Clinomania: A doença que se confunde com preguiça

sono psicologo porto alegreVocê sabia que aquele desejo excessivo de não sair da cama e ficar deitado, seja dormindo ou não, pode ser um distúrbio chamado clinomania? Às vezes confundida com preguiça ou mesmo depressão, a clinomania tem características próprias.

A palavra clinomania tem suas origens em grego, o que significa “obsessão com o sono” e, embora você não acredite, temos certeza de que você sofreu pelo menos uma vez; porque de acordo com as estatísticas, pelo menos 70% das pessoas já experimentaram. Clinomania é o excessivo desejo de ficar na cama. É o desejo de não sair da cama, ficar debaixo das cobertas e com cabeça no travesseiro. Uma vontade muito, mas muito grande de ficar deitado, no caso dormir muito.

De difícil diagnóstico, a Clinomania pode ser confundida com outros males como Distúrbio do sono, Depressão e Síndrome da Fadiga Crônica.

Para se identificar a Clinomania, deve-se observar outros males que podem ser confundidos com ela, e a partir de então – através da exclusão – identificar o mal. As pessoas com Clinomania apresentam um excessivo desejo de ficar na cama, sem que estejam com um dos males descritos a seguir:

  • Distúrbios do sono:

Muitas pessoas têm problemas para dormir, desde apnéia do sono a simplesmente ser incapaz de adormecer.

  • Depressão:

Aqueles que sofrem de depressão podem ter dificuldade em levantar-se para enfrentar seu mundo, mas as razões por trás são muito diferentes aos que sofrem de Clinomania.

  • Síndrome de Fadiga Crônica:

Aquele que sofre de síndrome da fadiga Crônica também terá dificuldade em encontrar a energia e o impulso para sair da cama, mas isso é por causa de sua doença ao invés de Clinomania.

Pessoas diagnosticadas com Clinomania tendem a ter padrões de sono invertidos, dormem constantemente durante o período vespertino e ficam acordados a noite, sendo naturalmente induzidos a não comparecer a atividades matinais.

Quando é afetada pela clinomania, a pessoa já não fica na cama por estar triste ou com dores, mas porque gosta do ambiente confortável e não quer deixar de sentir esse aconchego. Em dias chuvosos e nublados, por exemplo, esse sentimento é ainda maior, mas não está relacionado com sinais ou sintomas clínicos e patológicos.

Na maioria dos casos, o diagnóstico da clinomania é feito a partir da exclusão, já que se trata de um tipo de distúrbio relativamente raro. Para a maioria das pessoas, o difícil é entender como a condição se manifesta.

A clinomania é mais comum entre as mulheres, especialmente na faixa dos 20 aos 40 anos, embora também possa acontecer em outras idades e também em homens. A maior incidência nas mulheres adultas pode ser explicada em função das mudanças hormonais que ocorrem nesse período.

Além disso, a terceira idade também é bastante vulnerável ao distúrbio, já que os mais velhos tendem a deitar mais durante o dia, em função das poucas ocupações, o que favorece o desenvolvimento da clinomania.

Apesar de dormir quando se está cansado ser um excelente refresco para a mente, e necessário para manter o organismo funcionando, as pessoas não nasceram para ficar paradas. O corpo precisa ficar em constante movimento para que as funções naturais não sejam prejudicadas. Portanto, vale lembrar que a condição tem cura, desde que seguidas todas as recomendações médicas.

Depois de feito o diagnóstico clínico, pode surgir a necessidade do uso de medicamentos específicos para melhorar a qualidade de vida. O acompanhamento psicológico, aliado a exercícios físicos também é uma alternativa comum.

As pessoas que sofrem com o distúrbio não sentem preguiça, mas uma vontade imensa de permanecer na posição horizontal, deixando de lado os afazeres para apenas ficarem deitadas. Ou seja, sofrem de um distúrbio real e preocupante.

Por Lívia Atkinson – Psicóloga da Psicotér



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Como lidar com a impaciência no trânsito?

 

Ter o seu próprio carro e poder se locomover pelas cidades é o sonho de muitas pessoas. A precariedade do transporte público e os diversos compromissos do dia a dia fazem com que os indivíduos sintam cada vez mais a necessidade de possuir seu automóvel. Até aí, tudo bem, pois poder se locomover livremente é vontade e desejo do ser humano. Porém, a maioria das cidades não foi planejada para um volume muito grande de automóveis. O que acontece, é o acúmulo de veículos em determinados momentos do dia, o que faz com que, muitas vezes, o tempo perdido no trânsito seja muito grande.

Essa perda de tempo, aliada ao número de compromissos diários a serem cumpridos, faz com que os indivíduos fiquem muito ansiosos e nervosos atrás do volante, tentando diminuir o tempo gasto na locomoção. Essa ansiedade, por sua vez, pode transformar pessoas normalmente calmas e gentis em indivíduos agressivos e competitivos quando estão dirigindo.

Não são incomuns pequenos lapsos de alguns motoristas virarem motivo de brigas no trânsito; não é incomum pessoas acidentarem-se por alta velocidade; não são incomuns pessoas fazendo manobras que as colocam e colocam outras pessoas em risco; não são incomuns pessoas tentando avançar sobre outras, buzinando e acelerando seus carros para fazer o trânsito andar. Parece que o mínimo ganho de tempo a cada locomoção poderá transformar-se em um ganho maior ao final do dia e esse é o prêmio da competição que se percebe todos os dias nas ruas e estradas.

Muitos compromissos, diversas atividades e a preocupação de cumpri-las podem ser motivos que levam os indivíduos a essa corrida contra o tempo. Tudo é veloz e exige-se a perfeição. O filho tem que ser levado e buscado na escola, é preciso chegar no trabalho a tempo, é preciso sair com os amigos, é preciso estar sempre com a geladeira cheia, é preciso ter uma alimentação saudável, é preciso exercitar-se, é preciso estar em casa com a família, é preciso ler, é preciso divertir-se, etc.

A pressa, muitas vezes desmedida, faz com que os indivíduos fiquem mais estressados ao ter que enfrentar sua locomoção. Dirigir se tornou um ato de coragem, atenção em dobro e até agressividade, fazendo com que muitas pessoas optem por outros meios de transporte, desde os públicos até as bicicletas. Além disso, alguns motoristas acabam desenvolvendo medo de dirigir, exatamente por sentirem-se coagidos no trânsito.

A intolerância tornou-se a característica principal no trânsito das cidades. A individualidade e o egoísmo são a tônica dos engarrafamentos e até mesmo dos passeios de lazer. Quem nunca foi “cortado” por outro motorista, mesmo num engarrafamento para chegar a um parque, ou a um local turístico?

E o que fazer? Como dar conta de tudo e enfrentar o trânsito de modo que diminua essa corrida contra o tempo? Algumas dicas simples são bastante eficazes para diminuir a correria do dia a dia:

  • organize seu dia – ou até sua semana: alguns compromissos ou atividades podem ser adiantados ou adiados;

  • não saia sempre atrasado – procure organizar-se para poder sair com tempo para chegar ao seu destino;

  • divida as tarefas – se tem filhos, divida com seu marido/esposa as tarefas com as crianças; se não tem, busque apoio de outras pessoas para dar conta disso;

  • divida as tarefas da casa – se mora ou vive sozinho, organize as atividades da casa para poder dar conta de tudo;

  • organize a logística da locomoção – muitas vezes, pode-se optar por locais próximos uns dos outros, como por exemplo, fazer academia perto da escola do filho, ou ir a um supermercado perto do trabalho.

  • não marque compromissos com pouco tempo entre um e outro – não adianta querer ir na academia às sete horas e estar no trabalho às oito e meia, pois o tempo não vai parar para você cumprir sua atividade;

  • calcule seus tempos – preste atenção em sua rotina e verifique quanto tempo gasta para dar conta dela. Se necessário, mude alguns comportamentos que o atrasam;

  • preste atenção aos movimentos do trânsito – às vezes, no período de dez minutos, o trânsito já muda;

  • tenha calma – não adianta se estressar, o trânsito não vai mudar se você estiver atrasado.

Essas pequenas dicas podem fazer bastante diferença no seu dia a dia. Como já dito, sabe-se que as tarefas diárias e as exigências fazem com que o tempo de cada um se torne mais exíguo. Aprenda a dar prioridades, aprenda a organizar-se.

É claro que haverá atrasos, mas é preciso também entender que quando se abraça o mundo, pode-se negligenciar alguns detalhes importantes. Aceitar que nem tudo pode ser feito ao mesmo tempo também é parte importante da organização para uma vida menos estressante e mais saudável.

Por Anne Griza – Psicóloga Psicotér

 

 

 



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Como manter a motivação no trabalho?

Você já tentou manter a motivação no trabalho e não conseguiu? Sentiu-se entediando, desanimado, cansado, sem vontade de ir trabalhar? Muitos de nós já passamos por isso. Sentimo-nos frustrados e descontentes com o nosso desempenho no trabalho.

 

Por algum motivo, você começa a se sentir inseguro, os objetivos e metas começam a não ficarem claros. A vontade que impera é a de largar o trabalho, largar tudo o que está fazendo.

 

Manter-se motivado é um desafio, pois ela vai além de um bom salário e dos benefícios oferecidos pela empresa. Ela envolve um estado geral de realização, que engloba pensamentos, percepções e objetivos de vida. Mas não fique se sentindo fracassado.

 

Existem comportamentos que podem ajudar a aumentar a motivação para que seu rendimento volte a ser como antes. 
  • Tente identificar e entender o que está acontecendo com você. Compare o antes e depois para entender que a fase é passageira, você não se sentia assim antes.
  • Entenda exatamente o que você faz no trabalho. Quando você se apropria do que está produzindo, a sensação de prazer e de que você está no caminho certo vai lhe dando gás para continuar no mesmo ritmo.
  • Tente não reclamar. Tente encontrar uma solução para as dificuldades e não gaste energia reclamando.
  • Encontre um tempo para você. Mesmo que seja por pouco tempo, tire um período para dedicar-se a coisas que você gosta, para cuidar de si. É importante desligar do trabalho para você não se sentir sobrecarregado.
  • Reconheça suas habilidades. Repare em si e veja o quanto você é capaz de desenvolver diversas atividades em diferentes contextos da sua vida. Confiar em si e valorizar-se são fundamentais para manter a motivação no trabalho.
  • Não deixe a sua rotina repetitiva. O trabalho inevitavelmente exige uma constância, horário a cumprir e etc.
  • Procure, nas suas atividades de lazer, diferenciar as atividades prazerosas para que não seja mais uma coisa repetitiva em sua vida.
  • Cuide das suas emoções. Ansiedade, tristeza, irritabilidade, problemas pessoais causam desmotivação. O equilíbrio emocional é fundamental para você ter uma boa qualidade de vida e poder enxergar os problemas com maior clareza.
  • Converse com seu chefe. Explique a ele o que lhe faz mal, assim ele pode lhe ajudar a encontrar uma solução. Porém, se você acha que ele não é acessível ou não se sente a vontade de falar sobre seu problema com ele, não guarde para si. Procure ajuda de um familiar ou amigo para desabafar.
  • Procure manter sua vida social ativa. Ir a uma reunião com amigos, procurar se divertir com eles, jogar conversa fora sempre é uma boa pedida para aliviar o estresse do dia a dia.
  • Procure descansar. Ter um sono saudável é fundamental para que você exerça suas atividades. O cansaço físico e mental é um grande vilão para a desmotivação no trabalho.
  • Reveja suas metas e pense sobre como você pode fazer para alcançá-las. Isso pode lhe ajudar muito a se motivar novamente.
  • Não assuma mais coisas do que você pode dar conta. O excesso de afazeres lhe distancia dos seus propósitos e deixam você mais longe de aonde quer chegar.
  • Um passo de cada vez. Não pense no montante de trabalho, procure dar um passo de cada vez para, aos poucos, ir visualizando em um período menor de tempo os passos do seu avanço.
  • Procure lembrar-se sempre do porquê você está se empenhando para os projetos.  

Lembrar-se do quanto é importante para você o resultado final do seu trabalho, o ajudará a manter-se motivado. 

A motivação é o principal combustível para o seu desempenho no trabalho. Quanto mais você estiver motivado, mais dará o melhor de si e consequentemente, vai alcançar seus objetivos.

Por Roberta Gomez – Psicóloga da Psicotér

 

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Características e sintomas do TDAH – Transtorno do Déficit de Atenção

O TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) é um transtorno neurobiológico, genético, hereditário, que aparece na infância e freqüentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Isso significa que o transtorno identificado na criança pode vir do pai ou da mãe; de um primo ou de uma tia. O TDAH também encontra em fatores ambientais motivos para sua ocorrência, a saber: nascimento com baixo peso, bebês prematuros ou mãe que fuma durante a gravidez.

O uso de outras drogas, inclusive o álcool, também pode influir no aparecimento do transtorno em crianças. Portanto, todo cuidado é pouco no período da gestação e o acompanhamento médico é fundamental.


O TDAH se manifesta, geralmente, antes dos 7 anos de idade. Em 95% delas, o transtorno se revela antes dos 12 anos.


Os sintomas da síndrome variam muito, mas no geral incluem:

 

  • Ansiedade
  • Esquecimento
  • Baixa autoestima
  • Dificuldades sérias de concentração
  • Problemas no controle da raiva
  • Impulsividade
  • Mudanças repentinas de humor
  • Sérios problemas e dificuldades de relacionamento

 

Os subtipos de TDAH se diferenciam por seus sintomas predominantes. Conheça os três a seguir:

Desatento

O primeiro é o tipo desatento, que tem como características desatenção, distração fácil, falta de concentração, dificuldade em realizar tarefas longas e seguir instruções, falta de organização e lapsos de memória (especialmente a de curto prazo).

  • Não presta atenção a detalhes e não faz determinada atividade corretamente  por descuido,
  • Tem dificuldade de manter a concentração nas atividades,
  • Não ouve quando lhe falam diretamente “cabeça no mundo da lua”,
  • É desorganizado,
  • Distrai-se facilmente,
  • Não persiste nas tarefas que exigem esforço mental continuado,
  • E mais: Não termina o que começa e tem dificuldade de seguir instruções, perde frequentemente os objetos necessários para as atividades, é esquecido.

Hiperativo/Impulsivo

Este subtipo é marcado por hiperatividade e impulsividade, que se apresentam por: dificuldade em se manter parado por muito tempo, necessidade de realizar várias ações simultaneamente, ansiedade e estresse, comportamentos compulsivos, pouca tolerância a frustrações e erros, falta de paciência, entre outros.

  • Irrequieto com as mãos e com os pés quando sentado,
  • Não para sentado,
  • Está sempre agitado, parece elétrico, a mil por hora,
  • Fala demais,
  • Tem dificuldade de esperar a sua vez,
  • Interrompe e se intromete nas conversas ou jogos dos outros,
  • E mais: Tem uma sensação de inquietude “bicho carpinteiro”, é barulhento para jogar ou se divertir, responde antes mesmo que a pergunta tenha sido concluída.

Combinado

O TDAH do tipo combinado reúne os dois subtipos anteriores em uma mesma pessoa, mesclando seus sinais.

É válido lembrar que o TDAH se manifesta de diferentes formas em adultos e crianças. Nos pequenos, os principais sinais para desconfiar do transtorno são dificuldade de aprender e notas baixas na escola. Já nos adultos o prejuízo é o baixo rendimento profissional.

Tem cura?

O distúrbio não tem cura, mas o tratamento adequado faz com que as características do transtorno sejam amenizadas. A partir dele, a criança hiperativa tem regressão das características, que ficam pouquíssimo aparentes na vida adulta.

A psicoterapia, especialmente a cognitivo-comportamental, estimula o indivíduo a desenvolver habilidades e explorar sua criatividade e hiperatividade beneficamente.

O tratamento também visa corrigir hábitos de desatenção ou hiperatividade por meio da identificação e correção.

Remédios psicoestimulantes são os mais usados para DDA, pois potencializam a ação dos neurotransmissores, compensando as alterações presentes.

Viver com uma pessoa com TDAH é como caminhar num campo minado, você nunca sabe o que deve esperar.

No artigo “20 Things to Remember If You Love a Person with ADD”escrito por June Silny para o site Lifehack.org, a autora mostra 10 pontos para um entendimento mais completo TDAH:

  1. O cérebro do TDAH não para, sua mente é extremamente ativa. Não existem freios ou formas de trazê-lo para um descanso. É preciso aprender a organizar esta situação.

  2. Eles escutam o que você diz, mas muitas vezes não conseguem absorver o que está sendo passado.

  3. Eles têm muita dificuldade em manter a atenção e o foco em algo, por isso desenvolver e permanecer em uma atividade é extremamente complicado.

  4. Eles ficam facilmente ansiosos e são sensíveis a tudo que está acontecendo ao seu redor, barulhos, movimentos bruscos, etc.

  5. Se estão preocupados com algo ou chateados, os portadores do DDA não conseguem pensar em mais nada. Isso faz com que a concentração no trabalho, conversas e situações sociais torne-se uma tarefa quase impossível.

  6. Os portadores de TDAH possuem profunda dificuldade em controlar suas emoções e reações diante de um fato. Muitas vezes, respondem impulsivamente e depois acabam se arrependendo.

  7. Pessoa com TDAH são profundamente intuitivas e enxergam além das limitações da matéria. É justamente este traço da síndrome que transforma pessoas criativas e sensíveis em grandes gênios da humanidade.

  8. Eles pensam fora da caixinha. Os portadores de TDAH pensam de forma diferente da maioria das pessoas, possuem pensamentos abstratos e muitas vezes conseguem enxergar soluções inusitadas.

  9. Eles são impacientes, inquietos e ficam facilmente irritados. Sentem necessidade de estar em constante movimento, balançando as pernas, mexendo no cabelo, etc.

  10. Como em suas mentes e no coração tudo é ampliado, quando um TDAH realiza uma tarefa ou atividade que gosta, ele faz aquilo com alma e coração. Eles dão o seu melhor e mergulham de cabeça da situação.

Por Lisiane Duarte – Psicóloga e Diretora Técnica da Psicotér

 



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Vivendo o Estresse no Dia a Dia

 

O estresse no é uma resposta do organismo dos seres vivos às mudanças do ambiente. É um estado de alerta encontrado em animais, como quando um predador se aproxima, e em humanos, com a diferença que, para os segundos, ele pode surgir em momentos bons ou ruins, apesar de quase sempre relacionar-se aos segundos.

Preparar um casamento gera estresse, ter um filho gera estresse e, por mais que sejam coisas positivas, geram a mesma resposta de ansiedade, cansaço e preocupação que um evento como uma demissão ou um susto muito grande.

Estes tipos de estresses são normais e todos os indivíduos os experimentam em algum grau e em algum momento de suas vidas.O excesso de estresse, porém, pode fazer mal e levar os indivíduos a adoecerem. A carga de afazeres diários, o trabalho, a vida em família, a vida amorosa, os compromissos sociais e a exigência de estar sempre por dentro de tudo, com toda tecnologia ao seu dispor, têm tornado as pessoas cada vez mais estressadas. Todos estes estímulos, em separado, não necessariamente seriam geradores de estresse, mas eles não têm mais sido experimentados deste modo: vivem-se momentos em que é preciso responder por tudo ao mesmo tempo e de modo eficaz.

E a tecnologia pode ser um dos grandes vilões nesse quadro, pois, por um lado, ela permite acesso quase instantâneo ao que está acontecendo no mundo; por outro, porém, ela torna as pessoas cada vez mais dependentes dessas informações. Essa conjuntura faz as pessoas se sentirem pressionadas a responderem também de modo muito rápido, tendo que, muitas vezes, fazer diversas atividades ao mesmo tempo: dirige-se respondendo a mensagens; escuta-se áudio enquanto se cozinha; decide-se uma compra de dentro de casa, etc. Tudo acontece de modo muito mais rápido e é preciso responder na mesma velocidade. O tempo está cada vez mais exíguo.

E isso gera estresse. Os tempos modernos exigem dos seres humanos o estado de alerta a todo momento. Por isso, o que era originariamente uma resposta à mudança do ambiente, tornou-se um estilo de vida não saudável. O estresse gera problemas físicos como o entupimento de veias e dores de cabeça, e mentais, como o cansaço extremo (síndrome de Burnout), a depressão, as fobias, entre outras.

Muitas pessoas reclamam que não têm mais tempo para nada, que seus dias ao duram, que não conseguem mais relaxar devido ao excesso de compromissos e de estímulos. Dorme-se com o celular ao lado, acorda-se com o celular na mão, de olho no que está acontecendo.

Estar sempre conectado está cobrando seu preço das pessoas: o sono não é mais de tanta qualidade, pois o celular pode tocar a noite toda; as refeições são feitas com aparelhos nas mãos; o diálogo está sendo trocado por mensagens instantâneas; qualquer saída da linha pode ser descoberta nas redes sociais. Estar informado fez com que os indivíduos ficassem bitolados, dependentes desta informação.

E como driblar o estresse? Algumas dicas são importantes para desconectar-se um pouco e reconectar-se consigo mesmo:

  • levante mais cedo e se prepare para sua jornada mais tranquilamente;

  • organize o seu dia: dê prioridade àquilo que é mais urgente;

  • respire profundamente pelo nariz e solte o ar pela boca, lentamente;

  • quando possível, deixe os aparelhos eletrônicos de lado;

  • responda urgentemente somente aquilo que necessita urgência;

  • saia para seus compromissos com tempo;

  • evite levar trabalho para casa;

  • faça uma atividade física ou tenha um hobby;

  • reserve algum tempo para si: pode ser um banho mais demorado, uma refeição sem a televisão ou o telefone por perto, etc.;

  • tenha tempo para os seus: brincar com os filhos, sair com o(a) companheiro(a), etc.;

  • converse ao vivo, encontre-se com as pessoas que ama;

  • tenha em mente de que nem todo mundo é eficaz o tempo todo;

  • lembre-se sempre: estar sempre conectado cobra um preço alto das pessoas.

Estas são mudanças bem pequenas e que podem ser adaptadas ao dia a dia de cada um, tornando a vida menos corrida e estressante. Pode parecer difícil adaptar-se a uma vida mais leve e vivida de modo mais devagar, mas é só uma questão de se acostumar novamente a velocidades menores.

Talvez para algumas pessoas essa readaptação, essa mudança de estilo de vida seja difícil e necessitem de alguma ajuda. Se você tem dificuldades para desacelerar ou conhece alguém com esta dificuldade, a ajuda de um profissional pode se fazer necessária.

 

Por Anne Griza – Psicóloga da Psicotér


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Enxaqueca e Tensão Muscular: Quanto tem haver com o psicológico?

A enxaqueca e a tensão muscular podem ser sintomas de várias doenças. No entanto, após o tratamento, a dor desaparece. Situações como abuso de medicação, ingestão de álcool e outras drogas, jejum prolongado, sono insuficiente, mudanças bruscas de temperatura, cheiros muito fortes, como tintas, solventes e produtos químicos em geral, alterações hormonais, a exposição ao sol e esforço físico exagerado, assim como uma má alimentação a base de frituras, carnes processadas, queijos envelhecidos, cafeína e chocolate também podem desencadear a enxaqueca e contribuir com a manutenção das crises.

Por outro lado, há muitos casos em que o indivíduo goza de boa saúde clínica e não compreende as causas da enxaqueca e da tensão muscular. A dor pode se tornar crônica, incapacitando as tarefas diárias e comprometendo a qualidade de vida da pessoa.

Na dor de cabeça tensional, a dor é mais leve e contínua, causa pressão na cabeça, mas não é latejante. Geralmente um analgésico e algumas horas de descanso são suficientes para superar a dor. Já no caso de quem sofre de enxaqueca, a dor é latejante e intensa, podendo ser em diferentes partes da cabeça e face, e pode causar alteração de visão, mal estar, náusea e vômito, geralmente acompanhada de grande tensão muscular que se expande pelos ombros, nuca e em diferentes parte do corpo.  

Nesses casos em que o tratamento já foi realizado e a enxaqueca e a tensão muscular persistem, esses sintomas não decorrem de uma condição médica geral, mas estão associados a causas emocionais.

A enxaqueca e a tensão muscular afetam pessoas muito preocupadas e que pensam demais diante de determinadas situações ou problemas, podendo levar a falta de controle, estando mais propensas a doenças psíquicas, como ansiedade ou depressão. Geralmente são pessoas dominadoras nas suas relações, que se comportam de maneira possessiva, não delegando tarefas ou não confiando em terceiros e na naturalidade de determinadas situações da vida.

As pessoas que sofrem de enxaqueca e tensão muscular geralmente demonstram-se orgulhosas, perfeccionistas, detalhistas, minuciosas, podendo ser até rígidas diante de regras e combinações, o que dificulta a tomada de decisões e a resolução de problemas, impedindo a adaptação no dia a dia, causando um nível de tensão elevado.

O estresse é o principal fator de desequilíbrio emocional, tornando o cérebro mais sensível aos estímulos sensoriais, pois a pessoa que sofre de enxaqueca e dor muscular sente as emoções, a dor, o barulho e a luz com maior intensidade do que as outras pessoas.

Para se ter um diagnóstico correto, deve-se procurar um médico para avaliar a freqüência, a intensidade, as causas que desencadearam a crise e os demais prejuízos e fatores associados à enxaqueca e a tensão muscular. O tratamento é realizado com medicação via oral indicada, que não são os analgésicos tradicionais e nem anti inflamatórios ou assemelhados, pois esses remédios causam certo alívio imediato na dor, diminuindo a sensibilidade do cérebro, mas não tratam a causa. Passando o efeito do remédio, o cérebro volta a sentir a falta da ação do medicamento, o que também causa a sensação de dor. Com o tempo os remédios não fazem mais o efeito desejado, tornando a dor crônica. O tratamento medicamentoso deve ser acompanhado de psicoterapia com foco na mudança de hábitos de vida mais saudáveis. A Terapia Cognitiva Comportamental é uma grande aliada na superação desse problema, agindo diretamente nas causas que geram a enxaqueca e a tensão muscular, pois ensinará uma nova forma mais realista e positiva de agir e pensar frente às situações da vida. A psicoterapia muda erros do pensamento que causam emoções negativas e sofrimento, como o medo, a angústia, a tristeza, a culpa, por exemplo, favorecendo, desse modo, o alívio desses sintomas.

Por Márcia Moraes – Psicóloga da Psicotér

 


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O Ciclo do Pânico: o que acontece na crise?

 

Quem nunca ouviu falar da Síndrome do Pânico? Não é a toa que esse transtorno de ansiedade já é conhecido como o Mal do Século, pois atinge milhares de pessoas, cerca de 10% da população, no mundo todo, de todas as idades, embora a fase de maior prevalência ainda seja em adultos jovens e a incidência ser quatro vezes maior em mulheres do que em homens.

 

A crise de Pânico é caracterizada por um medo intenso, desespero, sensação de perigo iminente sem um motivo lógico e aparente. O que ocorre é que diante da sensação de que algo ruim vai acontecer, o cérebro recebe a informação de ameaça e aciona automaticamente um mecanismo de defesa chamado de luta e fuga capaz de sobreviver frente ao perigo. Nesse momento, o corpo responde como se estivesse em ameaça, liberando adrenalina no corpo, o que causa diversas alterações corporais, tais como: mal estar, alteração no ritmo do coração, suor, tremor, dormência ou formigamento nas mãos, pés e rosto, dificuldade para respirar, falta de ar, sensação da garganta fechando, boca seca, dificuldade para engolir, calafrios ou calorões, náusea, dor de barriga, dor no peito, dor de cabeça, tontura, problemas de visão e até desmaio.

 

Essas reações podem estar no ciclo de um ataque de Pânico, não estando necessariamente todas essas presentes.  O ápice da crise não costuma durar mais que quinze minutos, embora a presença dos sintomas podem persistir por horas. A presença, a intensidade e o tempo de duração dos sintomas variam conforme a gravidade de cada caso.

 

Após o primeiro ataque de Pânico, a pessoa fica preocupada em ter novamente outra crise a qualquer momento, desenvolvendo uma ansiedade antecipatória, ou seja, o medo de sentir medo. Podem acompanhar a crise o medo de ficar louco, o medo de perder o controle sobre o próprio organismo, o medo de passar mal e até mesmo o medo de morrer. Essas sensações de medo intenso levam a evitação de determinadas situações, locais e pessoas como se estes estivessem associados aos motivos que desencadeiam o ataque de Pânico, constituindo assim a Fobia. É impressionante como o relato de uma única crise já causa alterações de comportamentos numa pessoa capaz de modificar uma vida, prejudicando de forma significativa suas funções diárias, podendo levar a outros quadros como alcoolismo, uso de drogas e depressão se não for devidamente tratado.

 

Um conjunto de fatores está associado para desencadear um ciclo de Pânico. Geralmente aspectos genéticos estão envolvidos, bem como o temperamento da pessoa, a vivência de sobrecarga, o excesso de pressão emocional, a estrutura para lidar com cobranças, que levam ao estresse, motivo pelo qual o início da idade adulta é o período do desenvolvimento humano de maior pressão, considerando o aumento das responsabilidades na vida profissional, familiar e social do indivíduo. O ataque também pode vir como uma resposta a uma situação de stress pós traumático, após um acidente, perda ou luto ou em situações com histórico de traumas, maus tratos e abuso sexual.

 

Pensamentos negativos, catastróficos, distorcidos e irreais geralmente estão associados ao quadro, causando descarga de adrenalina e diversas reações fisiológicas no corpo. Essas reações físicas são sentidas pelo organismo e reforçam os pensamentos automáticos. Quem sente alteração no coração, por exemplo, acredita que está tendo um ataque cardíaco e que vai morrer, mantendo assim o ciclo de Pânico. É um equívoco a pessoa acreditar que pode evitar ou prever a próxima crise, pois são reações corporais normais emitidas diante da sensação de medo, o que deve ser tratado nesse caso são as distorções cognitivas e o enfrentamento diante de um possível ataque.

 

A pessoa não morre dos ataques de pânico, não há relato de um organismo ser afetado diante de tais alterações físicas causadas pela crise, o que se vê é a morte da qualidade de vida desse ser humano que se tornou um refém dos próprios medos, limitando sua vida pessoal, familiar, profissional e social.  É enlouquecedor conviver com pensamentos ruins, sejam eles quais forem, principalmente se levar a exaustão. A crise de Pânico geralmente vem a mostrar ao indivíduo o quanto ele precisa de ajuda e vem negligenciando as suas necessidades emocionais.

 

Por Márcia Moraes – Psicóloga da Psicotér

 


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Riscos potenciais do BULLYING E CYBERBULLYING

Desde seu lançamento, em meados de março deste ano, a série 13 Reasons Why (13 razões pelas quais – tradução livre) tornou-se assunto entre adolescentes, pais, escolas, psicólogos e médicos. Trata-se de uma série que aborda o bullying de modo aberto e claro, levando o espectador a experienciar os sentimentos que levaram a personagem principal ao suicídio.

Mais do que falar sobre a série, é importante que se discuta o bullying e, mais atualmente, o cyberbullying. O bullying caracteriza-se por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de uma pessoa ou um grupo de pessoas para outra pessoa ou grupo de pessoas, de modo repetitivo e sistemático. Entende-se o bullying como agressão, ameaça, opressão, tirania, intimidação, humilhação e até como maltrato.

Ele não se restringe a escolas, podendo acontecer na faculdade, na família, na vizinhança, na igreja e no trabalho. Pode atingir todo mundo, porém, os adolescentes são os que comumente sofrem com o bullying, dada sua inexperiência de vida e de modos de enfrentar seus problemas.

Em época de redes sociais e interações a distância, parece que não existe mais limite para a agressão entre os adolescentes. O que antes terminava com o fim das aulas, do curso, da recreação ou da brincadeira na rua, tem-se estendido para todos os momentos de quem sofre o bullying e tomado proporções muito maiores, dado o fato de que essas agressões, muitas vezes, são compartilhadas nas redes sociais, através de fotos, vídeos, xingamentos, etc., tornando o mundo o lugar em que o adolescente é colocado em situação vexatória. Assim, o bullying, que já fez muitas pessoas sofrerem, tornou-se cyberbullying, e a fraqueza, defeito ou mesmo traços de personalidade do adolescente é compartilhada com todo o mundo.

Dados do Centro Nacional de Estatísticas Educacionais de 2016 mostram que pouco mais de um em cada cinco estudantes já sofreu bullying (20,8%). O mesmo estudo ainda mostrou que somente 36% das crianças que sofrem bullying falam sobre isso com seus pais e pares. Esses dados mostram que para as crianças e os adolescentes este assunto ainda é muito delicado e difícil de ser relatado.

Os principais motivos para uma pessoa sofrer bullying são o modo como se veste, seu tipo físico, ou ainda, a raça. É claro que estes são os principais motivos, porém, outros como a orientação sexual, algum problema cognitivo ou deformidade física, entre outros, podem aparecer. Ainda, muitas pessoas sofrem bullying por serem simplesmente quem são, o que mostra que todo mundo está sujeito a essa situação vexatória.

Quem experimenta uma situação de bullying ou cyberbullying tem duas vezes mais probabilidade de sentir dores de cabeça, dores de estômago e, ainda, tem mais riscos de apresentarem dificuldades no sono, ansiedade e depressão. Outros efeitos do bullying podem ser pobre ajustamento escolar, problemas acadêmicos, uso de substâncias e comportamento violento. Os jovens que se culpam pelo bullying, ainda, estão mais propensos a desenvolver doenças como a depressão, vitimizarem-se e ter problemas de ajustamento social.

Segundo o Guia do Professor – Programa de Prevenção ao Bullying e ao Cyberbullying, alguns jovens vítimas de bullying não demonstram sinais de que estão sendo alvo de chacotas e perseguições, dado o fato de que muitos jovens possuem um perfil comportamental mais introvertido e reservado. Porém, na maioria dos casos, os sintomas de sofrimento podem aparecer, tais como:

  • dificuldades de relacionamento;

  • dificuldades de concentração;

  • queda no rendimento escolar;

  • discurso fatalista – “nada importa”; “eu quero sair daqui”;

  • aumento da introversão – ficam mais reservados, inclusive, em família e entre amigos;

  • preocupações com morte;

  • início do uso ou aumento no consumo de drogas;

  • descuido com a aparência;

  • mudanças na aparência – cortes de cabelo, mudança de cor de cabelo, etc.;

  • ficar mais tempo que o de costume trancado no quarto ou sozinho;

  • sinais de depressão, tais como dormir demais ou de menos; mudanças drásticas no peso;

  • perda de interesse pelo que antes se interessavam;

  • podem agir de maneira hostil;

  • comportamentos de risco ou de autodestruição.

O bullying e o cyberbullying são coisas sérias e podem levar ao suicídio, como aconteceu com a personagem Hannah de 13 Reasons Why. Além disso, o sofrimento, por si só, pode levar o indivíduo à ansiedade, baixa auto-estima e a desenvolver transtornos mentais, tais como Depressão, Transtorno Obsessivo Compulsivo e Fobias.

É importante que todos prestem atenção aos comportamentos, principalmente dos jovens, para que o indivíduo que sofre bullying possa receber ajuda e voltar a ter uma vida normal. O enfrentamento do bullying passa pelo acompanhamento psicológico e, em casos em que a depressão e a ansiedade já estão instalados, faz-se necessário o uso de medicamentos para diminuir os sintomas.

Por Anne Grizza – Psicóloga da Equipe Psicotér


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Existe vida após o final de um relacionamento

 

Junho é o mês dos namorados no Brasil. É a época das declarações de amor sem fim, das promessas de fidelidade e de companheirismo, de presentes, flores e corações distribuídos pelas cidades, que parecem respirar o amor. Existe, porém, significativa parcela das pessoas que não está vivendo este momento lindo e romântico, pelo contrário, está sofrendo com o final de um relacionamento.

Diferentemente do que se imagina, ambos sofrem quando terminam alguma relação amorosa, seja ele namoro, união estável ou casamento. Para quem quer terminar a união, é uma decisão muitas vezes difícil de ser tomada, que gera angústia e muita dor; para o outro, aquele que recebe o “fora”, o “cartão vermelho”, a dor, muitas vezes, é ainda maior.

A maioria das pessoas já levou pelo menos um fora na vida, já foi a pessoa que foi convidada a se retirar da relação. Pessoas que se envolveram emocionalmente com alguém, namoraram, casaram ou tiveram somente um rolo, já se envolveram, também, com o término da ligação. E sobreviveram. Sim, apesar da dor da perda de alguém, do sentir-se rejeitado, sozinho, cheio de lembranças, tudo isso um dia passa.

O fim de uma relação pode trazer sentimentos de baixa autoestima, frustração, tristeza, raiva e até de vingança. Pode fazer com que a pessoa se sinta perdida e desorientada. Isso acontece porque é o fim, porque algo que era considerado duradouro acabou. Muitas pessoas precisam fazer uma mudança radical em suas vidas, lidar com questões de divórcio e guarda de filhos, separação de bens, etc. Tudo isso pode tornar o fim ainda mais complicado para algumas pessoas.

Para alguns, o sofrimento leva meses para passar; para outros, apenas alguns dias. Têm pessoas que saem para a balada após o fim do namoro; outras, procuram os amigos para desabafar; e outras, ainda, ficam sós com sua dor até passar.

Existem indivíduos que expressam sua raiva, outros que choram sem parar, há os que ficam em casa, de cama por alguns dias, há quem trabalhe com mais afinco, quem se dedique aos familiares, aos estudos, enfim, todos encontram uma forma de lidar com a dor, que é só sua. Essas atitudes são comuns e fazem parte do que se pode chamar de luto pela pessoa perdida.

Algumas pessoas entram em profunda depressão ao se separarem. É normal a tristeza após o fim de uma união, principalmente quando é o outro que não quer mais. Muitos planos foram feitos desde o início, esperanças foram alimentadas e o sentimento é muito presente. Quanto mais tempo tiver a ligação entre o casal, maior a probabilidade de o sofrimento ser grande.

Porém, quando a tristeza persistir e se tornar falta de esperança no mundo, dificuldade de se visualizar bem futuramente ou de ter planos para o futuro; quando a pessoa passa a descuidar de si, ficar reclusa demais, comer em demasia ou não comer, começar a ingerir drogas ou aumentar seu uso, ou, ainda, evitar contato com outras pessoas, pode ser sinal de alerta para algo mais grave. Nesses casos, a tristeza transformou-se em depressão e a busca por ajuda de um profissional da psicologia se faz necessária para o enfrentamento da situação.

Não existe receita para manter um relacionamento a dois. Tudo é muito íntimo do casal, do modo como cada um funciona e se coloca no relacionamento. O que funciona para alguns casais não funciona para outros. E também não existe receita para enfrentar a dor do final de uma relação, cada um precisa encontrar em si a melhor forma de lidar com ela.

Algumas ideias são interessantes para encarar o fim:

frown Tentar não entrar na paranoia de que a culpa toda é de um ou de outro, pois, numa relação a dois, erros e acertos são cometidos por ambos. Isso envolve não se colocar no lugar de vítima e nem de algoz;

frown Procurar manter sua rotina, pois as mudanças serão inevitáveis e um pouco de ordem aumenta a sensação de segurança;

frown Manter a autoestima, pois o fato de ser rejeitado por alguém só significa que para aquela pessoa, particularmente, aquela relação já não faz mais sentido, mas o mundo está cheio de possibilidades de amor e de afeto;

frown Lembrar-se de suas qualidades e repensar seus defeitos;

frown Tentar manter distância do (a) ex-companheiro (a) ajuda também, pois assim não se alimentam falsas esperanças.

Além disso, por mais que o amor acabe, isso não significa que aquele amor não existiu ou que não deu certo. Ele deu certo pelo tempo que durou. Na vida, tudo é efêmero, inclusive as pessoas, e não seria diferente com os sentimentos. Indivíduos são seres em mutação, e seus sentimentos podem seguir a mesma linha.

O fim de uma união também pode ser uma experiência de grande aprendizado, que ensina à pessoa muito sobre ela mesma. Normalmente, as pessoas repensam a relação que mantiveram e descobrem atitudes que podem ter levado ao fim de tudo. Descobrem, ainda, o que gostam e o que não gostam que aconteça num relacionamento ou com que tipos de pessoas preferem se relacionar. Isso porque, muitas vezes, os indivíduos somente se dão conta de quem era seu parceiro quando tudo acaba.

Ao final de um romance, é preciso, muitas vezes, se redescobrir, e essa talvez seja a tarefa mais difícil, pois muitas vezes, as pessoas vivem tanto dentro do relacionamento que não sabem se ver fora dele. Porém, apesar disso tudo, as pessoas não morrem por causa de um fora que levaram de outro.

A vida continua, um novo amor pode surgir, por mais que se esteja triste, essa tristeza passa e a felicidade voltará. Cabe dar ao coração o tempo necessário para que ele se refaça e coloque tudo no lugar novamente. Enfim, por pior que seja o fim de um romance, nada está perdido. Lidar com a perda, aceitar seus erros e seguir seu caminho acaba sendo o rumo natural.

Por Anne Grizza – Psicóloga da Equipe Psicotér

 


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