Clinomania: A doença que se confunde com preguiça

sono psicologo porto alegreVocê sabia que aquele desejo excessivo de não sair da cama e ficar deitado, seja dormindo ou não, pode ser um distúrbio chamado clinomania? Às vezes confundida com preguiça ou mesmo depressão, a clinomania tem características próprias.

A palavra clinomania tem suas origens em grego, o que significa “obsessão com o sono” e, embora você não acredite, temos certeza de que você sofreu pelo menos uma vez; porque de acordo com as estatísticas, pelo menos 70% das pessoas já experimentaram. Clinomania é o excessivo desejo de ficar na cama. É o desejo de não sair da cama, ficar debaixo das cobertas e com cabeça no travesseiro. Uma vontade muito, mas muito grande de ficar deitado, no caso dormir muito.

De difícil diagnóstico, a Clinomania pode ser confundida com outros males como Distúrbio do sono, Depressão e Síndrome da Fadiga Crônica.

Para se identificar a Clinomania, deve-se observar outros males que podem ser confundidos com ela, e a partir de então – através da exclusão – identificar o mal. As pessoas com Clinomania apresentam um excessivo desejo de ficar na cama, sem que estejam com um dos males descritos a seguir:

  • Distúrbios do sono:

Muitas pessoas têm problemas para dormir, desde apnéia do sono a simplesmente ser incapaz de adormecer.

  • Depressão:

Aqueles que sofrem de depressão podem ter dificuldade em levantar-se para enfrentar seu mundo, mas as razões por trás são muito diferentes aos que sofrem de Clinomania.

  • Síndrome de Fadiga Crônica:

Aquele que sofre de síndrome da fadiga Crônica também terá dificuldade em encontrar a energia e o impulso para sair da cama, mas isso é por causa de sua doença ao invés de Clinomania.

Pessoas diagnosticadas com Clinomania tendem a ter padrões de sono invertidos, dormem constantemente durante o período vespertino e ficam acordados a noite, sendo naturalmente induzidos a não comparecer a atividades matinais.

Quando é afetada pela clinomania, a pessoa já não fica na cama por estar triste ou com dores, mas porque gosta do ambiente confortável e não quer deixar de sentir esse aconchego. Em dias chuvosos e nublados, por exemplo, esse sentimento é ainda maior, mas não está relacionado com sinais ou sintomas clínicos e patológicos.

Na maioria dos casos, o diagnóstico da clinomania é feito a partir da exclusão, já que se trata de um tipo de distúrbio relativamente raro. Para a maioria das pessoas, o difícil é entender como a condição se manifesta.

A clinomania é mais comum entre as mulheres, especialmente na faixa dos 20 aos 40 anos, embora também possa acontecer em outras idades e também em homens. A maior incidência nas mulheres adultas pode ser explicada em função das mudanças hormonais que ocorrem nesse período.

Além disso, a terceira idade também é bastante vulnerável ao distúrbio, já que os mais velhos tendem a deitar mais durante o dia, em função das poucas ocupações, o que favorece o desenvolvimento da clinomania.

Apesar de dormir quando se está cansado ser um excelente refresco para a mente, e necessário para manter o organismo funcionando, as pessoas não nasceram para ficar paradas. O corpo precisa ficar em constante movimento para que as funções naturais não sejam prejudicadas. Portanto, vale lembrar que a condição tem cura, desde que seguidas todas as recomendações médicas.

Depois de feito o diagnóstico clínico, pode surgir a necessidade do uso de medicamentos específicos para melhorar a qualidade de vida. O acompanhamento psicológico, aliado a exercícios físicos também é uma alternativa comum.

As pessoas que sofrem com o distúrbio não sentem preguiça, mas uma vontade imensa de permanecer na posição horizontal, deixando de lado os afazeres para apenas ficarem deitadas. Ou seja, sofrem de um distúrbio real e preocupante.

Por Lívia Atkinson – Psicóloga da Psicotér



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Como manter a motivação no trabalho?

Você já tentou manter a motivação no trabalho e não conseguiu? Sentiu-se entediando, desanimado, cansado, sem vontade de ir trabalhar? Muitos de nós já passamos por isso. Sentimo-nos frustrados e descontentes com o nosso desempenho no trabalho.

 

Por algum motivo, você começa a se sentir inseguro, os objetivos e metas começam a não ficarem claros. A vontade que impera é a de largar o trabalho, largar tudo o que está fazendo.

 

Manter-se motivado é um desafio, pois ela vai além de um bom salário e dos benefícios oferecidos pela empresa. Ela envolve um estado geral de realização, que engloba pensamentos, percepções e objetivos de vida. Mas não fique se sentindo fracassado.

 

Existem comportamentos que podem ajudar a aumentar a motivação para que seu rendimento volte a ser como antes. 
  • Tente identificar e entender o que está acontecendo com você. Compare o antes e depois para entender que a fase é passageira, você não se sentia assim antes.
  • Entenda exatamente o que você faz no trabalho. Quando você se apropria do que está produzindo, a sensação de prazer e de que você está no caminho certo vai lhe dando gás para continuar no mesmo ritmo.
  • Tente não reclamar. Tente encontrar uma solução para as dificuldades e não gaste energia reclamando.
  • Encontre um tempo para você. Mesmo que seja por pouco tempo, tire um período para dedicar-se a coisas que você gosta, para cuidar de si. É importante desligar do trabalho para você não se sentir sobrecarregado.
  • Reconheça suas habilidades. Repare em si e veja o quanto você é capaz de desenvolver diversas atividades em diferentes contextos da sua vida. Confiar em si e valorizar-se são fundamentais para manter a motivação no trabalho.
  • Não deixe a sua rotina repetitiva. O trabalho inevitavelmente exige uma constância, horário a cumprir e etc.
  • Procure, nas suas atividades de lazer, diferenciar as atividades prazerosas para que não seja mais uma coisa repetitiva em sua vida.
  • Cuide das suas emoções. Ansiedade, tristeza, irritabilidade, problemas pessoais causam desmotivação. O equilíbrio emocional é fundamental para você ter uma boa qualidade de vida e poder enxergar os problemas com maior clareza.
  • Converse com seu chefe. Explique a ele o que lhe faz mal, assim ele pode lhe ajudar a encontrar uma solução. Porém, se você acha que ele não é acessível ou não se sente a vontade de falar sobre seu problema com ele, não guarde para si. Procure ajuda de um familiar ou amigo para desabafar.
  • Procure manter sua vida social ativa. Ir a uma reunião com amigos, procurar se divertir com eles, jogar conversa fora sempre é uma boa pedida para aliviar o estresse do dia a dia.
  • Procure descansar. Ter um sono saudável é fundamental para que você exerça suas atividades. O cansaço físico e mental é um grande vilão para a desmotivação no trabalho.
  • Reveja suas metas e pense sobre como você pode fazer para alcançá-las. Isso pode lhe ajudar muito a se motivar novamente.
  • Não assuma mais coisas do que você pode dar conta. O excesso de afazeres lhe distancia dos seus propósitos e deixam você mais longe de aonde quer chegar.
  • Um passo de cada vez. Não pense no montante de trabalho, procure dar um passo de cada vez para, aos poucos, ir visualizando em um período menor de tempo os passos do seu avanço.
  • Procure lembrar-se sempre do porquê você está se empenhando para os projetos.  

Lembrar-se do quanto é importante para você o resultado final do seu trabalho, o ajudará a manter-se motivado. 

A motivação é o principal combustível para o seu desempenho no trabalho. Quanto mais você estiver motivado, mais dará o melhor de si e consequentemente, vai alcançar seus objetivos.

Por Roberta Gomez – Psicóloga da Psicotér

 

Está faltando motivação para você alcançar os seus objetivos no trabalho (ou fora dele)? Entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita para psicoterapia, com um Psicólogo ou Psicóloga em Porto Alegre. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.

 

Será que estou acomodado ?

“Odeio meu trabalho, mas tenho receio de não conseguir algo melhor”.

“Estou infeliz no meu relacionamento, mas e se ninguém mais me quiser?”.

“Tenho muita vontade de morar fora do país, porém fico assustado só de pensar em me virar sozinho”.

Você se identificou com alguma destas situações? Sabe o que elas têm em comum?  Em todas elas as pessoas apresentam medo do novo, medo daquilo que é incerto, do desconhecido.  

Este medo do novo pode apresentar diversos sintomas:

Os principais sintomas físicos são: coração acelerado, dificuldade ao respirar, sentir uma pressão no peito, tremor nas mãos, suor excessivo, entre outros.

Já os sintomas do pensamento são: preocupações com o que pode dar errado, tentar controlar todas as variáveis possíveis, não conseguir tomar decisões e se comprometer com elas, entre outros.

Independente das formas que isso se manifesta na pessoa, o resultado é sempre o mesmo: A pessoa se vê presa a determinada situação, acomodados, nutrindo medos que nos impedem de crescer.  

Não há dúvida de que todos estes sintomas estão sendo ordenados pelo cérebro e sabemos que ele é uma ferramenta essencial e extremamente complexa, capaz de desempenhar funções que a própria ciência ainda não consegue explicar. É ele o grande responsável por temermos o que não conhecemos e buscarmos aquilo que já se sabe, em outras palavras – ele prefere manter problemas que já são conhecidos.

“Bom, se o meu cérebro é responsável por isso, então não tem nada que eu possa fazer?”.

Claro que tem! De forma alguma precisamos ser refém de nossos medos. Tenho certeza que já houveram inúmeras situações na tua vida nas quais tu sentiu medo e mesmo assim seguiu em frente. Lembre-se do seu primeiro beijo, da primeira vez que dirigiu um carro ou do seu primeiro dia de aula. Para quase todas as pessoas, estas situações são carregadas de medo e incertezas, mas o que fez a diferença foi realizá-las apesar dele. Se o beijo foi bom ou se conseguiu dirigir sem apagar o carro, não interessa muito para nós neste momento. Até porque é bem provável que o beijo tenha sido no mínimo estranho e que o carro tenha sido religado algumas vezes. O que vale agora é o fato de que para conquistarmos algo precisamos lidar com a incerteza e ter coragem de enfrentar o medo que nela se prende.

Neste processo de enfrentamento a terapia cognitivo-comportamental pode te ajudar bastante. Através de técnicas que te ajudam nas tomadas de decisões, nos pequenos passos para conquistar os seus objetivos e combatendo junto contigo os medos que o fazem permanecer nesta zona de conforto que há muito já deixou de ser confortável. Lembrando que o corajoso não é aquele que não sente medo e sim aquele que age apesar dele.

 

Por Rodrigo Fernandez – Psicólogo da Psicotér


Se você nota que não está fazendo determinadas escolhas que podem melhorar sua vida por que tem medo do futuro, entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita para psicoterapia, com um Psicólogo ou Psicóloga em Porto Alegre. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.