Clinomania: A doença que se confunde com preguiça

sono psicologo porto alegreVocê sabia que aquele desejo excessivo de não sair da cama e ficar deitado, seja dormindo ou não, pode ser um distúrbio chamado clinomania? Às vezes confundida com preguiça ou mesmo depressão, a clinomania tem características próprias.

A palavra clinomania tem suas origens em grego, o que significa “obsessão com o sono” e, embora você não acredite, temos certeza de que você sofreu pelo menos uma vez; porque de acordo com as estatísticas, pelo menos 70% das pessoas já experimentaram. Clinomania é o excessivo desejo de ficar na cama. É o desejo de não sair da cama, ficar debaixo das cobertas e com cabeça no travesseiro. Uma vontade muito, mas muito grande de ficar deitado, no caso dormir muito.

De difícil diagnóstico, a Clinomania pode ser confundida com outros males como Distúrbio do sono, Depressão e Síndrome da Fadiga Crônica.

Para se identificar a Clinomania, deve-se observar outros males que podem ser confundidos com ela, e a partir de então – através da exclusão – identificar o mal. As pessoas com Clinomania apresentam um excessivo desejo de ficar na cama, sem que estejam com um dos males descritos a seguir:

  • Distúrbios do sono:

Muitas pessoas têm problemas para dormir, desde apnéia do sono a simplesmente ser incapaz de adormecer.

  • Depressão:

Aqueles que sofrem de depressão podem ter dificuldade em levantar-se para enfrentar seu mundo, mas as razões por trás são muito diferentes aos que sofrem de Clinomania.

  • Síndrome de Fadiga Crônica:

Aquele que sofre de síndrome da fadiga Crônica também terá dificuldade em encontrar a energia e o impulso para sair da cama, mas isso é por causa de sua doença ao invés de Clinomania.

Pessoas diagnosticadas com Clinomania tendem a ter padrões de sono invertidos, dormem constantemente durante o período vespertino e ficam acordados a noite, sendo naturalmente induzidos a não comparecer a atividades matinais.

Quando é afetada pela clinomania, a pessoa já não fica na cama por estar triste ou com dores, mas porque gosta do ambiente confortável e não quer deixar de sentir esse aconchego. Em dias chuvosos e nublados, por exemplo, esse sentimento é ainda maior, mas não está relacionado com sinais ou sintomas clínicos e patológicos.

Na maioria dos casos, o diagnóstico da clinomania é feito a partir da exclusão, já que se trata de um tipo de distúrbio relativamente raro. Para a maioria das pessoas, o difícil é entender como a condição se manifesta.

A clinomania é mais comum entre as mulheres, especialmente na faixa dos 20 aos 40 anos, embora também possa acontecer em outras idades e também em homens. A maior incidência nas mulheres adultas pode ser explicada em função das mudanças hormonais que ocorrem nesse período.

Além disso, a terceira idade também é bastante vulnerável ao distúrbio, já que os mais velhos tendem a deitar mais durante o dia, em função das poucas ocupações, o que favorece o desenvolvimento da clinomania.

Apesar de dormir quando se está cansado ser um excelente refresco para a mente, e necessário para manter o organismo funcionando, as pessoas não nasceram para ficar paradas. O corpo precisa ficar em constante movimento para que as funções naturais não sejam prejudicadas. Portanto, vale lembrar que a condição tem cura, desde que seguidas todas as recomendações médicas.

Depois de feito o diagnóstico clínico, pode surgir a necessidade do uso de medicamentos específicos para melhorar a qualidade de vida. O acompanhamento psicológico, aliado a exercícios físicos também é uma alternativa comum.

As pessoas que sofrem com o distúrbio não sentem preguiça, mas uma vontade imensa de permanecer na posição horizontal, deixando de lado os afazeres para apenas ficarem deitadas. Ou seja, sofrem de um distúrbio real e preocupante.

Por Lívia Atkinson – Psicóloga da Psicotér



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Fadiga crônica: por que você se sente cansado mesmo dormindo o suficiente?

 

Nos dias atuais, é comum escutarmos alguém reclamando de cansaço. A correria do cotidiano é grande e estressante. São muitas atividades diferentes para dar conta: cuidar dos filhos, trabalhar, estudar, preparar uma refeição, cuidar da casa, fazer os temas de casa com os filhos e assim por diante. Não raro, nos sentimos demasiadamente cansados e com vontade de não fazer “nada”. Até aí tudo dentro do esperado.

Porém, existe outro cansaço difícil de explicar pelo excesso de atividades do dia a dia. Por mais que a pessoa durma, parece que nunca está descansada o suficiente. A sensação de cansaço pode ser tão grande, que a pessoa mal consegue executar as tarefas que se disponibilizou a fazer durante o dia. Este tipo de cansaço recorrente é o que denominamos fadiga crônica.

A fadiga crônica atinge milhões de pessoas e se caracteriza pelo cansaço extremo que, conforme o dia vai passando, só vai piorando, não importa se você está trabalhando sentado ou fazendo alguma atividade física. Mesmo que a pessoa descanse após a atividade, o cansaço não melhora.

A real causa da fadiga crônica ainda não foi definida. No entanto, sabe-se que fatores de risco para desenvolvê-la são: idade (mais comum em pessoas com idades entre 40 e 50 anos), sexo feminino e estresse (nas relações de trabalho, íntimas e familiares).

Além do cansaço excessivo, outros sintomas da fadiga crônica são:

😴 Falta de motivação;

😴 Dor de cabeça constante;

😴 Dor muscular sem justificativa;

😴 Esquecimentos e falta de concentração;

😴 Sono excessivo ou insônia;

😴Dores nas articulações;

😴 Irritabilidade;

😴 Febre;

😴 Garganta inflamada;

😴 Suor noturno;

😴 Confusão mental;

😴 Alterações de humor;

😴 Problemas digestivos;

😴 Sintomas depressivos e de ansiedade;

😴 Pensamentos suicidas;

😴 Aumento dos gânglios linfáticos no pescoço e axilas.

Juntamente com esse conjunto de sintomas que afetam a pessoa física e psicologicamente, prejuízos nas relações comprometem ainda mais a qualidade de vida. Muitas vezes, pessoas que presenciam essa condição não entendem o que está acontecendo com o amigo, familiar ou colega de trabalho. Como consequência, a pessoa acaba se isolando das suas relações por medo do julgamento, o que acaba contribuindo para a piora dos sintomas.

Se você tem alguns desses sintomas por menos seis meses, pode ser que esteja com fadiga crônica e precisa de tratamento. A melhora pode ser alcançada com o uso de medicação em concomitância com acompanhamento psicológico. As medicações geralmente utilizadas são antidepressivos, ansiolíticos e analgésicos. A psicoterapia irá auxiliar na estruturação de respostas emocionais em busca de uma melhor qualidade de vida, melhorando a autoestima, as relações com amigos, familiares e no trabalho. Também, a mudança de hábitos alimentares e exercícios físicos regulares são imprescindíveis para a melhora da fadiga crônica.

Por Roberta Gomes – Psicóloga da Psicotér

 


A fadiga crônica pode interferir em muitos momentos de sua vida e atrapalhar a sua trajetória. Não se permita deixar de aproveitar momentos da vida por causa deste transtorno, entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita para psicoterapia, com um Psicólogo ou Psicóloga em Porto Alegre. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.

 

Características e sintomas do TDAH – Transtorno do Déficit de Atenção

O TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) é um transtorno neurobiológico, genético, hereditário, que aparece na infância e freqüentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Isso significa que o transtorno identificado na criança pode vir do pai ou da mãe; de um primo ou de uma tia. O TDAH também encontra em fatores ambientais motivos para sua ocorrência, a saber: nascimento com baixo peso, bebês prematuros ou mãe que fuma durante a gravidez.

O uso de outras drogas, inclusive o álcool, também pode influir no aparecimento do transtorno em crianças. Portanto, todo cuidado é pouco no período da gestação e o acompanhamento médico é fundamental.


O TDAH se manifesta, geralmente, antes dos 7 anos de idade. Em 95% delas, o transtorno se revela antes dos 12 anos.


Os sintomas da síndrome variam muito, mas no geral incluem:

 

  • Ansiedade
  • Esquecimento
  • Baixa autoestima
  • Dificuldades sérias de concentração
  • Problemas no controle da raiva
  • Impulsividade
  • Mudanças repentinas de humor
  • Sérios problemas e dificuldades de relacionamento

 

Os subtipos de TDAH se diferenciam por seus sintomas predominantes. Conheça os três a seguir:

Desatento

O primeiro é o tipo desatento, que tem como características desatenção, distração fácil, falta de concentração, dificuldade em realizar tarefas longas e seguir instruções, falta de organização e lapsos de memória (especialmente a de curto prazo).

  • Não presta atenção a detalhes e não faz determinada atividade corretamente  por descuido,
  • Tem dificuldade de manter a concentração nas atividades,
  • Não ouve quando lhe falam diretamente “cabeça no mundo da lua”,
  • É desorganizado,
  • Distrai-se facilmente,
  • Não persiste nas tarefas que exigem esforço mental continuado,
  • E mais: Não termina o que começa e tem dificuldade de seguir instruções, perde frequentemente os objetos necessários para as atividades, é esquecido.

Hiperativo/Impulsivo

Este subtipo é marcado por hiperatividade e impulsividade, que se apresentam por: dificuldade em se manter parado por muito tempo, necessidade de realizar várias ações simultaneamente, ansiedade e estresse, comportamentos compulsivos, pouca tolerância a frustrações e erros, falta de paciência, entre outros.

  • Irrequieto com as mãos e com os pés quando sentado,
  • Não para sentado,
  • Está sempre agitado, parece elétrico, a mil por hora,
  • Fala demais,
  • Tem dificuldade de esperar a sua vez,
  • Interrompe e se intromete nas conversas ou jogos dos outros,
  • E mais: Tem uma sensação de inquietude “bicho carpinteiro”, é barulhento para jogar ou se divertir, responde antes mesmo que a pergunta tenha sido concluída.

Combinado

O TDAH do tipo combinado reúne os dois subtipos anteriores em uma mesma pessoa, mesclando seus sinais.

É válido lembrar que o TDAH se manifesta de diferentes formas em adultos e crianças. Nos pequenos, os principais sinais para desconfiar do transtorno são dificuldade de aprender e notas baixas na escola. Já nos adultos o prejuízo é o baixo rendimento profissional.

Tem cura?

O distúrbio não tem cura, mas o tratamento adequado faz com que as características do transtorno sejam amenizadas. A partir dele, a criança hiperativa tem regressão das características, que ficam pouquíssimo aparentes na vida adulta.

A psicoterapia, especialmente a cognitivo-comportamental, estimula o indivíduo a desenvolver habilidades e explorar sua criatividade e hiperatividade beneficamente.

O tratamento também visa corrigir hábitos de desatenção ou hiperatividade por meio da identificação e correção.

Remédios psicoestimulantes são os mais usados para DDA, pois potencializam a ação dos neurotransmissores, compensando as alterações presentes.

Viver com uma pessoa com TDAH é como caminhar num campo minado, você nunca sabe o que deve esperar.

No artigo “20 Things to Remember If You Love a Person with ADD”escrito por June Silny para o site Lifehack.org, a autora mostra 10 pontos para um entendimento mais completo TDAH:

  1. O cérebro do TDAH não para, sua mente é extremamente ativa. Não existem freios ou formas de trazê-lo para um descanso. É preciso aprender a organizar esta situação.

  2. Eles escutam o que você diz, mas muitas vezes não conseguem absorver o que está sendo passado.

  3. Eles têm muita dificuldade em manter a atenção e o foco em algo, por isso desenvolver e permanecer em uma atividade é extremamente complicado.

  4. Eles ficam facilmente ansiosos e são sensíveis a tudo que está acontecendo ao seu redor, barulhos, movimentos bruscos, etc.

  5. Se estão preocupados com algo ou chateados, os portadores do DDA não conseguem pensar em mais nada. Isso faz com que a concentração no trabalho, conversas e situações sociais torne-se uma tarefa quase impossível.

  6. Os portadores de TDAH possuem profunda dificuldade em controlar suas emoções e reações diante de um fato. Muitas vezes, respondem impulsivamente e depois acabam se arrependendo.

  7. Pessoa com TDAH são profundamente intuitivas e enxergam além das limitações da matéria. É justamente este traço da síndrome que transforma pessoas criativas e sensíveis em grandes gênios da humanidade.

  8. Eles pensam fora da caixinha. Os portadores de TDAH pensam de forma diferente da maioria das pessoas, possuem pensamentos abstratos e muitas vezes conseguem enxergar soluções inusitadas.

  9. Eles são impacientes, inquietos e ficam facilmente irritados. Sentem necessidade de estar em constante movimento, balançando as pernas, mexendo no cabelo, etc.

  10. Como em suas mentes e no coração tudo é ampliado, quando um TDAH realiza uma tarefa ou atividade que gosta, ele faz aquilo com alma e coração. Eles dão o seu melhor e mergulham de cabeça da situação.

Por Lisiane Duarte – Psicóloga e Diretora Técnica da Psicotér

 



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Será que estou acomodado ?

“Odeio meu trabalho, mas tenho receio de não conseguir algo melhor”.

“Estou infeliz no meu relacionamento, mas e se ninguém mais me quiser?”.

“Tenho muita vontade de morar fora do país, porém fico assustado só de pensar em me virar sozinho”.

Você se identificou com alguma destas situações? Sabe o que elas têm em comum?  Em todas elas as pessoas apresentam medo do novo, medo daquilo que é incerto, do desconhecido.  

Este medo do novo pode apresentar diversos sintomas:

Os principais sintomas físicos são: coração acelerado, dificuldade ao respirar, sentir uma pressão no peito, tremor nas mãos, suor excessivo, entre outros.

Já os sintomas do pensamento são: preocupações com o que pode dar errado, tentar controlar todas as variáveis possíveis, não conseguir tomar decisões e se comprometer com elas, entre outros.

Independente das formas que isso se manifesta na pessoa, o resultado é sempre o mesmo: A pessoa se vê presa a determinada situação, acomodados, nutrindo medos que nos impedem de crescer.  

Não há dúvida de que todos estes sintomas estão sendo ordenados pelo cérebro e sabemos que ele é uma ferramenta essencial e extremamente complexa, capaz de desempenhar funções que a própria ciência ainda não consegue explicar. É ele o grande responsável por temermos o que não conhecemos e buscarmos aquilo que já se sabe, em outras palavras – ele prefere manter problemas que já são conhecidos.

“Bom, se o meu cérebro é responsável por isso, então não tem nada que eu possa fazer?”.

Claro que tem! De forma alguma precisamos ser refém de nossos medos. Tenho certeza que já houveram inúmeras situações na tua vida nas quais tu sentiu medo e mesmo assim seguiu em frente. Lembre-se do seu primeiro beijo, da primeira vez que dirigiu um carro ou do seu primeiro dia de aula. Para quase todas as pessoas, estas situações são carregadas de medo e incertezas, mas o que fez a diferença foi realizá-las apesar dele. Se o beijo foi bom ou se conseguiu dirigir sem apagar o carro, não interessa muito para nós neste momento. Até porque é bem provável que o beijo tenha sido no mínimo estranho e que o carro tenha sido religado algumas vezes. O que vale agora é o fato de que para conquistarmos algo precisamos lidar com a incerteza e ter coragem de enfrentar o medo que nela se prende.

Neste processo de enfrentamento a terapia cognitivo-comportamental pode te ajudar bastante. Através de técnicas que te ajudam nas tomadas de decisões, nos pequenos passos para conquistar os seus objetivos e combatendo junto contigo os medos que o fazem permanecer nesta zona de conforto que há muito já deixou de ser confortável. Lembrando que o corajoso não é aquele que não sente medo e sim aquele que age apesar dele.

 

Por Rodrigo Fernandez – Psicólogo da Psicotér


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Pessoas sádicas: Como identificar estas personalidades?

Se você conhece alguma pessoa que sente prazer, satisfação quando escuta tragédias, dificuldades, desgraças, gosta muito de histórias de violência, crimes, gosta de machucar os outros, vê-los sofrendo ou sente prazer em magoar, fazer o outro sofrer, você conhece uma pessoa sádica.

Pessoas sádicas não são necessariamente serial killers ou pervertidos sexuais. Personalidades que apresentam algum grau de sadismo estão por toda a parte e esta característica é mais comum do que você pensa.

O sadismo sexual é a forma mais conhecida por nós. Caracteriza-se por utilizar a agressividade, infringir dor ou humilhação no intuito de obter prazer sexual. Alguns parceiros utilizam estes meios para apimentar a relação e aumentar o nível de excitação.

Porém, a característica sádica vai além do âmbito sexual. Ela está ligada a obtenção de prazer emocional ao observar o sofrimento alheio, controlar e possuir poder sobre os outros, o que inclui diversas formas de prática de sadismo como maus tratos a animais, violência doméstica, bullying, abuso militar e policial e a “trollagem”.

Pessoas sádicas que praticam maus tratos a animais apresentam duas formas de fazê-lo. Alguns praticam a crueldade ativa, onde há intenção deliberada de machucar um animal causando-lhe dor e sofrimento, por exemplo, achar graça em colocar sal na lesma, caçar passarinhos por esporte, chutar um cachorro; outros praticam a crueldade passiva, realizando uma negligência intencional, criando sofrimento prolongado como, por exemplo, deixar de alimentar um animal.

Outra forma de praticar o sadismo, a violência doméstica pode ser realizada de forma explícita ou velada, praticada dentro de casa, em ambiente familiar e inclui diversas práticas como abuso sexual, maus tratos e agressão física.

O bullying, prática muito conhecida por nós atualmente, também é uma forma de sadismo. A pessoa que pratica agride intencionalmente, verbal ou fisicamente, outra pessoa ou grupo de pessoas, de modo repetitivo e sistemático. Ela ameaça, oprime, intimida, humilha, maltrata e sente prazer em fazer isso.

Pessoas sádicas podem ter cargos de autoridade e utilizam desse benefício para praticá-lo, com condutas abusivas de poder, uso injusto ou impróprio da autoridade em relação a algo ou alguém, como por exemplo, abuso policial, utilizar um cargo de autoridade para humilhar, agredir as pessoas.

Por fim, a “trollagem” também é uma prática realizada por pessoas sádicas. Consiste em sacanear pessoas que estão em uma conversa na internet com argumentos sem sentido, apenas pelo prazer de zoar, chatear, humilhar as pessoas e perturbar a conversa.

Estas práticas de sadismo auxiliam na identificação deste tipo de personalidade, mas, muitas vezes, a manifestação sádica se esconde atrás de sutilezas no dia a dia. Frases como “ela precisa sofrer para aprender a viver”, “ele precisa entender que só conquistamos as coisas na vida depois de muito sofrimento”, “ele perdeu aquele jogo, bem feito”, “ele tem que pagar pelo que ele fez, deixa sofrer”, indicam pensamentos sádicos em relação aos outros.

Pessoas que possuem o componente de sadismo em sua personalidade são de difícil convivência, porque geralmente não se arrependem ou sentem culpa ao causar sofrimento a alguém. São frias, críticas e apresentam comportamento pejorativo contra as pessoas. Portanto, o sadismo é mais comum do que pensamos e se manifesta em diversas formas no dia a dia.

 

Por Roberta Gomes – Psicóloga da Psicotér


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Enxaqueca e Tensão Muscular: Quanto tem haver com o psicológico?

A enxaqueca e a tensão muscular podem ser sintomas de várias doenças. No entanto, após o tratamento, a dor desaparece. Situações como abuso de medicação, ingestão de álcool e outras drogas, jejum prolongado, sono insuficiente, mudanças bruscas de temperatura, cheiros muito fortes, como tintas, solventes e produtos químicos em geral, alterações hormonais, a exposição ao sol e esforço físico exagerado, assim como uma má alimentação a base de frituras, carnes processadas, queijos envelhecidos, cafeína e chocolate também podem desencadear a enxaqueca e contribuir com a manutenção das crises.

Por outro lado, há muitos casos em que o indivíduo goza de boa saúde clínica e não compreende as causas da enxaqueca e da tensão muscular. A dor pode se tornar crônica, incapacitando as tarefas diárias e comprometendo a qualidade de vida da pessoa.

Na dor de cabeça tensional, a dor é mais leve e contínua, causa pressão na cabeça, mas não é latejante. Geralmente um analgésico e algumas horas de descanso são suficientes para superar a dor. Já no caso de quem sofre de enxaqueca, a dor é latejante e intensa, podendo ser em diferentes partes da cabeça e face, e pode causar alteração de visão, mal estar, náusea e vômito, geralmente acompanhada de grande tensão muscular que se expande pelos ombros, nuca e em diferentes parte do corpo.  

Nesses casos em que o tratamento já foi realizado e a enxaqueca e a tensão muscular persistem, esses sintomas não decorrem de uma condição médica geral, mas estão associados a causas emocionais.

A enxaqueca e a tensão muscular afetam pessoas muito preocupadas e que pensam demais diante de determinadas situações ou problemas, podendo levar a falta de controle, estando mais propensas a doenças psíquicas, como ansiedade ou depressão. Geralmente são pessoas dominadoras nas suas relações, que se comportam de maneira possessiva, não delegando tarefas ou não confiando em terceiros e na naturalidade de determinadas situações da vida.

As pessoas que sofrem de enxaqueca e tensão muscular geralmente demonstram-se orgulhosas, perfeccionistas, detalhistas, minuciosas, podendo ser até rígidas diante de regras e combinações, o que dificulta a tomada de decisões e a resolução de problemas, impedindo a adaptação no dia a dia, causando um nível de tensão elevado.

O estresse é o principal fator de desequilíbrio emocional, tornando o cérebro mais sensível aos estímulos sensoriais, pois a pessoa que sofre de enxaqueca e dor muscular sente as emoções, a dor, o barulho e a luz com maior intensidade do que as outras pessoas.

Para se ter um diagnóstico correto, deve-se procurar um médico para avaliar a freqüência, a intensidade, as causas que desencadearam a crise e os demais prejuízos e fatores associados à enxaqueca e a tensão muscular. O tratamento é realizado com medicação via oral indicada, que não são os analgésicos tradicionais e nem anti inflamatórios ou assemelhados, pois esses remédios causam certo alívio imediato na dor, diminuindo a sensibilidade do cérebro, mas não tratam a causa. Passando o efeito do remédio, o cérebro volta a sentir a falta da ação do medicamento, o que também causa a sensação de dor. Com o tempo os remédios não fazem mais o efeito desejado, tornando a dor crônica. O tratamento medicamentoso deve ser acompanhado de psicoterapia com foco na mudança de hábitos de vida mais saudáveis. A Terapia Cognitiva Comportamental é uma grande aliada na superação desse problema, agindo diretamente nas causas que geram a enxaqueca e a tensão muscular, pois ensinará uma nova forma mais realista e positiva de agir e pensar frente às situações da vida. A psicoterapia muda erros do pensamento que causam emoções negativas e sofrimento, como o medo, a angústia, a tristeza, a culpa, por exemplo, favorecendo, desse modo, o alívio desses sintomas.

Por Márcia Moraes – Psicóloga da Psicotér

 


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Não é normal querer chorar do nada!

As emoções não são iguais, umas são ruins, outras boas. A tristeza está caracterizada como uma emoção negativa em nossa sociedade e um dos sinais de tristeza melhor identificados por nós é quando choramos. Porém, nem sempre o choro é acompanhado de uma emoção ruim. Muitas vezes as pessoas choram de alegria. O casamento de uma filha, o nascimento do sobrinho, do neto, uma apresentação da filha na escola podem nos despertar muita alegria e podemos chorar por isso.

Algumas pessoas têm maior sensibilidade para algumas emoções e muitas delas choram por qualquer coisa. Uma expressão muito conhecida e que a pessoa se caracteriza é “sou uma manteiga derretida, choro por qualquer coisa”. Tem pessoas que tendem a chorar com mais facilidade e isso não é um defeito, ela só é mais sensível naturalmente para lidar com algumas emoções que a situação desperta.

A pessoa pode chorar quando assiste uma cena romântica na novela, assistindo um filme, quando alguém lhe conta uma história triste. No entanto, choro repentino, acompanhado de tristeza e constrangimento em pessoas que nunca foram “manteiga derretida” pode ser sinal de que a pessoa não está bem e que ela pode estar apresentando sintomas de depressão.

Uma pessoa pode estar deprimida sem se dar conta. Ela presta atenção no seu choro frequente porque nunca foi assim e porque se sente constrangida frente às pessoas, mas não entende o que está acontecendo, o porquê de estar assim ultimamente. Os mais próximos começam a notar que a pessoa está mais sensível e um pequeno motivo à leva a emoções mais extremas que despertam o choro. Com o tempo, o choro começa o ocorrer em diversos ambientes, incluindo trabalho, sala de aula, shopping, restaurante, o que a leva ao isolamento por não querer se sentir exposta na frente dos outros.

O choro à toa é um sinal de que a pessoa pode estar com depressão, mas somente chorar não significa que a pessoa tem o transtorno.  

Para o diagnóstico de depressão, precisamos considerar outros sintomas associados ao choro repentino como:

  • Não sorrir
  • Não achar graça em nada
  • Vontade de não sair de casa e não se cuidar
  • Pessimismo
  • Irritação
  • Muito sono ou insônia
  • Perda ou aumento do apetite
  • Falta de concentração
  • Baixo rendimento no trabalho ou estudo
  • Cansaço

Portanto, a pessoa que nunca foi de chorar à toa provavelmente está apresentando outros sintomas que podem estar sinalizando que está com depressão e não está se dando conta.

Outro transtorno que pode apresentar choro à toa é o transtorno de humor bipolar. A pessoa pode estar super feliz e de repente, começar a chorar do nada. Isso ocorre pela característica do transtorno, que faz com que a pessoa tenha mudanças  de humor repentinamente (uma hora está feliz e uma hora está triste).  

Para o diagnóstico do transtorno de humor bipolar, além do choro repentino, precisamos prestar atenção se há mudanças de humor repentinas, que podem ocorrer em diversos graus de intensidade.

Outros sintomas que podem ocorrer são

  • Irritação
  • Pensamento e fala acelerados
  • Dificuldade para concluir tarefas
  • Desmotivação
  • Muito sono ou insônia
  • Perda ou aumento do apetite
  • Desinteresse por coisas que achava prazerosas
  • Compulsões (compras exageradas)

Tanto a depressão quanto o transtorno de humor bipolar, o choro repentino acompanhado de tristeza ocorre porque temos uma baixa na produção de algumas substâncias que temos no cérebro, que são responsáveis pelo nossa sensação de bem-estar.

Portanto, se você está parado e começa a chorar do nada, preste atenção a mais alguns sinais e, se você chegar a conclusão que tem mais sintomas associados ao choro, procure ajuda. Os transtornos de humor tanto a depressão quanto o bipolar, dependendo do grau e intensidade, podem ir progredindo conforme vai passando o tempo e podem ser incapacitantes, levando, muitas vezes, a perdas significativas em diversas áreas da vida, incluindo relacionamentos, vida social, trabalho ou estudo. Não deixe de prestar atenção em você e priorize a sua vida, ela é o bem mais precioso que você tem.

Por Roberta Gomes – Psicóloga da Psicotér 

 


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