Fadiga crônica: por que você se sente cansado mesmo dormindo o suficiente?

 

Nos dias atuais, é comum escutarmos alguém reclamando de cansaço. A correria do cotidiano é grande e estressante. São muitas atividades diferentes para dar conta: cuidar dos filhos, trabalhar, estudar, preparar uma refeição, cuidar da casa, fazer os temas de casa com os filhos e assim por diante. Não raro, nos sentimos demasiadamente cansados e com vontade de não fazer “nada”. Até aí tudo dentro do esperado.

Porém, existe outro cansaço difícil de explicar pelo excesso de atividades do dia a dia. Por mais que a pessoa durma, parece que nunca está descansada o suficiente. A sensação de cansaço pode ser tão grande, que a pessoa mal consegue executar as tarefas que se disponibilizou a fazer durante o dia. Este tipo de cansaço recorrente é o que denominamos fadiga crônica.

A fadiga crônica atinge milhões de pessoas e se caracteriza pelo cansaço extremo que, conforme o dia vai passando, só vai piorando, não importa se você está trabalhando sentado ou fazendo alguma atividade física. Mesmo que a pessoa descanse após a atividade, o cansaço não melhora.

A real causa da fadiga crônica ainda não foi definida. No entanto, sabe-se que fatores de risco para desenvolvê-la são: idade (mais comum em pessoas com idades entre 40 e 50 anos), sexo feminino e estresse (nas relações de trabalho, íntimas e familiares).

Além do cansaço excessivo, outros sintomas da fadiga crônica são:

😴 Falta de motivação;

😴 Dor de cabeça constante;

😴 Dor muscular sem justificativa;

😴 Esquecimentos e falta de concentração;

😴 Sono excessivo ou insônia;

😴Dores nas articulações;

😴 Irritabilidade;

😴 Febre;

😴 Garganta inflamada;

😴 Suor noturno;

😴 Confusão mental;

😴 Alterações de humor;

😴 Problemas digestivos;

😴 Sintomas depressivos e de ansiedade;

😴 Pensamentos suicidas;

😴 Aumento dos gânglios linfáticos no pescoço e axilas.

Juntamente com esse conjunto de sintomas que afetam a pessoa física e psicologicamente, prejuízos nas relações comprometem ainda mais a qualidade de vida. Muitas vezes, pessoas que presenciam essa condição não entendem o que está acontecendo com o amigo, familiar ou colega de trabalho. Como consequência, a pessoa acaba se isolando das suas relações por medo do julgamento, o que acaba contribuindo para a piora dos sintomas.

Se você tem alguns desses sintomas por menos seis meses, pode ser que esteja com fadiga crônica e precisa de tratamento. A melhora pode ser alcançada com o uso de medicação em concomitância com acompanhamento psicológico. As medicações geralmente utilizadas são antidepressivos, ansiolíticos e analgésicos. A psicoterapia irá auxiliar na estruturação de respostas emocionais em busca de uma melhor qualidade de vida, melhorando a autoestima, as relações com amigos, familiares e no trabalho. Também, a mudança de hábitos alimentares e exercícios físicos regulares são imprescindíveis para a melhora da fadiga crônica.

Por Roberta Gomes – Psicóloga da Psicotér

 


A fadiga crônica pode interferir em muitos momentos de sua vida e atrapalhar a sua trajetória. Não se permita deixar de aproveitar momentos da vida por causa deste transtorno, entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita para psicoterapia, com um Psicólogo ou Psicóloga em Porto Alegre. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.

 

Cura Gay: É possível curar alguém que não está doente?

 

EU NÃO POSSO CURAR UMA PESSOA QUE NÃO ESTÁ DOENTE – A CURA GAY E A PSICOLOGIA

 

Na última sexta-feira, 15 de setembro, um juiz da 14ª Vara do Distrito Federal, concedeu uma liminar que torna legalmente possível que psicólogos ofereçam terapias de reversão sexual, mais conhecidas com cura gay”. Esta decisão tornou-se uma polêmica que gerou discussões, piadas e memes em todo o país.

Esta liminar determina que o Conselho Federal de Psicologia (CFP), órgão que regulamenta a profissão de Psicólogo, reinterprete uma resolução estabelecida pela entidade em 1999, que proíbe aos profissionais da Psicologia que ofereçam terapias de reversão ou reorientação sexual. Segundo a liminar, o Conselho deve reinterpretar a resolução de modo a não impedir a reorientação sexual, o que a mantém viva, mas transformada em letra morta (sem validade).

A resolução do CFP nunca impediu que psicólogos discutam com seus pacientes questões sobre sua sexualidade, pelo contrário, essas questões são muito importantes na vida das pessoas e podem ser tratadas em psicoterapia. O que os profissionais não podem fazer é tentar reorientar homossexuais para diminuir o sofrimento causado pelo preconceito. O problema, como foi apontado pelo presidente do CFP, é da sociedade, não das pessoas: “o psicólogo precisa abordar essa orientação sexual de modo que um dia isso não seja mais um problema a ser tratado em um consultório de psicologia”.

Freud, o pai da psicanálise, já em 1935, em carta a uma mãe que pedia a cura de seu filho que apresentava comportamentos homossexuais, afirmou que não existe cura para o que não é doença: “a homossexualidade não pode ser considerada uma doença. Nós a consideramos como uma variante da função sexual”, escreveu Freud em um trecho de sua carta e acrescentou, ainda, que a psicologia poderia ajudar o filho a enfrentar os conflitos, inibições e medos relacionados à sua vida social e pessoal, que podem vir a surgir, proporcionando-lhe mais tranquilidade, paz psíquica e eficiência, mas não pode curá-lo. Por fim, o referido autor ainda afirmou que “é uma grande injustiça e crueldade perseguir a homossexualidade como se fosse um crime”.

Esta mesma postura é defendida pela Associação Americana de Psiquiatria (APA) desde o ano de 1973, quando retirou o Transtorno de Identidade de Gênero da lista de doenças, e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 1990. No Brasil, o Conselho Federal de Psicologia proibiu qualquer prática de reversão desde 1999 e trocou o sufixo “ismo” por “dade”, pois o primeiro relaciona-se a quadros de doenças, o que a homossexualidade não é.

Essa mudança ocorre desde o início da Psicanálise e está também relacionada às mudanças na sociedade. Freud e outros pesquisadores mostraram que existiam homossexuais mesmo entre os gregos e os índios e isso era bem aceito. Algumas tribos norte-americanas, inclusive, consideram os homossexuais seres dotados de luz, pois possuem uma alma feminina e outra masculina, que se complementam.

Um estudo de Evelyn Hooker, psicóloga, feito em 1957 com 30 homossexuais e 30 heterossexuais, não encontrou nenhum distúrbio psicológico no grupo homossexual. Esta descoberta negou as crenças psiquiátricas que afirmavam que todos os homossexuais do sexo masculino sofriam de distúrbios psicológicos graves.

Além deste estudo, os relatórios da Associação Americana de Psiquiatria (APA), trazem o estudo de Simon LeVay, que encontrou uma das primeiras evidências biológicas de que os homossexuais já nascem homossexuais: há uma diferença no cérebro, na região do hipotálamo. Em outra pesquisa da APA, realizada com gêmeos, os resultados demonstram uma variação do comportamento de gênero incomum durante a infância, demonstrando, então, que a orientação sexual é em parte devida à genética. Outra evidência apontada pela APA é a de que pode haver a exposição do feto, durante a gravidez, a alguns hormônios que teriam papel importante na orientação sexual daquele indivíduo.

Deste modo, para a Associação Americana de Psiquiatria, as evidências científicas demonstram que há um forte componente biológico na orientação sexual. A mistura da genética, dos hormônios durante a gravidez e fatores ambientais é que contribuem para a orientação sexual de uma pessoa.

Não existem provas científicas de que qualquer orientação sexual seja uma escolha de livre arbítrio. A homossexualidade não é uma doença, é uma orientação sexual; assim como a heterossexualidade não é o estado de saúde plena.  Ela é uma orientação sexual tão saudável quanto a heterossexualidade ou a bissexualidade.

O que os homossexuais podem encontrar na psicoterapia é ajuda para tratar as consequências emocionais causadas por preconceitos e pressões sociais devido à sua sexualidade. O que os homossexuais buscam na psicoterapia é a auto compreensão, a autoestima, conhecer a si mesmos e lidar com o mundo ao seu redor, como também o fazem o heterossexual e o bissexual. O psicólogo pode reforçar a aceitação da condição do indivíduo, aliviando as dores causadas pelo peso dos preconceitos ou do ambiente em que vive.

A psicologia não pode intervir no que é íntimo de cada um, o que ela pode fazer é interpretar e ajudar o indivíduo a compreender o que representa sua queixa, que muitas vezes está relacionada a conflitos com família e sociedade, devido à sua orientação sexual. Trabalha-se para que a pessoa se aceite, aceite seu desejo; não existe cura para algo que não é doença. Os riscos associados a qualquer tratamento que proponha a “cura gay” podem incluir depressão, ansiedade, isolamento social, problemas de autoestima e suicídio.

 


Se você sofre devido à sua orientação sexual, se tem dificuldade em lidar com o preconceito, com a violência, com a intolerância, a ajuda de um profissional da psicologia pode ser positiva em sua aceitação, em sua orientação para uma vida saudável, como é direito de todos os indivíduos. Se você se sentir coagido em psicoterapia a mudar sua orientação sexual, procure outro profissional e reporte isso ao Conselho Regional de Psicologia de seu estado. Se você ainda não está com acompanhamento profissional e sente que isso lhe faria bem, entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita para psicoterapia, com um Psicólogo ou Psicóloga em Porto Alegre. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.

heart Amar não é doença, preconceito, sim! heart

 

 

O que é Mindfulness?

Você conhece o Mindfulness e os seus benefícios? 

Vamos entender um pouquinho sobre o que significa Mindfulness. Essa palavra em inglês significa exatamente ESTAR PRESENTE em todos os nossos atos, já que nossa vida acontece no presente. Também chamada de Atenção Plena, significa a habilidade de estar atento ao presente momento.

Em pesquisa realizada recentemente pela Universidade de Harvard, os psicólogos Daniel T. Gilbert e Matthew A. Killingston constataram que passamos cerca de 47% do nosso tempo distraídos, oscilando entre pensamentos do passado, projeções para o futuro ou fantasias com o presente. Perceberam ainda que uma mente que vagueia é uma mente infeliz e fonte que provoca estresse para o indivíduo e seus pares. 

Considerando que as pessoas funcionam muito no modo de piloto automático, a intenção da prática de Mindfulness seria exatamente trazer a atenção plena para a ação no momento atual. Intencional significa que o praticante faz a escolha de estar plenamente atento e se esforça para alcançar essa meta, ou seja, estar em contato com o presente e não estar envolvido com lembranças ou com pensamento sobre o futuro.

É um treinamento mental que nos prepara para lidar melhor com os pensamentos e emoções, ampliando nossa capacidade de analisar serenamente as experiências que temos na vida e de fazermos escolhas mais conscientes ao responder ou reagir, numa atitude mais gentil e sem julgamentos. O desafio da atenção plena é justamente que você aprenda a se desprender do hábito, profundamente impregnado em nós de analisar e categorizar as situações em “boas” ou “ruins”. 

Esta prática pode parecer simples, mas é muito mais difícil do que se pensa, exige treino diário para que, gradualmente,se  adquira a habilidade de acalmar os pensamentos, focar no agora e, acima de tudo, relaxar. Diversos estudos já foram conduzidos, a fim de comprovar os inúmeros benefícios do Mindfulness para o corpo e para a mente. Não é à toa que médicos, hospitais, empresas, escolas e órgãos públicos já oferecem treinamentos em Mindfulness, para ajudar as pessoas a meditarem.

E para incentivar você a compreender melhor como funciona essa prática, listamos alguns benefícios e dicas que ajudarão você a ter uma vida mais saudável e feliz.

  • Estar em melhor contato consigo próprio, outras pessoas e a vida à volta.

  • Com confiança poder experienciar emoções, pensamentos e sensações que causam mal-estar.

  • Poder estar aqui e agora

  • Sentir mais entusiasmo e energia perante a vida

  • Lidar melhor com stress

  • Lidar melhor com dor

  •  Entender que pensamentos e emoções vão e vêm, e são o que são

  •  Conseguir ver todas as coisas boas que já existem na vida, grandes e pequenas

  •  Desenvolver a auto-aceitação e consequentemente também a aceitação dos outros

Como podemos perceber, existem muitos benefícios em praticar mindfulness, seja através da meditação, yoga ou respiração. Mindfulness aumenta a sensação de calma e relaxamento, melhorando os níveis de energia e entusiasmo pela vida. Os sentimentos desagradáveis são uma parte integrante da vida. Por si mesmos, podem ser bastante desafiadores. O fato de esses sentimentos nos causarem ou não problemas depende muito da forma como reagimos a eles. Se reagirmos negativamente aos sentimentos desagradáveis, é provável que eles fiquem mais intensos e logo estaremos mais imobilizados na infelicidade, no estresse e na depressão.

O Mindfulness nos convida a explorar outra possibilidade, descobrir que com uma percepção consciente encontramos uma forma mais habilidosa e diferente de reagir e encarar as situações do dia a dia. Altere aos poucos a forma como realiza cada atividade do seu dia. Quanto mais aplicar a técnica, mais benefícios você irá sentir na sua rotina. E até os hábitos mais banais, que parecem tão entediantes, poderão ter um novo significado para você.

A prática de Mindfulness tem sido inserida nas Terapias Cognitivas por terem em comum a validade científica. As TCC´s são terapias baseadas em evidências, e os estudos realizados com Mindfulness apontam que essa técnica promove muitos benefícios na redução de sintomas depressivos, de ansiedade, de estresse e de insônia, entre outros.

Por Lívia Atkinson – Psicóloga da Psicotér

 


Você tem vontade de estar plenamente presente em todas as suas atividades, mas acredita que está realizando a maioria no piloto automático? Entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita para psicoterapia, com um Psicólogo ou Psicóloga em Porto Alegre. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.

 

 

Será que estou acomodado ?

“Odeio meu trabalho, mas tenho receio de não conseguir algo melhor”.

“Estou infeliz no meu relacionamento, mas e se ninguém mais me quiser?”.

“Tenho muita vontade de morar fora do país, porém fico assustado só de pensar em me virar sozinho”.

Você se identificou com alguma destas situações? Sabe o que elas têm em comum?  Em todas elas as pessoas apresentam medo do novo, medo daquilo que é incerto, do desconhecido.  

Este medo do novo pode apresentar diversos sintomas:

Os principais sintomas físicos são: coração acelerado, dificuldade ao respirar, sentir uma pressão no peito, tremor nas mãos, suor excessivo, entre outros.

Já os sintomas do pensamento são: preocupações com o que pode dar errado, tentar controlar todas as variáveis possíveis, não conseguir tomar decisões e se comprometer com elas, entre outros.

Independente das formas que isso se manifesta na pessoa, o resultado é sempre o mesmo: A pessoa se vê presa a determinada situação, acomodados, nutrindo medos que nos impedem de crescer.  

Não há dúvida de que todos estes sintomas estão sendo ordenados pelo cérebro e sabemos que ele é uma ferramenta essencial e extremamente complexa, capaz de desempenhar funções que a própria ciência ainda não consegue explicar. É ele o grande responsável por temermos o que não conhecemos e buscarmos aquilo que já se sabe, em outras palavras – ele prefere manter problemas que já são conhecidos.

“Bom, se o meu cérebro é responsável por isso, então não tem nada que eu possa fazer?”.

Claro que tem! De forma alguma precisamos ser refém de nossos medos. Tenho certeza que já houveram inúmeras situações na tua vida nas quais tu sentiu medo e mesmo assim seguiu em frente. Lembre-se do seu primeiro beijo, da primeira vez que dirigiu um carro ou do seu primeiro dia de aula. Para quase todas as pessoas, estas situações são carregadas de medo e incertezas, mas o que fez a diferença foi realizá-las apesar dele. Se o beijo foi bom ou se conseguiu dirigir sem apagar o carro, não interessa muito para nós neste momento. Até porque é bem provável que o beijo tenha sido no mínimo estranho e que o carro tenha sido religado algumas vezes. O que vale agora é o fato de que para conquistarmos algo precisamos lidar com a incerteza e ter coragem de enfrentar o medo que nela se prende.

Neste processo de enfrentamento a terapia cognitivo-comportamental pode te ajudar bastante. Através de técnicas que te ajudam nas tomadas de decisões, nos pequenos passos para conquistar os seus objetivos e combatendo junto contigo os medos que o fazem permanecer nesta zona de conforto que há muito já deixou de ser confortável. Lembrando que o corajoso não é aquele que não sente medo e sim aquele que age apesar dele.

 

Por Rodrigo Fernandez – Psicólogo da Psicotér


Se você nota que não está fazendo determinadas escolhas que podem melhorar sua vida por que tem medo do futuro, entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita para psicoterapia, com um Psicólogo ou Psicóloga em Porto Alegre. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.

 

Timidez x Fobia Social: Será que você é realmente tímido?

Apesar de possuírem coisas em comum, timidez e fobia social possuem níveis e manifestação de sintomas diferente. Você já parou para pensar que essa sua timidez excessiva poderia desenvolver uma real fobia?

Pois é… Na fobia social, as pessoas apresentam muita timidez em ambientes novos, desconhecidos e com pessoas estranhas. Essa situação é acompanhada por muita ansiedade e, em alguns casos, o indivíduo pode ter uma crise, por se sentir observado pelos outros. Além disso, a pessoa preocupa-se com o que os outros irão pensar dela, sente medo de passar vergonha por agir de alguma forma inadequada ou mesmo pelos sinais físicos da ansiedade, como o rosto vermelho, mãos que tremem, suor excessivo, falta de concentração, coração acelerado e sensação de tontura.

Falar em público, ir a uma festa ou fazer compras em uma loja são situações que podem gerar grande sofrimento, pela ansiedade excessiva que essas pessoas sentem ao executarem essas tarefas. A dificuldade em lidar com o sofrimento de precisar sair de casa, por exemplo, faz com que alguns pacientes comecem a evitar essas situações, ou seja, acabam tendo um prejuízo muito grande em suas vidas, pois deixam de ter convívio social. Além disso, ao evitarem as situações temidas, acabam reforçando a fobia social.

Geralmente, essas pessoas possuem uma visão pessimista, pensamentos negativos e são muito críticas e exigentes. Também apresentam poucas habilidades para lidar nas situações sociais, como dificuldade para puxar conversa com alguém, não saber como chegar em uma garota em uma festa ou expor alguma opinião própria em uma roda de amigos.

A fobia social pode ser específica ou generalizada. Quando específica, a pessoa teme algumas situações. Generalizada, o indivíduo teme quase todas as situações sociais, como falar em publico, sair com os amigos, namorar, comer na frente dos outros, escrever na frente dos outros, etc.

Tanto na timidez, quanto na fobia social, podem acontecer as mesmas sensações: vontade de fugir, medo, nervosismo, etc… Mas, no caso da fobia social, esses sintomas são tão fortes que fazem com que a pessoa evite se expor as situações temidas. Já uma pessoa tímida pode até se sentir mal, mas isso não a impede de seguir se expondo, sem que isso cause danos a sua saúde.

Com o passar do tempo, a timidez pode acabar virando uma fobia, dependendo muito de como a própria pessoa lida consigo mesma e com seus medos em determinadas situações. Se uma pessoa tímida se aceita, controla os sintomas e se expõe a situações que lhe dão vergonha, com um pensamento construtivo, a tendência é que a timidez melhore e, na maioria dos casos, até desapareça. Mas uma pessoa tímida que começa a evitar situações e a ter pensamentos negativos e destrutivos, tende a desenvolver a fobia com o tempo, conforme esses pensamentos forem alimentados.

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Ciúmes, Raiva, Impulsividade… Será que você sofre de TPB?

Você conhece alguém que muda o humor repentinamente? Que sente muito medo de ser abandonado? Que tem algum comportamento impulsivo como comer exageradamente, gastar dinheiro descontroladamente, fazer sexo compulsivamente ou abusar de substâncias? Aquela pessoa muito intensa, que ama ou odeia alguém?

Essas características descrevem os traços do Transtorno de Personalidade Borderline. Esse transtorno é marcado pela instabilidade em quase todos os aspectos do funcionamento da pessoa. São indivíduos instáveis nos relacionamentos, autoimagem, afeto e comportamento. Também são descritos como infantis, sentem muita raiva e explodem constantemente, além de possuírem sentimentos crônicos de vazio. Acompanhado disso, podem desenvolver algum comportamento automutilante e gestos ou ameaças suicidas.

No comportamento, explosões de raiva, tristeza, impulsividade, teimosia, instabilidade de humor, ciúmes intensos, apego afetivo, desespero, descontrole emocional, medo de rejeição e insatisfação pessoal. Quando esses comportamentos se apresentam de forma frequente, intensa e persistente, acabam por produzir um indivíduo com dificuldades de adaptação ao seu ambiente social. Eles sentem muito, muito sentimento e muita emoção sempre, e costumam lidar muito mal com isso ou qualquer outro tipo de adversidade, especialmente as que envolvem rejeição, desaprovação ou abandono. Quando se deparam com uma situação dessas, desencadeiam uma reação de estresse muito mais intensa e abrangente do que o esperado.

Vários estudos apontam que essas pessoas tiveram experiências traumáticas na infância, porque viveram em um ambiente invalidante, onde não se sentiam acolhidas ou aceitas pelos pais ou cuidadores. Também podem ter sofrido maus tratos, como castigos físicos, abuso emocional, ameaças, graves problemas psiquiátricos dos pais ou abuso sexual. Ou seja, não tiveram um ambiente acolhedor e amoroso na infância.

Os sintomas mais comuns são:

  • Medo de ser abandonado pelos amigos ou família;
  • Padrão de relacionamentos instáveis e intensos;
  • Instabilidade acentuada, humor reativo;
  • Impulsividade;
  • Recorrência de comportamento, gesto ou ameaça suicida ou de comportamento automutilante;
  • Sentimentos crônicos de vazio;
  • Raiva inadequada e intensa ou dificuldade para controlar a raiva. Demonstrações frequentes de irritação.

O tratamento é realizado através da psicoterapia, onde o paciente vai aprender formas de controlar melhor suas emoções desagradáveis e mais intensas e também vai aprender maneiras diferentes para lidar nos momentos de maior estresse. Em alguns casos, o tratamento com medicamentos também é necessário. A terapia semanal é fundamental para o indivíduo se manter controlado.

Além disso, se o indivíduo Borderline é algum familiar, amigo ou parceiro próximo, existem algumas dicas na hora de lidar com essa personalidade e que devem ser levadas em conta juntamente com a terapia, são elas:

  • Amor: Eles tem medo do abandono. Ignorar os sentimentos deles apenas irá deixá-los mais inseguros e ainda agravar os sintomas. Seja amável e tenha paciência, o maior medo deles é perder as pessoas importantes.
  • Não os reprima: Ao tentar os corrigir, tenha cuidado com suas palavras, porque eles são muito sensíveis e estarão sempre tentando se encaixar nos padrões da sociedade (que não parecem ter sido feitos para eles). Quando você tenta corrigir um Borderline de forma dura, ele acaba sentindo raiva dele mesmo.
  • Respeite a emoção deles: Deixe que eles sintam! Entenda que eles sentem tudo e ao mesmo tempo, de forma muito intensa. Você não precisa falar nada, apenas esteja ao lado deles no momento da confusão de sentimentos.
  • Os ajude a crescer: São indivíduos com uma tendência a dependência dos outros ou de alguém específico. Para isso, é importante incentivar que ele realize, crie e desenvolva seus próprios projetos. Os ajude a aprender a se sentirem seguros deles mesmos!
Se não acompanhados de um Profissional Psicólogo, essas personalidades podem causar muito sofrimento aos mais próximos, mas principalmente a eles próprios. Se você se identificou ou conhece alguém que se encaixe no comportamento descrito por este texto e que precisa da ajuda de um Psicoterapeuta, entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita Online ou Presencial com uma Psicóloga em Porto Alegre. Descubra os benefícios que a Terapia Cognitivo-Comportamental pode fazer por você e pela sua família!

Cuidado! Você Pode Estar Viciado…

Você tem percebido um aumento na frequência de hábitos que antes não eram tão comuns do seu dia a dia? Anda exagerando em alguma coisa, em troca de satisfação emocional?

Cuidado! Você pode estar viciado…

Para que você entenda, alguns transtornos possuem a mesma característica em comum: o exagero. Esse sofrimento exagerado pode se dar na compulsão com a comida, com o sexo, com as compras, com os jogos, com a internet, com as drogas, dentre muitos outros.

Porém, para entender melhor esses transtornos, antes precisamos compreender o que são os comportamentos aditivos. Basicamente, são hábitos aprendidos na experiência do sujeito para lidar com algum problema. Ou seja, são hábitos que já foram executados repetidas vezes e acontecem quase automaticamente, se infiltrando na rotina do sujeito, e são seguidos por uma gratificação imediata. Por exemplo, comer para “aliviar” a ansiedade.

Esses hábitos acabam sendo prejudiciais, porque não se adaptam ao bem-estar físico, mental ou social da pessoa. Por exemplo, a experiência imediata da gratificação segue acompanhada por consequências negativas, como dívidas no banco, problemas de saúde, baixa estima, brigas com a família, etc. Essa “gratificação” que segue o ato, acaba fazendo com que o indivíduo torne a repetir os hábitos, para sentir novamente a sensação de prazer daquele momento.

O problema é que, em seguida, surge o mal-estar, porque a pessoa não consegue mais controlar aquele determinado impulso que prejudica a sua vida.

Mas, será que você se encaixa em algum transtorno do exagero? Veja abaixo alguns dos mais comuns:

  • Transtorno da Compulsão Alimentar: o sujeito consome uma grande quantidade de comida muito superior ao que a maioria das pessoas comeriam em um determinado período ou situação. Acompanhado pela sensação de perda do controle, ou seja, pela incapacidade de evitar comer ou parar de comer.
  • Transtorno da Compulsão Sexual: o desejo hiperativo por sexo gera uma necessidade repetitiva de realizar contatos e visualizar imagens que contenham pornografia. Não se saciando com uma relação sexual, o sujeito já fica ansioso a procura de uma próxima oportunidade. Esses indivíduos apresentam muitas dificuldades no seu dia a dia, em função do seu desejo.
  • Transtorno de Compra Compulsiva: caracteriza-se pelo aumento progressivo das compras, pela perda de controle sobre o ato de comprar, pela utilização da compra para tentar amenizar emoções negativas. As pessoas são viciadas na gratificação que a compra causa, no ato de bem-estar que desperta. Normalmente, não pagam contas básicas e gastam em produtos desnecessários, pois a gratificação e a satisfação que a compra traz não permitem avaliar prejuízos financeiros futuros.
  • Transtorno da Dependência de Internet: inegável a praticidade da internet. Entretanto, a sua dependência excessiva poderá ocasionar o afastamento dos familiares e amigos, além de sérios prejuízos no trabalho. Mais determinante para o diagnóstico do que o tempo em que o usuário permanece conectado à web é, por exemplo, a instabilidade emocional quando há restrição ao uso da internet e a preocupação excessiva com ela. É comum atividades ou afazeres antes valorizados pelo usuário deixarem de ter prioridade ou até mesmo de serem realizados.

Existem diversos outros transtornos de exagero, como o vício em trabalho ou no álcool, por exemplo. Porém, é importante ressaltar que, exatamente assim como diz o ditado, tudo que é em excesso faz mal, ou seja, prejudica e adiciona consequências que nem sempre estamos preparados para enfrentar. Nos casos mais graves, alguns indivíduos não conseguem manter o emprego, jovens apresentam menor rendimento escolar, pois o transtorno começa a tomar conta da vida.

Não raro, as pessoas se afastam de familiares ou amigos para tentar esconder o vício e acabam ficando ainda mais isoladas, em consequência, a depressão aumenta e, quando se percebe, vira uma bola de neve.

O vício envolve um comportamento e uma atitude prejudicial, ou seja, um padrão negativo de funcionamento que se infiltra na rotina das pessoas. A terapia cognitiva comportamental (TCC) é o tratamento de primeira escolha e o mais eficaz para quebrar os ciclos desses comportamentos.

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Dicas para Conviver com a Ansiedade

Você sofre com a ansiedade? Se a sua resposta foi sim, sabia que existem alguns hábitos perigosos do dia a dia que você deve evitar?

Mas, o que é a ansiedade? Você consegue identificar os sintomas em você?

A ansiedade é um assunto presente na vida de todos. Normalmente, atribui-se a ela uma conotação negativa, mas também está associada a momentos felizes, como o dia do casamento, da formatura, de algum reencontro importante, entre tantos outros motivos. É um recurso biológico necessário e uma reação natural do corpo perante ameaças reais e perigos, antecipando-os.

Porém, quando atinge os limites considerados “normais”, é responsável pelo sofrimento de milhões de pessoas no mundo todo. Para você entender o quão difícil é conviver com a ansiedade, deve imaginar a situação de medo, apreensão e desconforto constantes em relação a algo desconhecido e sem riscos reais. Ou seja, nada precisa estar realmente acontecendo ou ameaçando o indivíduo para que surjam estas sensações. Com o passar do tempo, torna-se insuportável tanto mal-estar que chega a comprometer as tarefas diárias e, em alguns casos, paralisa a vida de quem sofre desse transtorno, não conseguindo mais sair de casa, nem mesmo para estudar ou trabalhar.

Além disso, também apresenta alguns outros sintomas:

  • Medo de falar em público.
  • Insegurança.
  • Tensão muscular.
  • Distúrbios gastro intestinais.
  • Insônia ou sonolência.
  • Inapetência ou aumento de apetite.
  • Preocupação excessiva.
  • Pânico.
  • Perfeccionismo.
  • Medos irracionais.
  • Comportamentos compulsivos (ex. roer as unhas).

Parece familiar? Mas o que você pode fazer para amenizar?

Reações ansiosas que se repetem com freqüência e longa duração geram uma angústia difícil de se lidar e suportar. Nestes casos, é necessário buscar ajuda profissional, através da psicoterapia, onde o terapeuta irá entender o paciente, buscando recursos para que ele mesmo consiga lidar com seus sintomas, ensinando-o técnicas de relaxamento, auxiliando para que consiga identificar as origens de sua ansiedade e, em 90% dos casos, chegando até mesmo a cura.

Sabe-se que, mesmo que não seja o recomendado, ainda existem pacientes que não buscam por clínicas, por diversos motivos, desde condições financeiras, até o medo ou a desconfiança de que a terapia não entregue resultados. Essa demora na busca pelo profissional agrava os casos, mas não é o único fator de risco para pacientes com ansiedade. Além disso, ainda é importante evitar algumas coisas:

  • Cafeína: A cafeína é um dos maiores estimulantes da ansiedade. O ideal é que as bebidas que contenham cafeína sejam substituídas por bebidas relaxantes, como chás e ervas.
  • Açúcar: O consumo exagerado do açúcar interfere nas alterações de humor. No primeiro momento de ingestão, causa a sensação de relaxamento, mas depois de algum tempo causará o oposto.
  • Preocupações: Preocupação excessiva é um dos sintomas da ansiedade e contribui diretamente para os sintomas físicos. Ainda que seja difícil controlar os pensamentos, é importante verificar a viabilidade de suas preocupações. Por exemplo, tentar evitar se preocupar com coisas as quais você não pode fazer nada a respeito e dedicar seu tempo em resolver questões nas quais você tem controle e apresentem algum perigo real caso não sejam realizadas.

Existem, ainda, aliados muito fortes ao conviver com a ansiedade, como a prática regular de exercícios físicos, a ingestão de chás e ervas que auxiliam no relaxamento do corpo, além de meditação e yoga, que ajudam no processo físico e mental, principalmente a evitar pensamentos negativos, muito comuns deste transtorno.

Todas essas dicas ajudam no processo, mas é inevitável que, em algum momento, você acabe identificando a necessidade de uma ajuda profissional e a terapia cognitivo-comportamental é a opção mais indicada, porque vai agir diretamente na transformação de pensamentos e comportamento, alterando o seu jeito de agir diante dos sintomas.

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