Alienação Parental

A alienação parental é um crime que causa interferência na formação psicológica da criança ou adolescente. Pode ser gerada por pessoas que exerçam autoridade, guarda ou vigilância sobre a criança ou adolescente, como no caso de pais, avós, tios ou pessoas próximas que se tornam alienadores ao prejudicar o vínculo afetivo da criança com outros parentes, podendo ser pais, tios, avós, padrinhos ou irmãos que, assim como a criança, se tornam vítimas da alienação parental.

A alienação parental é movida pela raiva e pelo ódio que o alienador sente em relação a outros parentes e transfere esses sentimentos ruins para a criança, fazendo de tudo para separá-los e impedir um relacionamento parental saudável. A criança ou adolescente é utilizada como ferramenta de agressividade e vingança, como forma de puni-la em relação à família alienada.

Logo num momento de perda e conflito, em que a criança ou adolescente precisa de segurança, apoio e deveria estar sendo cuidada, protegida e amparada, a criança acaba sendo uma vítima nesse processo de alienação parental causado pelas pessoas que mais confia, mesmo que essa não seja a intenção do alienador, pois o alvo dos ataques é sempre a família alienada.

Trata-se da ruptura de vínculos familiares, uma espécie de abuso invisível, na qual a família alienante detém o controle e seus interesses particulares frente às necessidades afetivas da criança, privando-a de laços saudáveis e gerando sentimentos intensos e assoladores de abandono, rejeição e traição em relação as vítimas alienadas. Por dependência afetiva e material, a criança vítima de alienação parental sente medo de ser abandonada e rejeitada pelos alienadores, teme desagradar o alienador, passando a acreditar nas críticas negativas que escuta e promovendo o distanciamento e a exclusão dos vínculos parentais sem discernir a manipulação que sofre, sem ter consciência, remorso ou noção da realidade.

Forçadamente desenvolve a noção de que um lado da família é bom e o outro é mau, a criança ou adolescente demonstra-se intolerante a ambivalências e apresenta um discurso inadequado para a sua faixa etária. É reforçada a desenvolver comportamentos manipulatórios, a empregar “meias verdades” e geralmente mostram dificuldades em expressar as suas emoções, de forma sincera e genuína. Essas alterações de comportamento e afeto deram origem ao termo SAP, Síndrome da Alienação Parental.

Por esses motivos a alienação parental se torna tão prejudicial no desenvolvimento sócio afetivo da criança e adolescente, acarretando sequelas importantes e muitas vezes danos irreversíveis do ponto de vista emocional e comportamental para a criança alienada que se estenderão por toda sua vida. Os prejuízos envolvem desde problemas de relacionamento interpessoal, sentimentos de rejeição, mal estar, isolamento, falta de organização mental até a formação de transtornos psiquiátricos severos, sendo a depressão, a tendência ao suicídio, os transtornos de ansiedade, as doenças psicossomáticas, os transtornos de conduta, de identidade ou dependência química os problemas mais frequentes enfrentados por vítimas de alienação parental na infância. A criança ou adolescente apresenta grandes dificuldades de adaptação psicossocial, embora muitas vezes esse desajuste não seja aparente. A criança pode demonstrar boa adaptação na escola e um forte vínculo com a família alienante, embora patológico, pois esconde um sofrimento intenso pelo medo de ser abandonada, desenvolvendo a insegurança e a baixa autoestima, não conseguindo lidar com sentimentos contraditórios. A criança tende a se sentir culpada como cúmplice inconsciente das injustiças praticadas pelo alienador contra a família alienada.

Ressalta-se a sobreposição de traumas psicológicos para todas as pessoas envolvidas no processo de alienação parental, sobretudo a criança ou adolescente diante da ausência de pessoas que são suas referências de autoridade, confiança, respeito, apoio e afeto. A não elaboração de um luto saudável, que busca a reorganização pessoal e familiar e adaptação do indivíduo a nova realidade, torna-se adoecedor e propõe consequências catastróficas no desenvolvimento da criança alienada.

A alienação parental deixa de “assegurar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social em condições de liberdade e igualdade” conforme prevê o artigo terceiro do ECA – Estatuto da Criança e Adolescente. Trata-se de transformar a dor da perda em desejo de vingança ao invés da busca pela superação, através da capacidade de resiliência, promovendo à união, a compreensão, a busca pelo perdão, oferecendo desse modo o suporte afetivo, a estabilidade, os modelos de referência, amparo e apoio que essa criança ou adolescente necessita.

Nós, profissionais da saúde, esperamos contribuir cada vez mais, auxiliando para que as decisões no ordenamento jurídico promovam a reestruturação dos vínculos parentais em atual prejuízo, viabilizando o desenvolvimento emocional harmonioso e o bem-estar psicológico, sem comprometimentos ainda maiores a constituição da personalidade da criança vítima de alienação, que está sendo impedida de conviver com parte da sua família, importantes modelos de identificação.

Por Lisiane Duarte – Diretora Técnica da Psicotér

VOCÊ SABE O QUE ANORGASMIA?

Marisa é uma mulher de 37 anos, empresária, casada e com dois filhos, conta que nunca teve orgasmo nas relações sexuais, somente através da masturbação e, ainda assim, somente algumas vezes. Ela procura ajuda, pois não se sente “mulher o suficiente” e “não consegue fazer seu marido feliz”, já que nunca conseguiu atingir o orgasmo com ele, em mais de vinte anos de relacionamento.

A paciente chega para a psicoterapia bastante triste, muito ansiosa e com sua autoestima muito baixa. Marisa repete diversas vezes que não é mulher o suficiente e que nunca fará um homem feliz. Já procurou um ginecologista, que assegurou a ela que ela é plenamente apta a ter orgasmos, mas sua “cabeça não está deixando”.

Marisa é a filha do meio de uma família de sete irmãos. Sua infância foi bastante humilde em uma cidade do interior, que ela brincava muito e era muito feliz, apesar de ser bastante reprimida pelos pais e pelos irmão, principalmente os homens, muito religiosos, que afirmavam que tudo era pecado e que qualquer deslize poderia levá-la ao inferno.

Conheceu seu marido quando tinha 15 anos de idade e logo começaram a namorar. O casamento aconteceu quando ela tinha 18 anos e logo se mudaram para a capital, para tentar a sorte. O marido de Marisa foi sua única experiência sexual e ela perdeu a virgindade somente depois do casamento, pois tinha muito medo de estar pecando.

Ela diz que sua primeira experiência sexual foi dolorida e frustrante. Teve muito medo, sabia muito pouco sobre sexo e ficou muito ansiosa, apesar de seu marido tentar fazer, segundo suas palavras, “tudo de maneira calma e gentil”. Para Marisa, o sexo com seu marido é muito bom, ela sente muito prazer durante as preliminares, tem vontade de fazer sexo com ele, mas nunca consegue atingir o orgasmo.

Aos 25 anos quando, numa noite em que dormiu sozinha, masturbou-se. Ela diz que ficou tão feliz e relaxada que seu marido estranhou seu comportamento e ela teve que dizer a ele o que fez. Segundo ela, seu marido a apoia, mas não compreende o motivo pelo qual ela não sente orgasmo quando tem relações sexuais com ele.

Marisa procurou ajuda através de Psicoterpia e a psicóloga, de maneira aberta e sem restrições, iniciou com informações sobre sexo e Anorgasmia e ela descobriu que muitas mulheres não conseguem atingir o orgasmo, pois a sexualidade é ainda assunto “tabu”, apesar de toda informação disponível. Marisa descobriu que, apesar de seus vinte anos de casada, ela tinha pouca experiência sexual, pois não costumava experimentar coisas novas. Ela relatava que não seguia mais uma religião como seus pais e irmãos e que já não tinha mais o mesmo pensamento sobre pecado, mas que mesmo assim se sentia muito constrangida em explorar sua sexualidade.

Durante a terapia, Marisa foi incentivada a descobrir seu corpo, a se tocar, experimentar posições novas, viver sua sexualidade consigo mesma de modo saudável. Ela foi incentivada a ler mais sobre sexo, a buscar informações sobre o assunto e conversar sobre o que era dito a ela quando mais jovem. Conhecendo mais sobre si, Marisa pôde mostrar a seu marido o que gostava e como gostava, pôde tomar também para si a responsabilidade pelo sexo e entender que a mulher também pode ter desejos.

Marisa não só mudou seu comportamento na cama, mas ela também conseguiu, desse modo, mudar alguns comportamentos submissos em sua vida diária. Na empresa de construção que tem com o marido, ela passou a gerenciar de maneira mais firme seus negócios, dado o fato de que se sente mais dona de si e de sua vida.

Marisa consegue ter mais orgasmos agora, apesar de ainda não senti-los em todas as relações sexuais, mas também aprendeu que sexo não é somente o orgasmo, que existem outras etapas como o desejo (a vontade de ter relações sexuais em si) e a excitação (quando o corpo e a mente reagem aos estímulos sexuais antes ou durante o ato sexual), que são muito importantes também e que podem ser muito prazerosos.

Seu marido, seus filhos, seus amigos e familiares percebem Marisa muito mais feliz consigo mesma. Com a psicoterapia, ela ganhou qualidade de vida, pois conseguiu compreender o porquê de seu sofrimento. Hoje ela sabe que muito do que foi dito a ela como verdade em sua vida, são informações que condizem com a realidade de determinados grupos, em determinadas épocas.

Marisa, hoje, compreende inclusive a religião de maneira diferente. Ela fez as pazes com sua sexualidade e com sua vida. Agora, ela pode sorrir e sentir-se uma mulher completa, como sempre quis.

Por mais que as pessoas falem mais sobre sexo do que falavam antes, ele segue sendo um assunto tabu.  Muitas vezes homens e mulheres se sentem envergonhados por não conseguir atingir o orgasmo durante suas relações sexuais e acabam mantendo isso em segredo, prejudicando a si mesmo e ao seus parceiros.

A sexualidade não é mais um tabu e todos merecem usufruir dela da melhor forma possível, se você acredita que sentir prazer durante as relações sexuais é algo impossível, não precisa ser assim!

 

Quer saber como melhorar a qualidade da sua vida sexual? Entre em contato agora com a Psicotér e agende já a sua consulta gratuita através desse link para amanhã e em apenas um minuto. Isso mesmo, na Psicotér você terá um horário disponível amanhã mesmo e o agendamento será feito em apenas 1 minuto.

 

 

Cura Gay: É possível curar alguém que não está doente?

 

EU NÃO POSSO CURAR UMA PESSOA QUE NÃO ESTÁ DOENTE – A CURA GAY E A PSICOLOGIA

 

Na última sexta-feira, 15 de setembro, um juiz da 14ª Vara do Distrito Federal, concedeu uma liminar que torna legalmente possível que psicólogos ofereçam terapias de reversão sexual, mais conhecidas com cura gay”. Esta decisão tornou-se uma polêmica que gerou discussões, piadas e memes em todo o país.

Esta liminar determina que o Conselho Federal de Psicologia (CFP), órgão que regulamenta a profissão de Psicólogo, reinterprete uma resolução estabelecida pela entidade em 1999, que proíbe aos profissionais da Psicologia que ofereçam terapias de reversão ou reorientação sexual. Segundo a liminar, o Conselho deve reinterpretar a resolução de modo a não impedir a reorientação sexual, o que a mantém viva, mas transformada em letra morta (sem validade).

A resolução do CFP nunca impediu que psicólogos discutam com seus pacientes questões sobre sua sexualidade, pelo contrário, essas questões são muito importantes na vida das pessoas e podem ser tratadas em psicoterapia. O que os profissionais não podem fazer é tentar reorientar homossexuais para diminuir o sofrimento causado pelo preconceito. O problema, como foi apontado pelo presidente do CFP, é da sociedade, não das pessoas: “o psicólogo precisa abordar essa orientação sexual de modo que um dia isso não seja mais um problema a ser tratado em um consultório de psicologia”.

Freud, o pai da psicanálise, já em 1935, em carta a uma mãe que pedia a cura de seu filho que apresentava comportamentos homossexuais, afirmou que não existe cura para o que não é doença: “a homossexualidade não pode ser considerada uma doença. Nós a consideramos como uma variante da função sexual”, escreveu Freud em um trecho de sua carta e acrescentou, ainda, que a psicologia poderia ajudar o filho a enfrentar os conflitos, inibições e medos relacionados à sua vida social e pessoal, que podem vir a surgir, proporcionando-lhe mais tranquilidade, paz psíquica e eficiência, mas não pode curá-lo. Por fim, o referido autor ainda afirmou que “é uma grande injustiça e crueldade perseguir a homossexualidade como se fosse um crime”.

Esta mesma postura é defendida pela Associação Americana de Psiquiatria (APA) desde o ano de 1973, quando retirou o Transtorno de Identidade de Gênero da lista de doenças, e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 1990. No Brasil, o Conselho Federal de Psicologia proibiu qualquer prática de reversão desde 1999 e trocou o sufixo “ismo” por “dade”, pois o primeiro relaciona-se a quadros de doenças, o que a homossexualidade não é.

Essa mudança ocorre desde o início da Psicanálise e está também relacionada às mudanças na sociedade. Freud e outros pesquisadores mostraram que existiam homossexuais mesmo entre os gregos e os índios e isso era bem aceito. Algumas tribos norte-americanas, inclusive, consideram os homossexuais seres dotados de luz, pois possuem uma alma feminina e outra masculina, que se complementam.

Um estudo de Evelyn Hooker, psicóloga, feito em 1957 com 30 homossexuais e 30 heterossexuais, não encontrou nenhum distúrbio psicológico no grupo homossexual. Esta descoberta negou as crenças psiquiátricas que afirmavam que todos os homossexuais do sexo masculino sofriam de distúrbios psicológicos graves.

Além deste estudo, os relatórios da Associação Americana de Psiquiatria (APA), trazem o estudo de Simon LeVay, que encontrou uma das primeiras evidências biológicas de que os homossexuais já nascem homossexuais: há uma diferença no cérebro, na região do hipotálamo. Em outra pesquisa da APA, realizada com gêmeos, os resultados demonstram uma variação do comportamento de gênero incomum durante a infância, demonstrando, então, que a orientação sexual é em parte devida à genética. Outra evidência apontada pela APA é a de que pode haver a exposição do feto, durante a gravidez, a alguns hormônios que teriam papel importante na orientação sexual daquele indivíduo.

Deste modo, para a Associação Americana de Psiquiatria, as evidências científicas demonstram que há um forte componente biológico na orientação sexual. A mistura da genética, dos hormônios durante a gravidez e fatores ambientais é que contribuem para a orientação sexual de uma pessoa.

Não existem provas científicas de que qualquer orientação sexual seja uma escolha de livre arbítrio. A homossexualidade não é uma doença, é uma orientação sexual; assim como a heterossexualidade não é o estado de saúde plena.  Ela é uma orientação sexual tão saudável quanto a heterossexualidade ou a bissexualidade.

O que os homossexuais podem encontrar na psicoterapia é ajuda para tratar as consequências emocionais causadas por preconceitos e pressões sociais devido à sua sexualidade. O que os homossexuais buscam na psicoterapia é a auto compreensão, a autoestima, conhecer a si mesmos e lidar com o mundo ao seu redor, como também o fazem o heterossexual e o bissexual. O psicólogo pode reforçar a aceitação da condição do indivíduo, aliviando as dores causadas pelo peso dos preconceitos ou do ambiente em que vive.

A psicologia não pode intervir no que é íntimo de cada um, o que ela pode fazer é interpretar e ajudar o indivíduo a compreender o que representa sua queixa, que muitas vezes está relacionada a conflitos com família e sociedade, devido à sua orientação sexual. Trabalha-se para que a pessoa se aceite, aceite seu desejo; não existe cura para algo que não é doença. Os riscos associados a qualquer tratamento que proponha a “cura gay” podem incluir depressão, ansiedade, isolamento social, problemas de autoestima e suicídio.

 


Se você sofre devido à sua orientação sexual, se tem dificuldade em lidar com o preconceito, com a violência, com a intolerância, a ajuda de um profissional da psicologia pode ser positiva em sua aceitação, em sua orientação para uma vida saudável, como é direito de todos os indivíduos. Se você se sentir coagido em psicoterapia a mudar sua orientação sexual, procure outro profissional e reporte isso ao Conselho Regional de Psicologia de seu estado. Se você ainda não está com acompanhamento profissional e sente que isso lhe faria bem, entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita para psicoterapia, com um Psicólogo ou Psicóloga em Porto Alegre. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.

heart Amar não é doença, preconceito, sim! heart

 

 

Por que meus relacionamentos não dão certo? Tenho o dedo podre?

Existem muitas pessoas que afirmam não ter sorte no amor e ter o “dedo podre”. Não é raro encontrarmos na clínica e entre nossas relações, pessoas que parecem não se acertar com ninguém. Essas pessoas, muitas vezes, viveram um significativo número de relacionamentos que não duraram (não falaremos em sucesso, até porque o sucesso de um relacionamento não está ligado ao tempo que ele durou) e se frustram por não encontrarem a sua metade da laranja.

Para alguns, isso é carma; para outros, falta de sorte ou o famoso “dedo podre”. O que acontece, na realidade, é que essas pessoas tendem a repetir padrões em suas relações; padrões esses que são desajustados e as levam ao sofrimento em seus relacionamentos.

Mas como assim padrões?

Padrões de comportamento são os modos de encarar a vida, são as respostas aos desafios que cada um dá. Esses padrões são aprendidos desde a infância e moldam o jeitinho de cada um. Todos agem a partir de seus padrões, o que acontece com alguns indivíduos, como já mencionado anteriormente, é que esses padrões são desadaptativos, ou seja, não permitem que a pessoa consiga se desenvolver e desenvolver seus relacionamentos de modo sadio.

Os padrões de comportamento surgem a partir das crenças subjacentes, que são as regras, as atitudes e as suposições de cada um. Essas, por sua vez, surgem das crenças centrais, que são as “verdades” de cada um e são a base para cada sujeito encarar a realidade. As crenças centrais surgem e se desenvolvem desde muito cedo e podem ser explicadas por aquilo que cada um vivenciou e guardou para si como verdade. Por exemplo, uma criança que experienciou a traição de um dos pais no relacionamento, poderá internalizar que nas relações as pessoas sempre são traídas. Uma criança que perdeu um dos pais e foi abandonada por outro, terá dificuldade em se aproximar intimamente de alguém, devido à crença de que as pessoas sempre vão embora. Um indivíduo que desde muito cedo experienciou o amor e o carinho, tenderá a ser carinhoso e amável em suas relações. As crenças centrais são de difícil identificação, sendo analisadas a partir dos padrões de comportamento e dos pensamentos automáticos.

Então o que acontece com quem não consegue manter um relacionamento, ou não consegue manter um relacionamento saudável? Para essas pessoas, as crenças desadaptativas fazem com que elas desenvolvam padrões de relacionamento desadaptativos, ou seja, elas se relacionam de modo não saudável e tendem ao sofrimento ou seus relacionamentos ficam destinados ao fim.

Simples? Não, nada simples, pois as crenças centrais, que definirão os padrões de comportamento, são de difícil identificação e acesso, dado o fato de serem inconscientes, fazendo com que o indivíduo não reconheça outros modos de agir em seus relacionamentos.

Alguém que recebeu pouco afeto físico em seus primeiros anos de vida, principalmente das figuras parentais, tende a levar seus relacionamentos de modo menos afetuoso, com poucas trocas de carinho. Essa frieza, não é reconhecida pelo indivíduo como um padrão disfuncional, pois foi assim que ele aprendeu que as coisas são. Por mais que esse indivíduo observe outros relacionamentos, não reconhece o carinho e o afeto como verdades, pois a sua realidade interna é outra.

Em vista disso, podemos entender que a falta de sucesso nos relacionamentos está ligado aos padrões de comportamento dos indivíduos. A pessoa acaba não se adaptando, pois o levam ao sofrimento em suas relações, levam ao final, porque o outro também tem seus padrões, mais adaptativos ou não, mas que são incompatíveis.

E como resolver isso? Buscando a ajuda de um profissional da psicologia, pois as crenças e, consequentemente, os padrões desadaptativos, só serão reconhecidos e passíveis de mudança através da psicoterapia. Por serem inconscientes, muitas vezes a pessoa sabe que sofre, sabe porque sofre, mas não reconhece seus padrões e as crenças centrais.

Por isso, se você sofre para ter ou para manter um relacionamento amoroso, a busca de um profissional se faz necessária, para conhecer onde está o problema esta é a melhor maneira de solucioná-lo, mudando os modos de pensar e de agir. Todo mundo merece a sua metade da laranja e, para alguns, a ajuda se faz necessária para este relacionamento ser satisfatório.

Por Anne Griza – Psicóloga da Psicotér

 


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Existe vida após o final de um relacionamento

 

Junho é o mês dos namorados no Brasil. É a época das declarações de amor sem fim, das promessas de fidelidade e de companheirismo, de presentes, flores e corações distribuídos pelas cidades, que parecem respirar o amor. Existe, porém, significativa parcela das pessoas que não está vivendo este momento lindo e romântico, pelo contrário, está sofrendo com o final de um relacionamento.

Diferentemente do que se imagina, ambos sofrem quando terminam alguma relação amorosa, seja ele namoro, união estável ou casamento. Para quem quer terminar a união, é uma decisão muitas vezes difícil de ser tomada, que gera angústia e muita dor; para o outro, aquele que recebe o “fora”, o “cartão vermelho”, a dor, muitas vezes, é ainda maior.

A maioria das pessoas já levou pelo menos um fora na vida, já foi a pessoa que foi convidada a se retirar da relação. Pessoas que se envolveram emocionalmente com alguém, namoraram, casaram ou tiveram somente um rolo, já se envolveram, também, com o término da ligação. E sobreviveram. Sim, apesar da dor da perda de alguém, do sentir-se rejeitado, sozinho, cheio de lembranças, tudo isso um dia passa.

O fim de uma relação pode trazer sentimentos de baixa autoestima, frustração, tristeza, raiva e até de vingança. Pode fazer com que a pessoa se sinta perdida e desorientada. Isso acontece porque é o fim, porque algo que era considerado duradouro acabou. Muitas pessoas precisam fazer uma mudança radical em suas vidas, lidar com questões de divórcio e guarda de filhos, separação de bens, etc. Tudo isso pode tornar o fim ainda mais complicado para algumas pessoas.

Para alguns, o sofrimento leva meses para passar; para outros, apenas alguns dias. Têm pessoas que saem para a balada após o fim do namoro; outras, procuram os amigos para desabafar; e outras, ainda, ficam sós com sua dor até passar.

Existem indivíduos que expressam sua raiva, outros que choram sem parar, há os que ficam em casa, de cama por alguns dias, há quem trabalhe com mais afinco, quem se dedique aos familiares, aos estudos, enfim, todos encontram uma forma de lidar com a dor, que é só sua. Essas atitudes são comuns e fazem parte do que se pode chamar de luto pela pessoa perdida.

Algumas pessoas entram em profunda depressão ao se separarem. É normal a tristeza após o fim de uma união, principalmente quando é o outro que não quer mais. Muitos planos foram feitos desde o início, esperanças foram alimentadas e o sentimento é muito presente. Quanto mais tempo tiver a ligação entre o casal, maior a probabilidade de o sofrimento ser grande.

Porém, quando a tristeza persistir e se tornar falta de esperança no mundo, dificuldade de se visualizar bem futuramente ou de ter planos para o futuro; quando a pessoa passa a descuidar de si, ficar reclusa demais, comer em demasia ou não comer, começar a ingerir drogas ou aumentar seu uso, ou, ainda, evitar contato com outras pessoas, pode ser sinal de alerta para algo mais grave. Nesses casos, a tristeza transformou-se em depressão e a busca por ajuda de um profissional da psicologia se faz necessária para o enfrentamento da situação.

Não existe receita para manter um relacionamento a dois. Tudo é muito íntimo do casal, do modo como cada um funciona e se coloca no relacionamento. O que funciona para alguns casais não funciona para outros. E também não existe receita para enfrentar a dor do final de uma relação, cada um precisa encontrar em si a melhor forma de lidar com ela.

Algumas ideias são interessantes para encarar o fim:

frown Tentar não entrar na paranoia de que a culpa toda é de um ou de outro, pois, numa relação a dois, erros e acertos são cometidos por ambos. Isso envolve não se colocar no lugar de vítima e nem de algoz;

frown Procurar manter sua rotina, pois as mudanças serão inevitáveis e um pouco de ordem aumenta a sensação de segurança;

frown Manter a autoestima, pois o fato de ser rejeitado por alguém só significa que para aquela pessoa, particularmente, aquela relação já não faz mais sentido, mas o mundo está cheio de possibilidades de amor e de afeto;

frown Lembrar-se de suas qualidades e repensar seus defeitos;

frown Tentar manter distância do (a) ex-companheiro (a) ajuda também, pois assim não se alimentam falsas esperanças.

Além disso, por mais que o amor acabe, isso não significa que aquele amor não existiu ou que não deu certo. Ele deu certo pelo tempo que durou. Na vida, tudo é efêmero, inclusive as pessoas, e não seria diferente com os sentimentos. Indivíduos são seres em mutação, e seus sentimentos podem seguir a mesma linha.

O fim de uma união também pode ser uma experiência de grande aprendizado, que ensina à pessoa muito sobre ela mesma. Normalmente, as pessoas repensam a relação que mantiveram e descobrem atitudes que podem ter levado ao fim de tudo. Descobrem, ainda, o que gostam e o que não gostam que aconteça num relacionamento ou com que tipos de pessoas preferem se relacionar. Isso porque, muitas vezes, os indivíduos somente se dão conta de quem era seu parceiro quando tudo acaba.

Ao final de um romance, é preciso, muitas vezes, se redescobrir, e essa talvez seja a tarefa mais difícil, pois muitas vezes, as pessoas vivem tanto dentro do relacionamento que não sabem se ver fora dele. Porém, apesar disso tudo, as pessoas não morrem por causa de um fora que levaram de outro.

A vida continua, um novo amor pode surgir, por mais que se esteja triste, essa tristeza passa e a felicidade voltará. Cabe dar ao coração o tempo necessário para que ele se refaça e coloque tudo no lugar novamente. Enfim, por pior que seja o fim de um romance, nada está perdido. Lidar com a perda, aceitar seus erros e seguir seu caminho acaba sendo o rumo natural.

Por Anne Grizza – Psicóloga da Equipe Psicotér

 


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Ciúmes

 

O ciúmes é algo natural, acontece com todo mundo. Sentir ciúmes é sentir medo de perder, de conquistar algo/oportunidade/relação em detrimento de outra pessoa, de um terceiro.

Na vida experimentamos ciúmes em diversas situações. Por exemplo, podemos sentir ciúmes de um colega de trabalho porque estamos disputando uma vaga na empresa e o colega também é capacitado para exercer tal função. Ou, em uma relação amorosa, quando percebemos que o nosso parceiro está sendo bajulado, recebendo elogios, etc, também podemos sentir ciúmes. Em ambas as situações, existem fatos reais que podem desencadear o medo de não conseguir a oportunidade ou o medo de perder a relação – visto que há um ‘terceiro’ que também deseja o que você deseja. E aí surge o ciúmes. E até ai, tudo bem!! Afinal, são situações que fazem parte da vida, não é mesmo? Sempre vão existir pessoas que se interessam pelo o que você gosta e que também vão tentar investir nisso. Assim, no dia-a-dia, o ciúmes pode aparecer em inúmeros momentos! É importante que a gente consiga identificá-lo, compreenda os fatos concretos da situação, o que podemos aprender (sobre nós e sobre os outros) com a experiência e que consigamos lidar com esse sentimento. Dessa forma, o ciúmes, naturalmente, se torna um sentimento transitório e que não causa prejuízos para si mesmo e para outros.

No entanto, e quando o ciúmes é excessivo? Você consegue perceber quando o ciúmes (o seu, do companheiro ou amigo) se tornou exacerbado, sem limites, doentio? Fizemos uma lista de comportamentos e sentimentos para te ajudar a perceber a manifestação do ciúmes exagerado:

sad O ciumento cria situações “fictícias”, fantasia histórias, monta “provas” para incriminar o “terceiro” e justificar suas atitudes de ciúmes;

 sad Existe um desejo de se vingar, de prejudicar o suposto “rival”;

sad Não existem fatos concretos, reais, que justifiquem as preocupações fixas e excessivas do ciumento;

sad Há um controle excessivo pela pessoa ou situação – o ciumento se transforma em um detetive: checa emails, telefonemas, correspondência. Investiga informações nas redes sociais e busca saber detalhes da vida das pessoas envolvidas;

sad O ciumento demonstra sentimentos de insegurança, irritabilidade, baixa autoestima, desconfiança, controle, humor instável, agressividade, ataques de raiva;

sad Há prejuízos emocionais e sociais tanto na vida do ciumento quanto na vida das pessoas que estão sendo “atingidas”.

Você consegue compreender as diferenças entre o ciúmes natural e o ciúmes exagerado? Está com dificuldades de perceber se o que sente já passou dos limites? Se identificou com algumas das situações descritas ou percebeu similaridades com os comportamentos de amigos ou familiares?

Sentir ciúmes é natural, mas quando ele está se manifestando de forma exagerada pode ameaçar a saúde mental de todos os envolvidos! Entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita Online ou Presencial com um Psicólogo em Porto Alegre. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.

O perigo das relações tóxicas

 

Você já parou para pensar na qualidade das relações que você tem? Sejam vínculos familiares, amorosos ou de amizades, você se sente bem ao lado das pessoas que convive? Há apoio e compartilhamento de momentos bons e ruins? Como estão suas relações?

Somos seres sociáveis, gostamos de nos relacionar, conversar, dividir alegrias, compartilhar tristezas… Assim, há muitas pessoas que passam pela nossa vida, umas permanecem, outras se vão. Será que as relações que permanecem no seu ciclo social hoje são saudáveis? Ou será que são relações tóxicas? As relações tóxicas são ditas assim, pois a “pessoa tóxica” apresenta diversos comportamentos e atitudes negativos que nos contaminam e, muitas vezes, são mascarados por um “querer bem”. Assim, somos “intoxicados” e não percebemos, não nos damos conta que aquela atitude, na verdade, pode ser prejudicial. Há um falso senso de preocupação ou amor que a pessoa tóxica dirige para nós e é o que faz com que, muitas vezes, a gente não reconheça a relação como tóxica. Fizemos uma lista com alguns comportamentos típicos que as pessoas tóxicas adotam nas relações:

  • Desvalorização de conquistas pessoais e profissionais
  • Ofensas, críticas em tom de “piada”
  • Atitudes irônicas, grosseiras e mesquinhas
  • Ações egoístas e ciumentas justificadas por “amor”
  • Exigência de atenção
  • Vitimização
  • Querer saber tudo da vida do outro para ter controle
  • Não há respeito pelo espaço, tempo e privacidade do outro
  • São pessoas insistentes e persuasivas

Assim, as relações tóxicas são contaminadas de negatividade, falta de estímulo e disputa. E a pergunta que fica é: será que realmente precisamos desse tipo de relação nas nossas vidas? Será que as relações que mantemos realmente nos fazem bem, contribuem para o nosso desenvolvimento? Você mantém alguma relação, com essas características, por comodidade, convivência no mesmo grupo social, ou até mesmo em uma relação amorosa? Relações que não nos acrescentam não devem fazer parte do nosso dia-a-dia e nem da nossa vida!

 

Na Psicoter contamos com profissionais especializados e que podem te auxiliar a buscar e manter relações saudáveis! Não precisamos ser tóxicos, merecemos relações boas e saudáveis! Entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita Online ou Presencial com uma Psicóloga em Porto Alegre. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.

Amores do passado

Quem não tem uma história dolorosa de amor? E por que muitas pessoas ficam lembrando de amores do passado, não raras vezes, sofrendo por este passado?

O nosso cérebro precisa de combustível e momentos felizes do passado são excelentes para nossa mente desenfreada.

Freud dizia que, quando uma pessoa está apaixonada, ela se torna incrivelmente frágil. Isso acontece porque nosso aparelho psíquico, nossa mente, tende a concentrar seus esforços, sua libido, sua energia, na pessoa que é alvo do nosso amor. Ao mesmo tempo, descarregamos uma série de hormônios e sensações no nosso corpo.

Isso quer dizer que o nosso cérebro busca a paixão e quando não há uma paixão real no agora, imaginamos aquela paixão do passado.

No agora, a vida está atribulada, o casamento caiu na rotina, tudo parece tão monótono. O que fazer? Buscar emoção no passado… lembrar de momentos e do quanto fomos apaixonados por aquela pessoa, imaginar como seria juntos agora, criar e fantasiar cenas de amor.

Esse é o combustível: a fantasia. Fantasiar gera sensações tão reais como vivenciar na realidade, então colocamos toda a nossa imaginação no amor do passado. Ele é a lembrança mais viva de uma paixão.

Mas é só imaginação e sensações geradas pelas fantasias, porque se a paixão do passado fosse presente, muito provavelmente, ela se tronaria rotineira e monótona como as outras coisas da sua vida.

Fantasiar é saudável, mas se torna prejudicial quando sofremos por essa fantasia, quando atuamos para tornar essa fantasia real. A questão é termos consciência de que o objeto idealizado não existe (a não ser em nossa cabeça). E criar expectativas é o segredo para a infelicidade, o stress, a tensão.

Precisamos trazer emoções para o presente, aquecer a vida, ir atrás de momentos felizes e prazerosos.

 

Se você não está conseguindo se desligar do seu passado ou sofre por causa de pensamentos focados em pessoas que já não estão mais na sua vida, podemos te ajudar! Entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita Online ou Presencial com uma Psicóloga em Porto Alegre. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.

Timidez x Fobia Social: Será que você é realmente tímido?

Apesar de possuírem coisas em comum, timidez e fobia social possuem níveis e manifestação de sintomas diferente. Você já parou para pensar que essa sua timidez excessiva poderia desenvolver uma real fobia?

Pois é… Na fobia social, as pessoas apresentam muita timidez em ambientes novos, desconhecidos e com pessoas estranhas. Essa situação é acompanhada por muita ansiedade e, em alguns casos, o indivíduo pode ter uma crise, por se sentir observado pelos outros. Além disso, a pessoa preocupa-se com o que os outros irão pensar dela, sente medo de passar vergonha por agir de alguma forma inadequada ou mesmo pelos sinais físicos da ansiedade, como o rosto vermelho, mãos que tremem, suor excessivo, falta de concentração, coração acelerado e sensação de tontura.

Falar em público, ir a uma festa ou fazer compras em uma loja são situações que podem gerar grande sofrimento, pela ansiedade excessiva que essas pessoas sentem ao executarem essas tarefas. A dificuldade em lidar com o sofrimento de precisar sair de casa, por exemplo, faz com que alguns pacientes comecem a evitar essas situações, ou seja, acabam tendo um prejuízo muito grande em suas vidas, pois deixam de ter convívio social. Além disso, ao evitarem as situações temidas, acabam reforçando a fobia social.

Geralmente, essas pessoas possuem uma visão pessimista, pensamentos negativos e são muito críticas e exigentes. Também apresentam poucas habilidades para lidar nas situações sociais, como dificuldade para puxar conversa com alguém, não saber como chegar em uma garota em uma festa ou expor alguma opinião própria em uma roda de amigos.

A fobia social pode ser específica ou generalizada. Quando específica, a pessoa teme algumas situações. Generalizada, o indivíduo teme quase todas as situações sociais, como falar em publico, sair com os amigos, namorar, comer na frente dos outros, escrever na frente dos outros, etc.

Tanto na timidez, quanto na fobia social, podem acontecer as mesmas sensações: vontade de fugir, medo, nervosismo, etc… Mas, no caso da fobia social, esses sintomas são tão fortes que fazem com que a pessoa evite se expor as situações temidas. Já uma pessoa tímida pode até se sentir mal, mas isso não a impede de seguir se expondo, sem que isso cause danos a sua saúde.

Com o passar do tempo, a timidez pode acabar virando uma fobia, dependendo muito de como a própria pessoa lida consigo mesma e com seus medos em determinadas situações. Se uma pessoa tímida se aceita, controla os sintomas e se expõe a situações que lhe dão vergonha, com um pensamento construtivo, a tendência é que a timidez melhore e, na maioria dos casos, até desapareça. Mas uma pessoa tímida que começa a evitar situações e a ter pensamentos negativos e destrutivos, tende a desenvolver a fobia com o tempo, conforme esses pensamentos forem alimentados.

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Ciúmes, Raiva, Impulsividade… Será que você sofre de TPB?

Você conhece alguém que muda o humor repentinamente? Que sente muito medo de ser abandonado? Que tem algum comportamento impulsivo como comer exageradamente, gastar dinheiro descontroladamente, fazer sexo compulsivamente ou abusar de substâncias? Aquela pessoa muito intensa, que ama ou odeia alguém?

Essas características descrevem os traços do Transtorno de Personalidade Borderline. Esse transtorno é marcado pela instabilidade em quase todos os aspectos do funcionamento da pessoa. São indivíduos instáveis nos relacionamentos, autoimagem, afeto e comportamento. Também são descritos como infantis, sentem muita raiva e explodem constantemente, além de possuírem sentimentos crônicos de vazio. Acompanhado disso, podem desenvolver algum comportamento automutilante e gestos ou ameaças suicidas.

No comportamento, explosões de raiva, tristeza, impulsividade, teimosia, instabilidade de humor, ciúmes intensos, apego afetivo, desespero, descontrole emocional, medo de rejeição e insatisfação pessoal. Quando esses comportamentos se apresentam de forma frequente, intensa e persistente, acabam por produzir um indivíduo com dificuldades de adaptação ao seu ambiente social. Eles sentem muito, muito sentimento e muita emoção sempre, e costumam lidar muito mal com isso ou qualquer outro tipo de adversidade, especialmente as que envolvem rejeição, desaprovação ou abandono. Quando se deparam com uma situação dessas, desencadeiam uma reação de estresse muito mais intensa e abrangente do que o esperado.

Vários estudos apontam que essas pessoas tiveram experiências traumáticas na infância, porque viveram em um ambiente invalidante, onde não se sentiam acolhidas ou aceitas pelos pais ou cuidadores. Também podem ter sofrido maus tratos, como castigos físicos, abuso emocional, ameaças, graves problemas psiquiátricos dos pais ou abuso sexual. Ou seja, não tiveram um ambiente acolhedor e amoroso na infância.

Os sintomas mais comuns são:

  • Medo de ser abandonado pelos amigos ou família;
  • Padrão de relacionamentos instáveis e intensos;
  • Instabilidade acentuada, humor reativo;
  • Impulsividade;
  • Recorrência de comportamento, gesto ou ameaça suicida ou de comportamento automutilante;
  • Sentimentos crônicos de vazio;
  • Raiva inadequada e intensa ou dificuldade para controlar a raiva. Demonstrações frequentes de irritação.

O tratamento é realizado através da psicoterapia, onde o paciente vai aprender formas de controlar melhor suas emoções desagradáveis e mais intensas e também vai aprender maneiras diferentes para lidar nos momentos de maior estresse. Em alguns casos, o tratamento com medicamentos também é necessário. A terapia semanal é fundamental para o indivíduo se manter controlado.

Além disso, se o indivíduo Borderline é algum familiar, amigo ou parceiro próximo, existem algumas dicas na hora de lidar com essa personalidade e que devem ser levadas em conta juntamente com a terapia, são elas:

  • Amor: Eles tem medo do abandono. Ignorar os sentimentos deles apenas irá deixá-los mais inseguros e ainda agravar os sintomas. Seja amável e tenha paciência, o maior medo deles é perder as pessoas importantes.
  • Não os reprima: Ao tentar os corrigir, tenha cuidado com suas palavras, porque eles são muito sensíveis e estarão sempre tentando se encaixar nos padrões da sociedade (que não parecem ter sido feitos para eles). Quando você tenta corrigir um Borderline de forma dura, ele acaba sentindo raiva dele mesmo.
  • Respeite a emoção deles: Deixe que eles sintam! Entenda que eles sentem tudo e ao mesmo tempo, de forma muito intensa. Você não precisa falar nada, apenas esteja ao lado deles no momento da confusão de sentimentos.
  • Os ajude a crescer: São indivíduos com uma tendência a dependência dos outros ou de alguém específico. Para isso, é importante incentivar que ele realize, crie e desenvolva seus próprios projetos. Os ajude a aprender a se sentirem seguros deles mesmos!
Se não acompanhados de um Profissional Psicólogo, essas personalidades podem causar muito sofrimento aos mais próximos, mas principalmente a eles próprios. Se você se identificou ou conhece alguém que se encaixe no comportamento descrito por este texto e que precisa da ajuda de um Psicoterapeuta, entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita Online ou Presencial com uma Psicóloga em Porto Alegre. Descubra os benefícios que a Terapia Cognitivo-Comportamental pode fazer por você e pela sua família!