, normalmente preocupam-se demais com as redes sociais e com os “likes” que podem receber em suas postagens.

A dependência da internet, assim como outros transtornos, pode afetar qualquer pessoa, mas aqueles indivíduos mais introvertidos, com baixa autoestima e que têm dificuldades em manter relações pessoais são as que possuem maior tendência ao transtorno. Os dependentes da internet, ainda, são afetados por problemas familiares ou pessoais como bullying, exclusão social, frustrações profissionais, conturbações no casamento e até dificuldades financeiras. Tendo isso em mente, o acesso frenético à internet pode ser entendido como uma válvula de escape desse indivíduo – um local confortável que acaba tomando o lugar do mundo real.

Ainda que o vício em internet não tenha seus critérios definidos nos manuais diagnósticos, os psicólogos e psiquiatras observam alguns comportamentos como a tolerância, que é a capacidade do indivíduo em se manter conectado o tempo todo para satisfazer ou diminuir sua ansiedade; a abstinência, que são os sintomas que surgem quando o indivíduo fica sem acesso à internet; e o uso da internet, mesmo quando isso causa algum problema físico, pessoal, psicológico ou social ao indivíduo, como dor nos olhos, nas costas, afastamento social ou familiar, dificuldades em realizar tarefas no trabalho ou escola, dentre outros. A irritabilidade e a depressão também são sintomas comuns dos indivíduos viciados em internet.

Hoje em dia o mundo está cada vez mais conectado, e ninguém pode negar que é muito difícil se manter longe de computadores, tablets ou smartphones. Porém, os profissionais de psicologia alertam para algumas práticas e que precisam ser seguidas por qualquer pessoa para evitar o vício:

1) autocontrole dos horários de acesso à internet e uso do tablet ou smartphone;

2) análise de seu uso das mídias, internet, jogos, bate-papos – tempo e necessidade de estar conectado: algum compromisso já foi adiado ou não cumprido por causa da internet? Você se afastou das pessoas por estar muito conectado? A vida real deixou de ser interessante? Há alguma consequência negativa pelo uso da internet? Existe sofrimento ao não poder estar conectado?

Além do vício em internet propriamente dito, existem outras condições relacionadas ao uso exagerado desta ferramenta:

  • Síndrome do toque fantasma: quando o cérebro faz com que você pense que seu celular está vibrando ou tocando no seu bolso ou na sua bolsa;

  • Nomophobia: ansiedade que surge por não ter acesso a um dispositivo móvel ou computador. O termo Nomophobia é uma abreviatura de “no-mobile phobia” (medo de ficar sem telefone móvel);

  • Náusea digital: desorientação e vertigem que algumas pessoas sentem quando interagem em determinados ambientes digitais;

  • Depressão de Facebook: depressão causada por interações sociais ou a falta delas no Facebook.

  • Vício de jogos online: uma necessidade não saudável de acessar jogos online;

  • Hipocondria digital: tendência de acreditar que você tem doenças sobre as quais leu online;

  • Efeito Google: tendência do cérebro humano de reter menos informação porque ele sabe que as respostas estão ao alcance de alguns cliques.

É consenso entre psicólogos e psiquiatras que a forma mais eficaz de controlar o vício em internet é usando a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), forma de psicoterapia também utilizada em outras compulsões e transtornos variados. O uso de medicamentos também se faz necessário.

 

Por Anne Griza – Psicóloga da Psicotér

 

 

 



Se você percebe em si ou em alguém algum sintoma do vício em internet, entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita para psicoterapia, com um Psicólogo ou Psicóloga em Porto Alegre. Assim como outros vícios, este é tratável e curável. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.

 

Cura Gay: É possível curar alguém que não está doente?

 

EU NÃO POSSO CURAR UMA PESSOA QUE NÃO ESTÁ DOENTE – A CURA GAY E A PSICOLOGIA

 

Na última sexta-feira, 15 de setembro, um juiz da 14ª Vara do Distrito Federal, concedeu uma liminar que torna legalmente possível que psicólogos ofereçam terapias de reversão sexual, mais conhecidas com cura gay”. Esta decisão tornou-se uma polêmica que gerou discussões, piadas e memes em todo o país.

Esta liminar determina que o Conselho Federal de Psicologia (CFP), órgão que regulamenta a profissão de Psicólogo, reinterprete uma resolução estabelecida pela entidade em 1999, que proíbe aos profissionais da Psicologia que ofereçam terapias de reversão ou reorientação sexual. Segundo a liminar, o Conselho deve reinterpretar a resolução de modo a não impedir a reorientação sexual, o que a mantém viva, mas transformada em letra morta (sem validade).

A resolução do CFP nunca impediu que psicólogos discutam com seus pacientes questões sobre sua sexualidade, pelo contrário, essas questões são muito importantes na vida das pessoas e podem ser tratadas em psicoterapia. O que os profissionais não podem fazer é tentar reorientar homossexuais para diminuir o sofrimento causado pelo preconceito. O problema, como foi apontado pelo presidente do CFP, é da sociedade, não das pessoas: “o psicólogo precisa abordar essa orientação sexual de modo que um dia isso não seja mais um problema a ser tratado em um consultório de psicologia”.

Freud, o pai da psicanálise, já em 1935, em carta a uma mãe que pedia a cura de seu filho que apresentava comportamentos homossexuais, afirmou que não existe cura para o que não é doença: “a homossexualidade não pode ser considerada uma doença. Nós a consideramos como uma variante da função sexual”, escreveu Freud em um trecho de sua carta e acrescentou, ainda, que a psicologia poderia ajudar o filho a enfrentar os conflitos, inibições e medos relacionados à sua vida social e pessoal, que podem vir a surgir, proporcionando-lhe mais tranquilidade, paz psíquica e eficiência, mas não pode curá-lo. Por fim, o referido autor ainda afirmou que “é uma grande injustiça e crueldade perseguir a homossexualidade como se fosse um crime”.

Esta mesma postura é defendida pela Associação Americana de Psiquiatria (APA) desde o ano de 1973, quando retirou o Transtorno de Identidade de Gênero da lista de doenças, e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 1990. No Brasil, o Conselho Federal de Psicologia proibiu qualquer prática de reversão desde 1999 e trocou o sufixo “ismo” por “dade”, pois o primeiro relaciona-se a quadros de doenças, o que a homossexualidade não é.

Essa mudança ocorre desde o início da Psicanálise e está também relacionada às mudanças na sociedade. Freud e outros pesquisadores mostraram que existiam homossexuais mesmo entre os gregos e os índios e isso era bem aceito. Algumas tribos norte-americanas, inclusive, consideram os homossexuais seres dotados de luz, pois possuem uma alma feminina e outra masculina, que se complementam.

Um estudo de Evelyn Hooker, psicóloga, feito em 1957 com 30 homossexuais e 30 heterossexuais, não encontrou nenhum distúrbio psicológico no grupo homossexual. Esta descoberta negou as crenças psiquiátricas que afirmavam que todos os homossexuais do sexo masculino sofriam de distúrbios psicológicos graves.

Além deste estudo, os relatórios da Associação Americana de Psiquiatria (APA), trazem o estudo de Simon LeVay, que encontrou uma das primeiras evidências biológicas de que os homossexuais já nascem homossexuais: há uma diferença no cérebro, na região do hipotálamo. Em outra pesquisa da APA, realizada com gêmeos, os resultados demonstram uma variação do comportamento de gênero incomum durante a infância, demonstrando, então, que a orientação sexual é em parte devida à genética. Outra evidência apontada pela APA é a de que pode haver a exposição do feto, durante a gravidez, a alguns hormônios que teriam papel importante na orientação sexual daquele indivíduo.

Deste modo, para a Associação Americana de Psiquiatria, as evidências científicas demonstram que há um forte componente biológico na orientação sexual. A mistura da genética, dos hormônios durante a gravidez e fatores ambientais é que contribuem para a orientação sexual de uma pessoa.

Não existem provas científicas de que qualquer orientação sexual seja uma escolha de livre arbítrio. A homossexualidade não é uma doença, é uma orientação sexual; assim como a heterossexualidade não é o estado de saúde plena.  Ela é uma orientação sexual tão saudável quanto a heterossexualidade ou a bissexualidade.

O que os homossexuais podem encontrar na psicoterapia é ajuda para tratar as consequências emocionais causadas por preconceitos e pressões sociais devido à sua sexualidade. O que os homossexuais buscam na psicoterapia é a auto compreensão, a autoestima, conhecer a si mesmos e lidar com o mundo ao seu redor, como também o fazem o heterossexual e o bissexual. O psicólogo pode reforçar a aceitação da condição do indivíduo, aliviando as dores causadas pelo peso dos preconceitos ou do ambiente em que vive.

A psicologia não pode intervir no que é íntimo de cada um, o que ela pode fazer é interpretar e ajudar o indivíduo a compreender o que representa sua queixa, que muitas vezes está relacionada a conflitos com família e sociedade, devido à sua orientação sexual. Trabalha-se para que a pessoa se aceite, aceite seu desejo; não existe cura para algo que não é doença. Os riscos associados a qualquer tratamento que proponha a “cura gay” podem incluir depressão, ansiedade, isolamento social, problemas de autoestima e suicídio.

 


Se você sofre devido à sua orientação sexual, se tem dificuldade em lidar com o preconceito, com a violência, com a intolerância, a ajuda de um profissional da psicologia pode ser positiva em sua aceitação, em sua orientação para uma vida saudável, como é direito de todos os indivíduos. Se você se sentir coagido em psicoterapia a mudar sua orientação sexual, procure outro profissional e reporte isso ao Conselho Regional de Psicologia de seu estado. Se você ainda não está com acompanhamento profissional e sente que isso lhe faria bem, entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita para psicoterapia, com um Psicólogo ou Psicóloga em Porto Alegre. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.

heart Amar não é doença, preconceito, sim! heart

 

 

Transtornos Alimentares: Causas, Sintomas e Tratamentos

 

Fazer algum tipo de dieta alimentar é algo comum. Há aqueles indivíduos que pretendem emagrecer, os que pensam em engordar e os que precisam cuidar a alimentação devido a algum problema de saúde ou mesmo para evitar problemas de saúde. Vive-se um retorno à alimentação saudável, aos exercícios, como forma de manter-se saudável. A maioria dos indivíduos já fez, está fazendo ou fará alguma dieta na vida. Até aí, tudo bem, pois todos podem buscar a saúde ou o corpo que mais agrada. Essa busca, porém, para outros indivíduos, pode tornar-se uma doença, como acontece nos transtornos alimentares.

Os transtornos alimentares são perturbações no comportamento alimentar, podendo levar ao emagrecimento extremo, à obesidade ou a outros problemas físicos. A anorexia nervosa e a bulimia nervosa são os transtornos da alimentação mais comuns, porém, não são os únicos.

Para alguns estudiosos, os transtornos alimentares podem estar relacionados a algumas culturas, como por exemplo, a anorexia e a bulimia, que são encontradas principalmente em mulheres ocidentais. Além desses aspectos, não se pode deixar de fora outros, como os biológicos, psicológicos e familiares.

Em termos psicológicos e familiares, a pressão por estar e manter-se magro aliada à baixa autoestima podem tornar os indivíduos mais propensos a desenvolverem algum quadro de transtorno alimentar. Em termos biológicos, pode-se dizer que a serotonina (neurotransmissor relacionado à sensação de prazer e de felicidade) pode afetar o apetite, o humor e o controle dos impulsos dos indivíduos.

Os transtornos da alimentação se evidenciam com frequência durante a adolescência ou na idade adulta jovem, embora alguns estudos indiquem que seu início pode ocorrer durante a infância ou mais tardiamente na idade adulta. As mulheres são as mais afetadas por esses transtornos, apesar do aumento dos casos de homens que apresentam algum transtorno alimentar. Os transtornos alimentares frequentemente ocorrem junto com outros transtornos psiquiátricos, como depressão, abuso de drogas e transtornos ansiosos. Reconhecer o transtorno alimentar como doença real é muito importante.

Os tipos mais comuns de transtornos alimentares são:

Anorexia nervosa: caracteriza-se pela recusa do indivíduo em alimentar-se para manter um peso mínimo esperado para a idade e a altura. Estes indivíduos também apresentam temor em engordar e percebem-se sempre mais pesados do que realmente estão. Na anorexia, a perda de peso pode iniciar através da diminuição da ingestão de alimentos, como em outras dietas, com o agravamento da necessidade de diminuir a alimentação para obter o peso e corpo desejados. O medo de engordar não é compensado pela intensa perda de peso, havendo um aumento dessa preocupação, à medida que o peso real diminui, ou seja, quanto mais magro o indivíduo está, mais ele sente necessidade de emagrecer, pois não percebe a diferença em seu peso e corpo.

Para o indivíduo com anorexia nervosa, sua autoestima está relacionada ao seu peso e corpo, por isso, a perda de peso é uma conquista e uma prova de disciplina; ao mesmo tempo, ganhar peso é considerado um fracasso.

Apesar de alguns indivíduos reconhecerem que estão magros, eles desconsideram as implicações que esse estado pode levar à saúde. A amenorréia (ausência de pelo menos três ciclos menstruais) é um importante indicador fisiológico da anorexia nervosa e pode retardar a primeira menstruação em meninas no início da adolescência. Além disso, outros problemas decorrentes da anorexia podem até levar os indivíduos à morte, como, por exemplo, infecções, alterações no metabolismo, desequilíbrio eletrolítico e até o suicídio.

Bulimia nervosa: é caracterizada por compulsões alimentares periódicas, ou seja, a ingestão de uma grande quantidade de alimentos em um curto espaço de tempo, às quais se seguem métodos de compensação inadequados, como a indução do vômito, o uso de laxantes e diuréticos e a prática excessiva de exercícios. Assim como na anorexia nervosa, existe o medo de ganhar peso e a autoavaliação do indivíduo está baseada no corpo.

Para que se estabeleça o diagnóstico de bulimia nervosa é necessário que os comportamentos citados acima estejam presentes por pelo menos duas vezes por semana, por um período mínimo de três meses. Os alimentos normalmente ingeridos durante a compulsão alimentar são aqueles altamente calóricos, como os doces, pães e gorduras.

Assim como na anorexia, os indivíduos com bulimia nervosa escondem seu comportamento da família e dos amigos. Por não haver perda de peso significativa, muitas pessoas próximas não percebem o problema do indivíduo. Muitas vezes, ainda, estas pessoas comem escondidas e realizam seus atos de modo bem discreto. Não é incomum encontrar uma grande quantidade de alimentos escondidos nos quartos e casas de pessoas com bulimia.

Entre os problemas fisiológicos consequentes da bulimia nervosa estão o desequilíbrio eletrolítico, a perda de potássio, a inflamação do esôfago e danos no esmalte dos dentes (estes dois últimos devido à acidez estomacal decorrente dos episódios de indução ao vômito).

Transtorno do comer compulsivo: este transtorno é caracterizado por episódios de compulsão alimentar, que são diferentes da bulimia nervosa por não serem seguidos de métodos purgativos para eliminar os alimentos ingeridos, nem a preocupação irracional com o peso e a forma corporal. As pessoas com o transtorno do comer compulsivo perdem o controle durante os frequentes ataques e só conseguem parar de comer quando se sentem fisicamente desconfortáveis. A maioria é obesa e uma parcela significativa das pessoas que fazem controle alimentar e de peso com acompanhamento médico sofrem deste transtorno.

Para o estabelecimento do diagnóstico do comer compulsivo, os ataques de comer compulsivamente devem ocorrer pelo menos duas vezes por semana, por um período mínimo de seis meses, e obedecer aos seguintes critérios:

1) Episódios recorrentes de alimentação compulsiva, caracterizados pela ingestão de uma quantidade excessiva de alimentos num determinado período e por uma sensação de falta de controle sobre a ingestão desses alimentos durante o episódio;

2) Durante a ocorrência dos episódios, devem estar presentes no mínimo três dos indicadores abaixo:

  • Comer muito mais rápido que o normal;
  • Comer até sentir-se desconfortável fisicamente;
  • Ingerir grandes quantidades de comida, mesmo estando sem fome;
  • Comer sozinho por sentir-se envergonhado da quantidade de comida ingerida;
  • Sentir-se culpado e/ou deprimido após o episódio.
  • Angústia acentuada devido ao comportamento de alimentar-se excessivamente. Os sentimentos de nojo e vergonha de si mesmo podem levar a novos episódios compulsivos, criando um círculo vicioso de farras alimentares.

Além destes, existem outros transtornos alimentares menos comuns, mais ainda assim perigosos para a saúde física e mental e que merecem atenção:

Síndrome de PICA: caracteriza-se pelo impulso de se alimentar de coisas não nutritivas ou que não são socialmente aceitas em sua cultura, como sabonete, tijolo, argila, cascas de pintura, gesso, giz, cinzas de cigarro, etc. Este transtorno pode causar déficits vitamínicos, além de poder causar uma intoxicação ou haver necessidade de cirurgia para limpar os órgãos internos. As pessoas com maior propensão a desenvolver o transtorno de pica são mulheres com tendência histérica, grávidas, pessoas de certos grupos étnicos nos quais estes comportamentos são considerados normais, e indivíduos que passaram por sérias restrições no comportamento alimentar. 

Transtorno de ruminação: caracteriza-se pela remastigação ou regurgitação do alimento de forma repetida. Esta condição é psicológica quando não pode ser explicada por nenhuma condição médica. As consequências podem ser: desidratação, desnutrição, perda excessiva de peso e, em casos graves, morte.

Vigorexia: caracterizada pela insatisfação constante com a forma, força e vigor do corpo, levando a prática exaustiva de exercícios físicos, dietas radicais e uso abusivo de esteroides anabolizantes, óleos e outras drogas. Mostra-se um transtorno grave que pede atenção, pois pode ter sérias consequências à saúde. 

Ortorexia nervosa: caracteriza-se pela fixação por saúde alimentar, qualidade dos alimentos ingeridos e pureza da dieta. Na ortorexia nervosa, o indivíduo consome exclusivamente alimentos que venham de agricultura ecológica, livre de qualquer alteração, como componentes transgênicos, artificiais, pesticidas, herbicidas, corantes, açúcar, sal e etc. Muitas vezes, até a forma de preparar os alimentos e as ferramentas utilizadas são alvos de excessiva preocupação. É perigoso, pois pode levar o indivíduo a grandes jejuns quando fora de casa e um sério isolamento social devido a práticas muito rigorosas.

Transtorno alimentar noturno: caracteriza-se pelo comportamento alimentar excessivo durante a noite, mesmo em estado de sonambulismo. Costumam ser indivíduos que fazem algum tipo de regime alimentar em sua rotina. Além dos prejuízos alimentares, há também a preocupação com o estado psicológico do paciente, que começa a sentir que perdeu o controle de si mesmo.

Os transtornos da alimentação podem ser tratados e o peso saudável restaurado.  Quanto mais cedo esses transtornos forem diagnosticados e tratados, melhor será a evolução final. O tratamento dos transtornos alimentares busca, então, restaurar o comportamento alimentar adequado e restabelecer o peso considerado normal para a idade e a altura do indivíduo. O objetivo do tratamento é tirar o indivíduo do desequilíbrio clínico que a gravidade dos sintomas pode gerar. Devido à sua complexidade, os transtornos da alimentação requerem um plano de tratamento abrangente, envolvendo cuidados e monitoramento por médicos, intervenções psicossociais, acompanhamento psicoterapêutico, aconselhamento nutricional e, quando apropriado, tratamento medicamentoso.

Em relação ao restabelecimento da saúde mental, o psicólogo e o psiquiatra são os profissionais melhor preparados para realizar a avaliação e traçar estratégias para o tratamento do transtorno. O trabalho do psicólogo tem o objetivo de tratar as relações do indivíduo, quer seja com sua família, com a sociedade e, principalmente, consigo mesmo. O processo psicoterápico auxilia na recuperação da autoestima, oferecendo um caminho de descoberta das causas dos sintomas, possibilitando o lançamento de estratégias e habilidades para melhor lidar com os desequilíbrios emocionais. No caso dos transtornos alimentares, o psiquiatra poderá medicar o paciente de acordo com patologia original e as comorbidades mentais, a fim de resgatar o equilíbrio do humor.

Transtornos alimentares são doenças sérias e, como visto, passíveis de tratamento através da psicoterapia. Se você se identificou com alguns destes transtornos ou conhece alguém que esteja sofrendo de algum destes transtornos, procure a ajuda de um profissional da psicologia. Ele irá tratar e a diminuir os sintomas psicológicos decorrentes destes transtornos. 

Por Anne Griza – Psicóloga da Psicotér

 

 

Pessoas sádicas: Como identificar estas personalidades?

Se você conhece alguma pessoa que sente prazer, satisfação quando escuta tragédias, dificuldades, desgraças, gosta muito de histórias de violência, crimes, gosta de machucar os outros, vê-los sofrendo ou sente prazer em magoar, fazer o outro sofrer, você conhece uma pessoa sádica.

Pessoas sádicas não são necessariamente serial killers ou pervertidos sexuais. Personalidades que apresentam algum grau de sadismo estão por toda a parte e esta característica é mais comum do que você pensa.

O sadismo sexual é a forma mais conhecida por nós. Caracteriza-se por utilizar a agressividade, infringir dor ou humilhação no intuito de obter prazer sexual. Alguns parceiros utilizam estes meios para apimentar a relação e aumentar o nível de excitação.

Porém, a característica sádica vai além do âmbito sexual. Ela está ligada a obtenção de prazer emocional ao observar o sofrimento alheio, controlar e possuir poder sobre os outros, o que inclui diversas formas de prática de sadismo como maus tratos a animais, violência doméstica, bullying, abuso militar e policial e a “trollagem”.

Pessoas sádicas que praticam maus tratos a animais apresentam duas formas de fazê-lo. Alguns praticam a crueldade ativa, onde há intenção deliberada de machucar um animal causando-lhe dor e sofrimento, por exemplo, achar graça em colocar sal na lesma, caçar passarinhos por esporte, chutar um cachorro; outros praticam a crueldade passiva, realizando uma negligência intencional, criando sofrimento prolongado como, por exemplo, deixar de alimentar um animal.

Outra forma de praticar o sadismo, a violência doméstica pode ser realizada de forma explícita ou velada, praticada dentro de casa, em ambiente familiar e inclui diversas práticas como abuso sexual, maus tratos e agressão física.

O bullying, prática muito conhecida por nós atualmente, também é uma forma de sadismo. A pessoa que pratica agride intencionalmente, verbal ou fisicamente, outra pessoa ou grupo de pessoas, de modo repetitivo e sistemático. Ela ameaça, oprime, intimida, humilha, maltrata e sente prazer em fazer isso.

Pessoas sádicas podem ter cargos de autoridade e utilizam desse benefício para praticá-lo, com condutas abusivas de poder, uso injusto ou impróprio da autoridade em relação a algo ou alguém, como por exemplo, abuso policial, utilizar um cargo de autoridade para humilhar, agredir as pessoas.

Por fim, a “trollagem” também é uma prática realizada por pessoas sádicas. Consiste em sacanear pessoas que estão em uma conversa na internet com argumentos sem sentido, apenas pelo prazer de zoar, chatear, humilhar as pessoas e perturbar a conversa.

Estas práticas de sadismo auxiliam na identificação deste tipo de personalidade, mas, muitas vezes, a manifestação sádica se esconde atrás de sutilezas no dia a dia. Frases como “ela precisa sofrer para aprender a viver”, “ele precisa entender que só conquistamos as coisas na vida depois de muito sofrimento”, “ele perdeu aquele jogo, bem feito”, “ele tem que pagar pelo que ele fez, deixa sofrer”, indicam pensamentos sádicos em relação aos outros.

Pessoas que possuem o componente de sadismo em sua personalidade são de difícil convivência, porque geralmente não se arrependem ou sentem culpa ao causar sofrimento a alguém. São frias, críticas e apresentam comportamento pejorativo contra as pessoas. Portanto, o sadismo é mais comum do que pensamos e se manifesta em diversas formas no dia a dia.

 

Por Roberta Gomes – Psicóloga da Psicotér


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Não é normal querer chorar do nada!

As emoções não são iguais, umas são ruins, outras boas. A tristeza está caracterizada como uma emoção negativa em nossa sociedade e um dos sinais de tristeza melhor identificados por nós é quando choramos. Porém, nem sempre o choro é acompanhado de uma emoção ruim. Muitas vezes as pessoas choram de alegria. O casamento de uma filha, o nascimento do sobrinho, do neto, uma apresentação da filha na escola podem nos despertar muita alegria e podemos chorar por isso.

Algumas pessoas têm maior sensibilidade para algumas emoções e muitas delas choram por qualquer coisa. Uma expressão muito conhecida e que a pessoa se caracteriza é “sou uma manteiga derretida, choro por qualquer coisa”. Tem pessoas que tendem a chorar com mais facilidade e isso não é um defeito, ela só é mais sensível naturalmente para lidar com algumas emoções que a situação desperta.

A pessoa pode chorar quando assiste uma cena romântica na novela, assistindo um filme, quando alguém lhe conta uma história triste. No entanto, choro repentino, acompanhado de tristeza e constrangimento em pessoas que nunca foram “manteiga derretida” pode ser sinal de que a pessoa não está bem e que ela pode estar apresentando sintomas de depressão.

Uma pessoa pode estar deprimida sem se dar conta. Ela presta atenção no seu choro frequente porque nunca foi assim e porque se sente constrangida frente às pessoas, mas não entende o que está acontecendo, o porquê de estar assim ultimamente. Os mais próximos começam a notar que a pessoa está mais sensível e um pequeno motivo à leva a emoções mais extremas que despertam o choro. Com o tempo, o choro começa o ocorrer em diversos ambientes, incluindo trabalho, sala de aula, shopping, restaurante, o que a leva ao isolamento por não querer se sentir exposta na frente dos outros.

O choro à toa é um sinal de que a pessoa pode estar com depressão, mas somente chorar não significa que a pessoa tem o transtorno.  

Para o diagnóstico de depressão, precisamos considerar outros sintomas associados ao choro repentino como:

  • Não sorrir
  • Não achar graça em nada
  • Vontade de não sair de casa e não se cuidar
  • Pessimismo
  • Irritação
  • Muito sono ou insônia
  • Perda ou aumento do apetite
  • Falta de concentração
  • Baixo rendimento no trabalho ou estudo
  • Cansaço

Portanto, a pessoa que nunca foi de chorar à toa provavelmente está apresentando outros sintomas que podem estar sinalizando que está com depressão e não está se dando conta.

Outro transtorno que pode apresentar choro à toa é o transtorno de humor bipolar. A pessoa pode estar super feliz e de repente, começar a chorar do nada. Isso ocorre pela característica do transtorno, que faz com que a pessoa tenha mudanças  de humor repentinamente (uma hora está feliz e uma hora está triste).  

Para o diagnóstico do transtorno de humor bipolar, além do choro repentino, precisamos prestar atenção se há mudanças de humor repentinas, que podem ocorrer em diversos graus de intensidade.

Outros sintomas que podem ocorrer são

  • Irritação
  • Pensamento e fala acelerados
  • Dificuldade para concluir tarefas
  • Desmotivação
  • Muito sono ou insônia
  • Perda ou aumento do apetite
  • Desinteresse por coisas que achava prazerosas
  • Compulsões (compras exageradas)

Tanto a depressão quanto o transtorno de humor bipolar, o choro repentino acompanhado de tristeza ocorre porque temos uma baixa na produção de algumas substâncias que temos no cérebro, que são responsáveis pelo nossa sensação de bem-estar.

Portanto, se você está parado e começa a chorar do nada, preste atenção a mais alguns sinais e, se você chegar a conclusão que tem mais sintomas associados ao choro, procure ajuda. Os transtornos de humor tanto a depressão quanto o bipolar, dependendo do grau e intensidade, podem ir progredindo conforme vai passando o tempo e podem ser incapacitantes, levando, muitas vezes, a perdas significativas em diversas áreas da vida, incluindo relacionamentos, vida social, trabalho ou estudo. Não deixe de prestar atenção em você e priorize a sua vida, ela é o bem mais precioso que você tem.

Por Roberta Gomes – Psicóloga da Psicotér 

 


Se você está se sentindo triste, tem vontade de chorar sem motivos ou se identifica com os sintomas comentados acima, entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita para psicoterapia, Online ou Presencial, com um Psicólogo ou Psicóloga em Porto Alegre. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.

 

O Ciclo do Pânico: o que acontece na crise?

 

Quem nunca ouviu falar da Síndrome do Pânico? Não é a toa que esse transtorno de ansiedade já é conhecido como o Mal do Século, pois atinge milhares de pessoas, cerca de 10% da população, no mundo todo, de todas as idades, embora a fase de maior prevalência ainda seja em adultos jovens e a incidência ser quatro vezes maior em mulheres do que em homens.

 

A crise de Pânico é caracterizada por um medo intenso, desespero, sensação de perigo iminente sem um motivo lógico e aparente. O que ocorre é que diante da sensação de que algo ruim vai acontecer, o cérebro recebe a informação de ameaça e aciona automaticamente um mecanismo de defesa chamado de luta e fuga capaz de sobreviver frente ao perigo. Nesse momento, o corpo responde como se estivesse em ameaça, liberando adrenalina no corpo, o que causa diversas alterações corporais, tais como: mal estar, alteração no ritmo do coração, suor, tremor, dormência ou formigamento nas mãos, pés e rosto, dificuldade para respirar, falta de ar, sensação da garganta fechando, boca seca, dificuldade para engolir, calafrios ou calorões, náusea, dor de barriga, dor no peito, dor de cabeça, tontura, problemas de visão e até desmaio.

 

Essas reações podem estar no ciclo de um ataque de Pânico, não estando necessariamente todas essas presentes.  O ápice da crise não costuma durar mais que quinze minutos, embora a presença dos sintomas podem persistir por horas. A presença, a intensidade e o tempo de duração dos sintomas variam conforme a gravidade de cada caso.

 

Após o primeiro ataque de Pânico, a pessoa fica preocupada em ter novamente outra crise a qualquer momento, desenvolvendo uma ansiedade antecipatória, ou seja, o medo de sentir medo. Podem acompanhar a crise o medo de ficar louco, o medo de perder o controle sobre o próprio organismo, o medo de passar mal e até mesmo o medo de morrer. Essas sensações de medo intenso levam a evitação de determinadas situações, locais e pessoas como se estes estivessem associados aos motivos que desencadeiam o ataque de Pânico, constituindo assim a Fobia. É impressionante como o relato de uma única crise já causa alterações de comportamentos numa pessoa capaz de modificar uma vida, prejudicando de forma significativa suas funções diárias, podendo levar a outros quadros como alcoolismo, uso de drogas e depressão se não for devidamente tratado.

 

Um conjunto de fatores está associado para desencadear um ciclo de Pânico. Geralmente aspectos genéticos estão envolvidos, bem como o temperamento da pessoa, a vivência de sobrecarga, o excesso de pressão emocional, a estrutura para lidar com cobranças, que levam ao estresse, motivo pelo qual o início da idade adulta é o período do desenvolvimento humano de maior pressão, considerando o aumento das responsabilidades na vida profissional, familiar e social do indivíduo. O ataque também pode vir como uma resposta a uma situação de stress pós traumático, após um acidente, perda ou luto ou em situações com histórico de traumas, maus tratos e abuso sexual.

 

Pensamentos negativos, catastróficos, distorcidos e irreais geralmente estão associados ao quadro, causando descarga de adrenalina e diversas reações fisiológicas no corpo. Essas reações físicas são sentidas pelo organismo e reforçam os pensamentos automáticos. Quem sente alteração no coração, por exemplo, acredita que está tendo um ataque cardíaco e que vai morrer, mantendo assim o ciclo de Pânico. É um equívoco a pessoa acreditar que pode evitar ou prever a próxima crise, pois são reações corporais normais emitidas diante da sensação de medo, o que deve ser tratado nesse caso são as distorções cognitivas e o enfrentamento diante de um possível ataque.

 

A pessoa não morre dos ataques de pânico, não há relato de um organismo ser afetado diante de tais alterações físicas causadas pela crise, o que se vê é a morte da qualidade de vida desse ser humano que se tornou um refém dos próprios medos, limitando sua vida pessoal, familiar, profissional e social.  É enlouquecedor conviver com pensamentos ruins, sejam eles quais forem, principalmente se levar a exaustão. A crise de Pânico geralmente vem a mostrar ao indivíduo o quanto ele precisa de ajuda e vem negligenciando as suas necessidades emocionais.

 

Por Márcia Moraes – Psicóloga da Psicotér

 


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Ciúmes

 

O ciúmes é algo natural, acontece com todo mundo. Sentir ciúmes é sentir medo de perder, de conquistar algo/oportunidade/relação em detrimento de outra pessoa, de um terceiro.

Na vida experimentamos ciúmes em diversas situações. Por exemplo, podemos sentir ciúmes de um colega de trabalho porque estamos disputando uma vaga na empresa e o colega também é capacitado para exercer tal função. Ou, em uma relação amorosa, quando percebemos que o nosso parceiro está sendo bajulado, recebendo elogios, etc, também podemos sentir ciúmes. Em ambas as situações, existem fatos reais que podem desencadear o medo de não conseguir a oportunidade ou o medo de perder a relação – visto que há um ‘terceiro’ que também deseja o que você deseja. E aí surge o ciúmes. E até ai, tudo bem!! Afinal, são situações que fazem parte da vida, não é mesmo? Sempre vão existir pessoas que se interessam pelo o que você gosta e que também vão tentar investir nisso. Assim, no dia-a-dia, o ciúmes pode aparecer em inúmeros momentos! É importante que a gente consiga identificá-lo, compreenda os fatos concretos da situação, o que podemos aprender (sobre nós e sobre os outros) com a experiência e que consigamos lidar com esse sentimento. Dessa forma, o ciúmes, naturalmente, se torna um sentimento transitório e que não causa prejuízos para si mesmo e para outros.

No entanto, e quando o ciúmes é excessivo? Você consegue perceber quando o ciúmes (o seu, do companheiro ou amigo) se tornou exacerbado, sem limites, doentio? Fizemos uma lista de comportamentos e sentimentos para te ajudar a perceber a manifestação do ciúmes exagerado:

sad O ciumento cria situações “fictícias”, fantasia histórias, monta “provas” para incriminar o “terceiro” e justificar suas atitudes de ciúmes;

 sad Existe um desejo de se vingar, de prejudicar o suposto “rival”;

sad Não existem fatos concretos, reais, que justifiquem as preocupações fixas e excessivas do ciumento;

sad Há um controle excessivo pela pessoa ou situação – o ciumento se transforma em um detetive: checa emails, telefonemas, correspondência. Investiga informações nas redes sociais e busca saber detalhes da vida das pessoas envolvidas;

sad O ciumento demonstra sentimentos de insegurança, irritabilidade, baixa autoestima, desconfiança, controle, humor instável, agressividade, ataques de raiva;

sad Há prejuízos emocionais e sociais tanto na vida do ciumento quanto na vida das pessoas que estão sendo “atingidas”.

Você consegue compreender as diferenças entre o ciúmes natural e o ciúmes exagerado? Está com dificuldades de perceber se o que sente já passou dos limites? Se identificou com algumas das situações descritas ou percebeu similaridades com os comportamentos de amigos ou familiares?

Sentir ciúmes é natural, mas quando ele está se manifestando de forma exagerada pode ameaçar a saúde mental de todos os envolvidos! Entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita Online ou Presencial com um Psicólogo em Porto Alegre. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.